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A escalabilidade do PostgreSQL pela OpenAI não é só um caso de engenharia impressionante: é uma declaração técnica sobre como a IA está redefinindo os limites da infraestrutura de dados. Em vez de migrar para bancos de dados nativamente distribuídos, a equipe optou por otimizações profundas na camada de aplicação, pool de conexões ajustado, cache agressivo e replicação em cascata com mais de 100 réplicas, mantendo o PostgreSQL como sistema de registro único. Isso cria uma arquitetura híbrida: o banco relacional garante consistência e auditabilidade, enquanto sistemas como o Azure Cosmos DB absorvem cargas de escrita massiva de eventos gerados por agentes. Essa divisão de responsabilidades reflete uma nova realidade: dados de trajetória (sequências de ações, observações e resultados) não são apenas volume, mas estrutura semântica dinâmica, exigindo pipelines que preservem causalidade e intenção, não só timestamp e payload.

O ROI de IA agente não é abstrato: 171% médio global, 500% em implantações verticalizadas, e casos concretos como a Klarna (US$ 60 milhões economizados) ou prestadores de saúde (42% menos tempo em documentação) mostram que o valor está no fechamento do ciclo entre dado, decisão e ação operacional. Mas esse ciclo só fecha com governança que integre dados e IA, não como duas equipes paralelas, mas como uma única cadeia de responsabilidade técnica e regulatória, especialmente com o Regulamento da UE sobre IA já em vigor e o 'Great American AI Act' avançando no Congresso norte-americano.

Por que isso importa

Organizações que ainda tratam dados e IA como pilotos isolados estão perdendo dois movimentos críticos: primeiro, a convergência entre feature store, data warehouse e context graph está apagando as camadas tradicionais de arquitetura; segundo, a governança de dados agora precisa rastrear não só quem acessou qual coluna, mas qual agente gerou qual dado de trajetória, sob quais restrições de contexto e com quais impactos em decisões subsequentes. Isso muda radicalmente os requisitos de lineage, qualidade e descoberta, não basta saber onde o dado nasceu, mas por que ele foi criado, por qual agente, em qual estado de execução e com quais pressupostos semânticos incorporados.

Perguntas frequentes

O que são 'dados de trajetória' e por que eles sobrecarregam bancos de dados operacionais?

São sequências de observações, ações e resultados geradas por agentes de IA durante sua execução, como passos de um plano de cuidado clínico ou etapas de um atendimento ao cliente. Diferentemente de transações tradicionais, eles têm alta granularidade, baixa latência de escrita e dependem fortemente de contexto temporal e causal, o que exige schemas flexíveis e throughput de escrita que bancos operacionais não foram projetados para suportar em escala.

Por que usar PostgreSQL em escala global, se ele não é distribuído por natureza?

A OpenAI demonstrou que, com otimizações de camada de aplicação (como pool de conexões reduzido de 50ms para 5ms) e replicação em cascata, é possível manter uma única instância primária como fonte de verdade, enquanto réplicas de leitura distribuídas atendem milhões de requisições por segundo. É uma escolha estratégica de trade-off: consistência e simplicidade operacional em troca de esforço de engenharia focado na interface, não na infraestrutura.

Qual a diferença prática entre um 'context graph' e um 'grafo de conhecimento'?

Grafos de conhecimento mapeiam entidades e relações estáticas (ex: 'São Paulo é capital de SP'). Context graphs adicionam 'rastros de decisão': não só que uma ação foi tomada, mas por que, com quais dados de entrada, sob quais restrições e com quais consequências anteriores. Eles são executáveis, alimentam agentes com contexto situacional, não apenas fatos armazenados.

Como a governança de IA afeta diretamente a engenharia de dados?

Passa a exigir lineage que rastreie desde o dado bruto até a decisão gerada por um agente, incluindo versões de prompts, embeddings usados, grafos de contexto consultados e políticas de acesso aplicadas em tempo real. Ferramentas de governança de dados precisam agora ingerir logs de execução de agentes, não só metadados de tabelas, ou seja, o pipeline de dados precisa consumir seus próprios outputs.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
19 de março de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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