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Dbt Core v2 chega com runtime em Rust open source e base unificada com o Fusion

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O dbt Core v2.0 alpha não é só uma nova versão, é a primeira entrega concreta da fusão entre dbt Labs e Fivetran, fechada em 1º de junho de 2026. O runtime em Rust, antes restrito ao Fusion sob licença ELv2, agora está integralmente aberto sob Apache 2.0. Isso permite que equipes com exigências de compliance (como bancos ou órgãos públicos) usem o Core sem dependência de código fechado, mantendo controle total sobre builds e auditoria. A unificação técnica vai além do código: o parser Rust reduz o tempo de parsing em até 10× em projetos grandes, e a compilação completa fica até 2× mais rápida, ganhos reais em pipelines de dados críticos para IA, como os que usam DuckDB para consultar metadados diretamente em Parquet.

O suporte nativo a artefatos Parquet (em vez de JSON massivos como manifest.json) é um ponto de conexão direta com o ecossistema de análise local: ferramentas como o DuckDB 1.5.3, com sua extensão Quack e suporte a DuckLake, podem agora ler esses artefatos como tabelas nativas, viabilizando workflows de governança e lineage sem ETL intermediário. A documentação local, reescrita para escalar com esses artefatos, resolve um gargalo antigo em implantações enterprise, onde a geração de docs com milhares de modelos travava ou consumia horas.

O que mudou

A mudança real está na convergência operacional: o dbt Core v1.12 (lançado em beta em maio de 2026) já trazia o parser Rust do Fusion, mas o v2.0 entrega a base unificada completa, runtime, CLI, especificação de linguagem e artefatos, sob uma única licença aberta. Antes, o Fusion era um produto paralelo com recursos avançados (linha de coluna, SQL understanding); agora, ele se torna uma camada proprietária que estende o Core v2.0, não um substituto. Rumores de 'open sourcing do Fusion' viraram realidade, mas com clareza técnica: o que foi liberado é o motor de execução, não toda a stack de desenvolvimento do Fusion.

Por que isso importa

Para engenheiros de dados, isso significa menos conflitos entre ambientes Python, instalação via binário único e maior previsibilidade em pipelines que alimentam agentes de IA, como os que usam o Inference Router da DigitalOcean ou o Search Toolkit da Mistral. Para arquitetos, a especificação de linguagem rigorosa reduz riscos de breaking changes em integrações com ferramentas de lineage ou catalogação. E para times de segurança, ter o runtime totalmente auditável em Rust, sem dependências ocultas, alinha dbt Core com padrões exigidos por frameworks como o Bumblebee da Perplexity, que escaneia exatamente esse tipo de dependência em máquinas locais.

Linha do tempo

  1. dbt Labs anuncia melhorias no Fusion, dbt Catalog e Core 1.11, incluindo suporte a materializações personalizadas e tabelas Iceberg

  2. Fusion engine entra em beta público com objetivo de alcançar paridade de recursos com o dbt Core

  3. Fusão entre Fivetran e dbt Labs é concluída; lançamento simultâneo do dbt Core v2.0 alpha, dbt State e dbt Wizard

  4. dbt Core v2.0 alpha é disponibilizado publicamente com runtime Rust open source e base unificada com o Fusion

Perguntas frequentes

O dbt Core v2.0 substitui o Fusion?

Não. O Fusion continua sendo a CLI gratuita recomendada para a maioria dos usuários. O Core v2.0 é voltado para quem precisa de código 100% aberto ou builds OSS customizados. O Fusion adiciona funcionalidades proprietárias (como lineage em nível de coluna) em cima da mesma base Rust.

Posso usar os novos artefatos Parquet no DuckDB hoje?

Sim. Os artefatos Parquet gerados pelo dbt Core v2.0 são compatíveis com DuckDB 1.5.3 e suas extensões Quack e DuckLake. Isso permite consultas diretas em metadados, como descobrir quais modelos referenciam uma tabela específica, sem depender de APIs ou exportações manuais.

Qual é a diferença prática entre instalar o Core v2.0 e o Fusion?

O Core v2.0 é instalado como um binário autocontido (sem Python, pip ou virtualenv). O Fusion ainda depende de ambiente Python, mas oferece CLI interativa, preview de SQL e debugging avançado. Se sua equipe prioriza controle de código-fonte e compliance, o Core v2.0 é a escolha. Se prioriza produtividade diária, o Fusion é mais adequado.

O que acontece com projetos existentes em dbt Core v1.x?

A migração não é automática. A especificação de linguagem foi rigidificada, então configurações soltas ou macros não padronizadas precisarão ser revisadas. O dbt Labs recomenda testar primeiro com o v1.12 (que já inclui o parser Rust) para identificar incompatibilidades antes de pular para o v2.0.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
04 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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