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Como o LinkedIn superou as limitações do Kafka e desenvolveu o Northguard e Xinfra para escalar o gerenciamento de dados

LinkedIn inova na arquitetura de dados com Northguard e Xinfra para superar gargalos do Kafka

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Aprofundamento

Em face das demandas de escala extremas, o LinkedIn, berço do Apache Kafka em 2010, desenvolveu internamente o Northguard e o Xinfra. Essa nova arquitetura visa superar gargalos que o próprio Kafka, fundamental para o processamento de 32 trilhões de registros e 17 PB diários da plataforma até 2025, começou a apresentar em um cenário de volume tão massivo. O principal desafio estava no acoplamento das funcionalidades de ordenação, replicação e posicionamento de dados em uma única partição Kafka, tornando a movimentação e recuperação de informações custosas.

O Northguard desacopla essas responsabilidades, introduzindo segmentos como unidades menores de replicação, o que permite realocar dados de forma mais granular e distribuir o tráfego de maneira mais eficiente. Complementarmente, o Xinfra atua como uma camada de virtualização, isolando as aplicações das complexidades da infraestrutura subjacente. Isso garante uma transição transparente e fluida para os milhares de serviços do LinkedIn que já utilizavam clientes Xinfra, movendo tópicos entre sistemas físicos ou entre Kafka e Northguard sem impactar a operação. Esta abordagem técnica permite que o LinkedIn continue a inovar em dados, como vimos em nossa cobertura sobre o uso de Kafka em suas integrações unificadas e escalando sistemas de ranking com LLMs, mantendo sua capacidade de resposta e consistência.

O que mudou

O que era uma solução de ponta que o próprio LinkedIn criou e popularizou globalmente, o Kafka, agora enfrenta suas próprias limitações para a escala da empresa. Nossa matéria de 12 de março de 2026, "Impulsionando a melhoria de dados e o sucesso no recrutamento com as integrações unificadas do LinkedIn", mostrava o Kafka como um pilar da arquitetura da plataforma. Agora, com o Northguard e o Xinfra, o LinkedIn não apenas demonstra a capacidade de ir além das ferramentas existentes, mas também a viabilidade de reescritas complexas de infraestrutura, mantendo a compatibilidade.

A evolução aqui é que o LinkedIn, que uma vez usou o Kafka como a espinha dorsal para streaming e orquestração de dados, agora o está aprimorando com soluções internas que abordam os problemas que surgem em suas dimensões únicas. Enquanto outras grandes empresas, como a Atlassian, migram para Kafka para gerenciar bilhões de eventos, conforme noticiamos em 30 de julho de 2026, o LinkedIn mostra um caminho de inovação para as fronteiras extremas do processamento de dados.

Por que isso importa

A iniciativa do LinkedIn é um estudo de caso fundamental para engenheiros de dados e arquitetos, ilustrando que mesmo tecnologias consagradas como o Kafka possuem limites em escalas hiperelevadas. A solução não é simplesmente "trocar" de tecnologia, mas redesenhar os fundamentos. O Northguard, ao separar a lógica de armazenamento e replicação, e o Xinfra, ao virtualizar a camada de acesso, fornecem um blueprint para outras organizações que enfrentam desafios similares.

Isso mostra que a complexidade não desaparece, mas é realocada para a equipe de plataforma, que agora gerencia sistemas como MySQL, ZooKeeper, Vitess e Couchbase para suportar o Xinfra. A decisão de manter o armazenamento em discos locais com Direct I/O e um cache gerenciado por aplicação, ao invés de adotar uma abordagem de "Kafka Sem Disco" em object storage como discutido em 15 de setembro de 2026, é crucial para as necessidades de baixa latência do LinkedIn e oferece uma perspectiva diferente para projetos de dados em escala.

Linha do tempo

  1. Apache Kafka desenvolvido no LinkedIn.

  2. LinkedIn publica relatório de design e implementação de Northguard e Xinfra.

  3. LinkedIn escala sistemas de ranking com LLMs usando SGLang.

  4. CEVIU reporta sobre uso de Kafka nas integrações unificadas do LinkedIn.

  5. Meta migra sistema de ingestão de dados em escala massiva.

  6. Atlassian substitui Kinesis por Kafka para orquestrar 145 bilhões de eventos.

  7. CEVIU destaca desafios do Kafka em roteamento de logs de alta cardinalidade.

  8. CEVIU cobre o conceito de Kafka Sem Disco.

  9. LinkedIn inova na arquitetura de dados com Northguard e Xinfra.

Perguntas frequentes

Qual o principal problema que o Northguard e o Xinfra resolvem para o LinkedIn?

Eles resolvem gargalos de escala do Kafka, que surgem quando as funcionalidades de ordenação, replicação e posicionamento de dados estão muito acopladas em partições. Isso impede que o LinkedIn gerencie o volume massivo de 32 trilhões de registros diários de forma eficiente e flexível.

Como o Northguard difere do Kafka na abordagem de replicação?

O Kafka usa partições como unidades de replicação, que podem ser grandes. O Northguard usa "segmentos" menores, que são a unidade de replicação, permitindo mais flexibilidade no balanceamento, recuperação e adição de novos brokers sem a necessidade de grandes transferências de dados históricos.

Qual a função do Xinfra na nova arquitetura do LinkedIn?

O Xinfra é uma camada de virtualização que abstrai as aplicações da infraestrutura de armazenamento subjacente. Isso permite que o LinkedIn migre tópicos entre Kafka e Northguard, ou entre diferentes clusters, de forma transparente para os usuários e sem interrupção dos serviços.

O LinkedIn está abandonando completamente o Kafka?

Não, o LinkedIn não está abandonando completamente o Kafka. A estratégia é de coexistência e migração gradual. O Xinfra foi projetado para permitir que o LinkedIn opere o Kafka e o Northguard lado a lado, com a transição de tópicos ocorrendo de forma gerenciada e sem impacto para as aplicações.

Fontes

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Categoria
CEVIU Dados
Publicado
05 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Dados

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