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Pressão de Wall Street Atinge Circle e Economia do USDC

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A pressão sobre a Circle não é só de Wall Street, é uma mudança estrutural na economia das stablecoins. O Open USD, lançado em 30 de junho de 2026 com mais de 140 empresas, não é só mais uma moeda digital. É um modelo que redistribui o rendimento das reservas: quase todo ele vai para distribuidores como Visa e Stripe, enquanto a Circle retém a maior parte do rendimento do USDC. Isso explica por que as ações caíram 17% no dia do anúncio e por que o JPMorgan agora vê um 'dilema do prisioneiro' no acordo com a Hyperliquid, onde a Coinbase repassa 90% do rendimento dos USDC lá depositados para a DEX, desviando até US$ 160 milhões por ano da receita tradicional da Circle.

Enquanto isso, a regulamentação se fecha ao redor do setor: o GENIUS Act entra em vigor pleno em janeiro de 2027, mas já está moldando o jogo. A aprovação da Circle como banco fiduciário pelo OCC em 10 de julho de 2026 não é só um selo, é uma licença para gerenciar reservas diretamente, algo que Tether ainda não tem. E o movimento com a JCB, anunciado em 14 de julho de 2026, mostra que a Circle está migrando do confronto com bancos para parcerias estratégicas fora dos EUA, onde o espaço regulatório é mais flexível e a demanda por pagamentos transfronteiriços é alta.

O que mudou

O que era rumor virou realidade em menos de duas semanas: o Open USD deixou de ser um comunicado de imprensa e passou a impactar preços, índices e modelos de receita. Em 3 de julho de 2026, a Circle foi retirada dos índices Russell Growth, um sinal claro de que fundos passivos estão reavaliando sua exposição. Agora, em 15 de julho de 2026, os analistas não falam mais em potencial de crescimento, mas em redistribuição de valor entre emissores e distribuidores. O que antes era um debate teórico sobre 'rendimento em stablecoin' (como no embate Dimon x Armstrong em 1º de junho de 2026) virou um cálculo contábil concreto: US$ 135, 160 milhões por ano em risco de desvio para a Hyperliquid.

Por que isso importa

Isso importa porque define quem fica com o valor gerado pelas reservas, e, por consequência, quem controla a infraestrutura financeira do futuro. Se o modelo do Open USD prevalecer, os bancos e processadores de pagamento ganham poder de negociação sobre as stablecoins, não como clientes, mas como sócios obrigatórios. Já a aprovação fiduciária da Circle e seu movimento com a JCB mostram que o caminho alternativo é a verticalização regulatória: emitir, guardar e usar a stablecoin sob supervisão direta, sem depender de intermediários bancários. Não é só sobre USDC versus Open USD. É sobre dois futuros distintos para o dinheiro digital, um centrado em redes existentes, outro em infraestrutura soberana.

Linha do tempo

  1. Dimon x Armstrong: embate público sobre rendimento em stablecoin no debate do Clarity Act

  2. Grandes bancos endurecem postura contra avanço das stablecoins

  3. JPMorgan, Bank of America e Citigroup iniciam construção de rede de depósitos tokenizados

  4. Análise CEVIU sobre disputa entre distribuição e infraestrutura nas stablecoins

  5. Circle é removida dos índices Russell Growth após lançamento do Open USD

  6. Visa, Stripe e gigantes globais anunciam consórcio Open USD

  7. Circle recebe aprovação do OCC para operar como banco fiduciário

  8. Circle assina memorando com JCB para pagamentos transfronteiriços em stablecoin

  9. Analistas de Wall Street rebaixam avaliação da Circle e alertam sobre pressão econômica do USDC

Perguntas frequentes

Por que o Open USD ameaça diretamente a receita da Circle?

Porque o Open USD direciona quase todo o rendimento das reservas aos distribuidores (como Visa e Stripe), enquanto a Circle retém a maior parte desse rendimento no modelo do USDC. Com a Hyperliquid detendo 8% do total de USDC em circulação, o novo acordo pode desviar até US$ 160 milhões por ano da receita da Circle e da Coinbase.

O que mudou desde o embate entre Dimon e Armstrong em junho de 2026?

Na época, o debate era conceitual: se stablecoins deveriam pagar rendimento como produtos bancários. Hoje, o Open USD já opera com esse modelo, e o JPMorgan já o incorporou em suas projeções de lucro. O discurso virou prática contábil, com impacto mensurável nas ações e nos índices.

A aprovação da Circle como banco fiduciário muda alguma coisa na prática?

Sim. Permite que a Circle gerencie diretamente as reservas do USDC, sem depender de bancos terceiros para custódia. Isso reduz riscos operacionais, aumenta a transparência e fortalece sua posição regulatória frente ao GENIUS Act, cujas regras finais entram em vigor em janeiro de 2027.

Por que a Circle está negociando com a JCB, se o foco parece ser os EUA?

Porque o Japão tem um quadro regulatório mais avançado para stablecoins, e a JCB é o maior sistema de pagamentos do país. O piloto doméstico com transferências em stablecoin é um teste de uso real fora do campo de batalha político dos EUA, onde a disputa com bancos ainda está aquecida.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
15 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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