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Exploit em smart contract descontinuado do Aztec Connect rouba US$ 2,1 mi por falha em verificação de ZK proof

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O exploit do Aztec Connect não é só mais um caso de contrato legado roubado. É uma falha específica em como o RollupProcessorV3 lida com a decodificação de listas de transações em provas ZK, e não na geração delas. A BlockSec e a SlowMist apontam que o problema está em um desalinhamento entre o circuito de verificação e a lógica de liquidação no Ethereum: o contrato aceitava transações cujo número excedia o limite esperado (por exemplo, slots mal decodificados ou contagem de operações sem bound check), criando entradas falsas no batch. Isso permitiu que o atacante injetasse rollups com IDs sequenciais (13277, 13290) que nunca foram provados corretamente, mas foram processados como válidos.

A ironia técnica é aguda: o Aztec Connect foi construído para ser *sem confiança*, mas sua imutabilidade virou armadilha. Enquanto a nova Aztec Network (Alpha Chain, lançada em 31/03/2026) usa o sistema CHONK e linguagem Noir para provar contratos privados em dispositivos móveis, o velho Connect ainda rodava um circuito baseado em PLONK com restrições de validação frágeis, e sem mecanismo de upgrade. O patch crítico da Alpha v4, divulgado em 27/03, mostra que até a nova arquitetura está em fase experimental: a vulnerabilidade encontrada lá não é de ZK proof, mas de execução de contrato privado sob condições de memória não validadas. Ou seja: o risco mudou de lugar, mas não sumiu.

O que mudou

Em março de 2023, o Aztec Connect foi descontinuado com depósitos encerrados, mas os contratos permaneceram ativos e imutáveis. Em abril de 2026, a CEVIU já havia alertado sobre o padrão crescente de ataques a infraestrutura legada (Kelp DAO, Drift Protocol). Agora, em junho de 2026, o exploit do Connect confirma que o risco não está só em pontes ativas ou chaves comprometidas: ele migrou para vulnerabilidades de compatibilidade em camadas de verificação ZK, um tipo de falha que exige auditoria especializada em circuitos, não só em Solidity. Diferente dos hacks de maio (Echo Protocol, Gravity Bridge), este não envolveu chave administrativa nem assinatura, foi pura exploração lógica de um sistema que não pode ser atualizado.

Por que isso importa

Esse caso expõe uma contradição estrutural no DeFi: quanto mais descentralizado e imutável um protocolo se torna, menos flexível ele fica para correções pós-lançamento. O Aztec Connect não foi 'hackeado' por uma brecha óbvia, foi explorado porque sua verificação ZK não era *bitwise idêntica* à sua execução no Ethereum. Isso importa para quem constrói ou audita rollups: testar apenas a geração da prova não basta. É preciso validar também como cada slot, cada índice e cada limite de array são interpretados *no contrato de verificação* e *na lógica de aplicação*. E importa para investidores: US$ 44 milhões roubados só em junho de 2026 mostram que o risco legado não é residual, é sistêmico.

Linha do tempo

  1. Aztec Connect é descontinuado oficialmente; depósitos encerrados e desenvolvimento migrado para Aztec Network

  2. Kelp DAO sofre hack de US$ 293 milhões via LayerZero, primeiro grande alerta do ano sobre riscos em infraestrutura legada e configurações de signer

  3. Raydium drena US$ 1,34 mi de pools AMM V3 inativas, reforçando padrão de ataques a código abandonado

  4. Exploit no RollupProcessorV3 do Aztec Connect rouba US$ 2,1 mi por falha de compatibilidade em verificação de ZK proof

Perguntas frequentes

Por que não foi possível pausar ou recuperar os fundos?

O contrato do Aztec Connect é totalmente imutável desde março de 2023. A Aztec Labs não detém chaves administrativas, nem função de pausa, upgrade ou self-destruct. Não há mecanismo de governança ou owner, foi projetado assim para garantir descentralização, mas isso impede qualquer intervenção pós-depreciação.

Esse exploit afeta a nova rede Aztec Network (Alpha Chain)?

Não. A Aztec Network atual opera em uma arquitetura distinta, com novo stack de provas (CHONK), linguagem Noir e contrato de verificação separado. A equipe confirmou que os ativos e usuários da rede atual não foram impactados. O incidente envolveu exclusivamente o código legado do Connect.

O que torna essa falha diferente de exploits em bridges como Syscoin ou Gravity?

Syscoin e Gravity sofreram ataques a *provas falsas* e *chaves comprometidas*. Já o Aztec Connect foi explorado por um *desalinhamento interno*: o contrato aceitava transações que o circuito ZK não havia realmente validado. É uma falha de integração entre camadas, não de assinatura, nem de bridge cross-chain.

Quantos desses contratos legados ainda estão ativos e vulneráveis?

Não há inventário público, mas dados do DeFiLlama indicam que 72% dos exploits de 2026 até agora envolvem chaves ou credenciais, não contratos. Mesmo assim, casos como Raydium (10/06), Echo Protocol (19/05) e agora Aztec Connect mostram que contratos antigos, mesmo com baixo TVL, continuam sendo alvos viáveis por sua falta de manutenção e testes contínuos.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
16 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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