CEVIU Logo
Voltar

Ripple Lança Recompra de Ações de US$ 750 Milhões com Avaliação de US$ 50 Bilhões

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Ripple não está só trocando ações por caixa: está redesenhando seu modelo de governança e escala operacional. A recompra de US$ 750 milhões, que eleva sua avaliação para US$ 50 bilhões, 25% acima dos US$ 40 bilhões de novembro de 2025, é o primeiro movimento concreto de uma empresa que deixou de ser um fornecedor de protocolo de remessas para se tornar uma infraestrutura financeira regulada de ponta a ponta. Enquanto processa mais de US$ 100 bilhões em pagamentos anuais com 51 trilhos em tempo real, ela agora opera três pilares integrados: Ripple Payments (infraestrutura de liquidação), Ripple Prime (ex-Hidden Road, com US$ 3 trilhões anuais em volume de negociação) e Ripple Treasury (ex-GTreasury, com US$ 12,5 trilhões em fluxos corporativos). A RLUSD, sua stablecoin lastreada em dólar, já atingiu US$ 1,56 bilhão em fevereiro de 2026, com custódia do BNY Mellon e testes avançados com a Visa, tudo isso sob a proteção da nova lei americana GENIUS Act, que trouxe clareza para bancos e CFOs.

O timing não é casual: a recompra ocorre enquanto a Ripple acumula quase US$ 4 bilhões em investimentos no ecossistema desde 2023, sendo 2025 seu ano mais agressivo, com quatro aquisições estratégicas em menos de 12 meses. Isso inclui a Hidden Road (US$ 1,25 bi), GTreasury (US$ 1 bi) e Rail (US$ 200 mi), todas já rebrandadas e operando como unidades unificadas sob o nome Ripple. A empresa também detém licenças fiduciárias condicionais da OCC e NYDFS, algo raro entre players de cripto.

Por que isso importa

Essa operação mostra que, no ecossistema cripto, escala não depende mais de IPOs, mas de integração vertical com conformidade real. Ao manter-se privada, a Ripple evita a volatilidade de mercado e o escrutínio trimestral, enquanto constrói um modelo híbrido: tecnologia blockchain + serviços financeiros tradicionais + regulação ativa. Para bancos e corporações, isso significa ter um único parceiro capaz de lidar com pagamentos transfronteiriços, tesouraria digital, negociação institucional de stablecoins e custódia regulada, sem precisar montar equipes próprias ou depender de múltiplos fornecedores. O fato de o CEO Brad Garlinghouse e a presidente Monica Long descartarem publicamente um IPO em 2026, citando o desempenho fraco de estreias recentes no setor, confirma que a estratégia não é adiar, mas substituir o modelo tradicional de saída por uma estrutura de liquidez controlada e sustentável.

Perguntas frequentes

Por que a Ripple está fazendo uma recompra de ações em vez de buscar um IPO?

A empresa prefere manter controle estratégico e evitar a pressão de resultados trimestrais. Com a recompra, oferece saída líquida a investidores e funcionários sem abrir capital, especialmente após o fraco desempenho de IPOs de cripto em 2025. A administração vê isso como mais sustentável do que uma oferta pública prematura.

O que é a RLUSD e por que ela já vale mais de US$ 1,5 bilhão?

É a stablecoin da Ripple, lastreada 1:1 em dólar americano, com supervisão bancária e custódia do BNY Mellon. Sua valorização reflete adoção institucional real: está integrada ao Ripple Prime, testada com a Visa e será lançada no Japão pela SBI Remit ainda em 2026, tudo isso amparado pela nova lei americana GENIUS Act.

O que mudou com a aquisição da Hidden Road?

A Ripple passou a operar como prime broker multi-ativos, o primeiro player de cripto com essa licença global. A Hidden Road processa US$ 3 trilhões por ano e atende mais de 300 clientes institucionais. Agora chamada Ripple Prime, ela permite que bancos e fundos negociem stablecoins, moedas digitais de banco central e ativos tokenizados em uma única plataforma.

Como a Ripple consegue operar em 60 mercados com 75 licenças globais?

Ela adota uma estratégia de 'licenciamento por jurisdição': obteve autorizações específicas em cada país, como a FCA no Reino Unido, MAS em Cingapura, MAS em Cingapura e a licença fiduciária condicional da OCC nos EUA. Isso exige adaptação técnica e jurídica local, mas garante acesso direto a sistemas de pagamento nacionais, sem intermediários.

Fontes

Avalie este artigo:
Compartilhar:
Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
13 de março de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

Quer receber mais sobre CEVIU Cripto?

Conteúdo curado diariamente, direto no seu e-mail.

Conteúdo curado diariamenteDiversas categoriasCancele quando quiser