Pesquisadores Propõem Mecanismo de Rastreamento para Aumentar a Responsabilidade em Mempools Criptografados
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A busca por um ambiente de transações justo no Ethereum, livre da extração de Valor Máximo Extraível (MEV) prejudicial, impulsionou o desenvolvimento dos mempools criptografados. O modelo resolve um problema, mas cria outro: quem garante a integridade de quem tem acesso privilegiado? A nova proposta dos pesquisadores Aditi Partap e Arantxa Zapico foca justamente em um mecanismo de “traitor-tracing” para manter a responsabilidade de membros de comitês que detêm as chaves de descriptografia.
Esses comitês usam criptografia de limiar, como o esquema Paillier sobre compartilhamento de segredos de Shamir, onde um subconjunto de chaves é necessário para descriptografar uma transação. O perigo surge quando membros do comitê vendem ou vazam capacidades de descriptografia parcial, chamadas de “partial decoder boxes”. O mecanismo de rastreamento proposto tenta identificar esses “desertores” manipulando as interações com essas caixas decodificadoras, extraindo informações sobre as partes corruptas através da álgebra subjacente do esquema de compartilhamento de segredos. Contudo, o conceito enfrenta vulnerabilidades criptográficas, como a dependência das suposições de Paillier, que são sensíveis a ataques quânticos. O CEVIU News já abordou a urgência deste tema em matérias como “Em direção a um ETH privado nativo com resistência pós-quântica”, de 26 de junho de 2026, e “Sei Network Propõe Criptografia Pós-Quântica Opcional para Proteger Contas”, de 30 de julho de 2026.
Por que isso importa
Este trabalho é um passo teórico importante para aprimorar a segurança e a confiança nos mempools criptografados. Ao propor um método para identificar a má conduta interna dos comitês de descriptografia, a pesquisa ataca uma vulnerabilidade crítica que poderia minar o propósito de proteger transações contra MEV. O sucesso dessa abordagem pode levar a sistemas de transação mais justos e transparentes, fortalecendo a integridade da infraestrutura blockchain e protegendo os usuários.
Linha do tempo
CEVIU News publica 'Cripto e IA, IA e Cripto: Um Estudo Abrangente'.
CEVIU News publica 'Em direção a um ETH privado nativo com resistência pós-quântica'.
CEVIU News publica 'Como combater a centralização de blockchains provocada por coalizões de nós'.
CEVIU News publica 'Sei Network Propõe Criptografia Pós-Quântica Opcional para Proteger Contas'.
CEVIU News publica 'Novos Ataques de Temporização Ameaçam Recompensas de Validadores no Ethereum PoS'.
CEVIU News publica 'EIP-8250: Bloom Filters e a Otimização de Nonces no Ethereum'.
Pesquisadores propõem mecanismo de 'traitor-tracing' para mempools criptografados.
Perguntas frequentes
O que são mempools criptografados?
Mempools criptografados são mecanismos que ocultam o conteúdo das transações pendentes até um ponto de revelação definido pelo protocolo. Isso visa evitar que propositores de bloco e 'searchers' vejam e reordenem transações estrategicamente para extrair Valor Máximo Extraível (MEV).
Como funciona o mecanismo de 'traitor-tracing'?
O 'traitor-tracing' é uma técnica para identificar membros de um comitê que vazam ou vendem informações de transações. Ele modela a capacidade de descriptografia vazada como 'partial decoder boxes' e usa métodos criptográficos para rastrear a origem do vazamento sem falsamente acusar membros honestos.
Quais os principais desafios para a implementação prática?
Os desafios incluem a necessidade de uma autoridade de configuração centralizada para o rastreamento, a ineficácia contra 'decoder boxes' mais sofisticadas ('com estado') e a vulnerabilidade das suposições criptográficas subjacentes a ataques quânticos. A proposta ainda não é uma solução pronta para produção.
Fontes
- ethresear.chfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 08 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

