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Kim Yo-jong rejeita acusação do FBI e nega ligação da Coreia do Norte com hack de US$ 6 bilhões na Binance

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Aprofundamento

Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-Un e alta autoridade do governo, negou que a Coreia do Norte esteja por trás do hack na Binance. A declaração foi divulgada pela agência Yonhap na segunda-feira. Segundo ela, o FBI tenta rotular o país como "Estado cibercriminoso" ao alegar que um grupo hacker "apoiado" pelo regime participou do caso. O FBI não respondeu de imediato ao pedido de comentário da fonte.

O lado técnico da atribuição vem da TRM Labs. Segundo a empresa, o atacante implantou e testou código malicioso em três wallets antes de agir contra a Binance na quinta-feira. Na Ethereum, usou o EIP-7702 para transformar uma hot wallet da Binance em um sweeper controlado por ele. Preparou 50 autorizações pré-assinadas para garantir que ao menos uma continuasse válida na execução. Três empresas, incluindo a TRM, atribuíram o ataque a agentes norte-coreanos, e o FBI confirmou a autoria no fim de semana, chamando a atividade de "TraderTraitor". Na segunda-feira, a Binance publicou sua primeira proof of reserves e disse ter reposto cerca de 95% dos ativos afetados com recursos próprios.

O que mudou

Em 30 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou em "Binance suspende transações após ataque hacker de cerca de US$ 6,3 bilhões" a suspensão das transações e o congelamento de parte dos ativos por Tether e Circle. Em 2 de novembro de 2026, em "Binance retoma saques gradualmente após roubo de US$ 6,3 bilhões atribuído a grupo norte-coreano", o foco era a retomada dos saques e a atribuição do FBI ao TraderTraitor, parte do Lazarus Group. Agora entra a negativa oficial de Pyongyang, por meio de Kim Yo-jong. A atribuição não mudou, e o regime a contesta publicamente.

Por que isso importa

Para quem opera ou audita infraestrutura de exchange, o detalhe do EIP-7702 pesa mais que a disputa diplomática. A negativa norte-coreana era esperada como posicionamento político e, até aqui, não vem acompanhada de evidência técnica contrária no material. Já a proof of reserves e a reposição de cerca de 95% dos ativos ajudam a medir o impacto para os clientes, embora sejam informações da própria Binance.

Linha do tempo

  1. Binance suspende transações após ataque de cerca de US$ 6,3 bilhões.

  2. Binance retoma saques gradualmente e o FBI atribui o ataque ao TraderTraitor.

  3. Kim Yo-jong rejeita a acusação do FBI e nega ligação da Coreia do Norte com o hack.

Perguntas frequentes

Quem é Kim Yo-jong e o que ela disse sobre o hack da Binance?

Ela é irmã do líder Kim Jong-Un e alta autoridade do governo norte-coreano. Segundo a Yonhap, rejeitou a avaliação do FBI e disse que a agência tenta rotular a Coreia do Norte como "Estado cibercriminoso".

Como o ataque à Binance foi executado, segundo a TRM Labs?

O atacante testou o código em três wallets e depois usou o EIP-7702 para transformar uma hot wallet da Binance em um sweeper. Preparou 50 autorizações pré-assinadas para que ao menos uma permanecesse válida na execução.

Quem atribuiu o hack à Coreia do Norte?

Três empresas, entre elas a TRM Labs, apontaram agentes norte-coreanos. O FBI confirmou a autoria no fim de semana e chamou a atividade de "TraderTraitor".

A Binance cobriu as perdas?

A exchange disse ter reposto cerca de 95% dos ativos afetados com recursos próprios. Também publicou sua primeira proof of reserves na segunda-feira.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
04 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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