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Empresas de cripto já investiram US$ 189 milhões visando as eleições americanas de 2026

Empresas de cripto já investiram US$ 189 milhões visando as eleições americanas de 2026

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O Report é um projeto de monitoramento eleitoral conduzido pela organização sem fins lucrativos Public Citizen, não uma ferramenta técnica ou software de código aberto. Ele rastreia doações de empresas e PACs ligados à indústria de criptoativos nos ciclos eleitorais americanos, usando dados públicos do Federal Election Commission (FEC) e relatórios de comitês de campanha. O foco é quantificar influência financeira, não avaliar tecnologia blockchain, protocolos ou smart contracts. Seu valor está na transparência de fluxos de caixa, não em infraestrutura descentralizada.

O dado de US$ 189 milhões até junho de 2026 não é um montante total arrecadado pelo setor, mas o que já foi gasto por PACs alinhadas a cripto: Fairshake (US$ 82 mi), MAGA Inc. (US$ 56 mi) e You Can Push Back (US$ 4,3 mi). Esses valores incluem anúncios de TV, mídia digital e mobilização em primárias, como os US$ 3,3 mi jogados em Nova York para Alex Bores, que perdeu. A bipartidariedade declarada não significa neutralidade: ela é tática, com apoio simultâneo a democratas e republicanos que defendem regulação leve ou ativos tokenizados.

O que mudou

Em 2024, o setor gastou US$ 170 milhões com foco em candidatos 'pró-cripto', um termo genérico usado então por lobbyistas. Em 2026, o discurso mudou: agora se fala em 'interesses comerciais', com PACs estruturadas para atacar ou apoiar qualquer candidato, independentemente do partido. Isso reflete a maturação da estratégia após o fracasso de 2024 em garantir maioria no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara. Também há novas entidades: Fellowship PAC (Cantor Fitzgerald), ausente em 2024, e uma pressão mais direta sobre leis específicas, como o Clarity Act, que em março já tinha um compromisso fechado sobre rendimentos de stablecoin, mostrando que o lobby passou de generalista para técnico.

Por que isso importa

Esses US$ 189 milhões não são só dinheiro: são sinais de que a indústria cripto deixou de ser um ator marginal e virou um player institucional com agenda regulatória definida. A prioridade agora é menos 'legalizar Bitcoin' e mais moldar regras para stablecoins, tokenização de ativos e responsabilidade de desenvolvedores, temas que já estão em projetos de lei como o Promoting Innovation in Blockchain Development Act e o Clarity Act. O fracasso em Nova York mostra que o dinheiro não compra automaticamente vitórias: o eleitorado local rejeitou a interferência de Chris Larsen, indicando que a narrativa de 'tecnologia neutra' esbarra em resistência ética e de soberania local.

Linha do tempo

  1. Apresentação do Promoting Innovation in Blockchain Development Act, que protege desenvolvedores open-source da Seção 1960

  2. Atualização de compromisso no Clarity Act sobre rendimentos de stablecoin

  3. Canadá propõe proibição de doações políticas em cripto com projeto C-25

  4. Relatório Cambrian Network mostra maturidade do agentic finance com TVL bilionário e modelos de receita em stablecoin

  5. Mais de 200 organizações do setor pedem votação imediata do Clarity Act no Senado americano

  6. Public Citizen divulga que o setor cripto já gastou US$ 189 milhões no ciclo eleitoral de 2026

Perguntas frequentes

O que é o Report mencionado na notícia?

É um projeto de acompanhamento eleitoral da organização Public Citizen, não um software ou ferramenta técnica. Ele coleta e analisa dados oficiais do FEC para mapear gastos de PACs ligados ao setor de criptoativos nas eleições dos EUA.

Por que o setor cripto está gastando mais em 2026 do que em 2024?

Aumentou a sofisticação da estratégia: em vez de apoiar apenas 'candidatos pró-cripto', os PACs agora investem em quem defende leis específicas, como o Clarity Act e a tokenização de títulos. O objetivo é influenciar a redação das regras, não só eleger aliados.

Qual é a relação entre essas doações e a regulação de stablecoins?

Direta. O Clarity Act, pressionado por mais de 200 empresas desde junho, tem artigos que limitam rendimentos vinculados a volume de transações, exatamente o modelo que empresas como Circle e Coinbase usavam. As doações financiam políticos que negociam essas cláusulas.

O que aconteceu com o candidato apoiado pelo setor em Nova York?

Alex Bores, apoiado com US$ 3,3 milhões pelo PAC You Can Push Back (ligado a Chris Larsen, da Ripple), perdeu a primária democrata para Micah Lasher. Lasher criticou publicamente a interferência de Larsen, mostrando que doações pesadas podem gerar rejeição local.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
03 de julho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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