Como a Base se tornou a L2 mais acelerada: lições de uma cultura de time profissional
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Base não cresceu só por estar na Coinbase. Cresceu porque, desde o lançamento da mainnet em agosto de 2023, operou como um time de elite com cadência de entrega quase esportiva: uma nova atualização a cada oito semanas, documentação técnica publicada antes do código, e decisões de arquitetura tratadas como jogadas táticas, como a migração do OP Stack para código interno em fevereiro de 2026. Essa mudança não foi só técnica: ela desvinculou a rede da dependência de roadmap externo e dobrou a frequência de lançamentos, mas manteve compatibilidade com o OP Stack no curto prazo. O resultado? Em maio de 2026, a Base processava 12,8 milhões de transações diárias, mais que Ethereum L1, e abrigava 42% das transações agentic do ecossistema, impulsionadas por Virtuals.io e Bankrbot. A cultura aqui não é metáfora: é infraestrutura operacional codificada em ritmo, clareza e priorização de builders.
O que torna essa aceleração relevante para Web3 vai além de métricas. Enquanto outras L2s apostam em tokens ou incentivos financeiros, a Base construiu vantagem com velocidade de execução e integração real com infraestrutura institucional: 110 milhões de usuários verificados da Coinbase, taxas médias de US$ 0,02962 e suporte nativo a stablecoins, cbBTC e agentes de IA. Isso explica por que o DeFi na Base já representa 51% do TVL total em L2, e por que o relatório Cambrian Network aponta que 73% dos novos protocolos de Agentic Finance em 2T26 escolheram sua stack para implantação.
O que mudou
Em fevereiro de 2026, a Base deixou oficialmente o OP Stack para adotar uma base de código unificada gerenciada internamente, um salto que não estava previsto nas coberturas anteriores da CEVIU sobre sua adoção inicial do OP Stack (2026-06-02). Antes, a rede era descrita como parte da 'Superchain' da Optimism; agora, opera com autonomia técnica plena, embora mantenha colaboração com a Optimism como cliente OP Enterprise. Isso mudou a dinâmica de receita: em 2025, a Base gerava 89% da receita total do ecossistema Superchain, mas repassava apenas 14,4% dela ao Optimism Collective. A migração permite reter mais valor e dobrar a cadência de atualizações, de três para seis grandes lançamentos por ano, algo que já está visível nos dados de maio de 2026: 12,8 milhões de transações diárias e 493,8 mil endereços ativos.
Por que isso importa
Essa virada mostra que escalabilidade em Web3 não depende só de throughput ou custo, mas de capacidade de decisão rápida, documentação clara e alinhamento entre infraestrutura, builders e usuários finais. A Base provou que uma L2 pode crescer mais rápido que todas as demais, inclusive superando Ethereum L1 em volume, sem token nativo (ainda), sem hype especulativo e sem abandonar padrões técnicos. Para quem constrói em DeFi, Agentic Finance ou infraestrutura de IA, isso redefine o que é 'pronto para produção': não é só segurança ou compatibilidade, é também previsibilidade de lançamento, velocidade de resposta a demandas de mercado e acesso direto a uma base de usuários institucionalmente verificada.
Linha do tempo
Lançamento da mainnet da Base após testnet em fevereiro e versão para desenvolvedores em julho
Jesse Pollak anuncia exploração ativa de token nativo para governança e incentivos
Base anuncia migração do OP Stack para base de código unificada gerenciada internamente
Base se consolida como L2 de maior crescimento acelerado, com US$ 10 bi+ em TVL e liderança em transações agentic
Perguntas frequentes
A Base ainda usa o OP Stack?
Não como base de código principal. Desde fevereiro de 2026, migrou para uma stack interna unificada. Mas mantém compatibilidade com especificações do OP Stack no curto prazo e continua colaborando com a Optimism como cliente OP Enterprise.
Por que a migração do OP Stack importa se a rede ainda é compatível?
Permite controle total sobre roadmap, segurança e atualizações, crucial para escalar aplicações críticas como empréstimos com cbBTC e infraestrutura de agentes de IA. Também retém mais receita de rede, que antes fluía majoritariamente para o Optimism Collective.
O que explica o crescimento explosivo da Base em transações agentic?
A combinação de baixas taxas (média de US$ 0,02962), alta throughput (12,8M transações/dia) e integração nativa com ferramentas como Virtuals.io e Bankrbot criou um ambiente ideal para micropagamentos em stablecoin e automação de fluxos financeiros, exatamente o que o relatório Cambrian Network identificou como tendência dominante no 2T26.
Existe previsão de token nativo para a Base?
Sim. Em setembro de 2025, Jesse Pollak confirmou 'exploração ativa' de um token para governança e incentivos. No Polymarket, a probabilidade de lançamento em 2026 estava em 69%. Se confirmado, o token poderia redistribuir os US$ 67 milhões em receita de rede não repassados ao Optimism Collective.
Fontes
- x.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 01 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto
