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Base Beryl leva B20, saques mais rápidos e Reth V2

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O Base Beryl é uma atualização de mainnet da rede Layer 2 da Coinbase, prevista para 25 de junho de 2026, quatro semanas após o upgrade Azul. Ele não é um novo lançamento isolado, mas a primeira grande evolução construída sobre a Base Stack, arquitetura que substituiu o modelo anterior baseado em Optimism. O Beryl traz três pilares técnicos concretos: o padrão B20 (nativo, Rust-based, compatível com ERC-20), redução do tempo de saque L2→L1 de 7 para 5 dias e integração do Reth V2 como cliente de execução. Essas mudanças já foram testadas na testnet Sepolia desde 19 de junho de 2026 e estão documentadas publicamente no repositório oficial da Base e em relatórios de auditoria da Spearbit.

O B20 não é uma simples cópia do ERC-20: ele roda como um precompile nativo no nó, sem contrato inteligente no chain, o que elimina custos de deploy e execução de bytecode. Ele vem em duas versões oficiais, Asset e Stablecoin, com controles granulares (pausa, congelamento, memos, aprovações por assinatura) e foi auditado pela Base e pela Spearbit. A Base confirma que tokens B20 poderão ser usados para pagamento de taxas no futuro, mas isso ainda não está ativo na mainnet. Já o Reth V2, integrado diretamente ao stack, alcança 1,7 Gigagas/s com pegada de disco de ~240 GB, dados verificados nos benchmarks oficiais do time de engenharia da Base.

Por que isso importa

Para emissoras de stablecoins e RWAs, o B20 oferece uma alternativa técnica viável ao ERC-20 tradicional: menor custo por transferência (estimado em até 50% menos, segundo a Base), maior controle operacional e compatibilidade imediata com infraestrutura existente, wallets, exchanges, indexers. Isso reduz barreiras regulatórias e operacionais para emissão onchain. Para usuários finais, os saques em 5 dias, em vez de 7, melhoram a liquidez e reduzem o risco de oportunidade, especialmente em cenários voláteis. Para operadores de nó, o Reth V2 torna a sincronização mais rápida e o armazenamento mais leve, aumentando a descentralização prática da rede.

Impacto para desenvolvedores

Desenvolvedores que emitem tokens na Base precisarão migrar para os contratos-padrão B20 ou usar os novos SDKs e ferramentas de deploy fornecidos pela equipe. A compatibilidade com ERC-20 significa que poucas alterações são necessárias em frontends ou integrações com wallets, mas o comportamento interno muda: não há ABI de contrato, nem endereço de token no EVM; tudo é resolvido via chamadas nativas ao nó. APIs de indexação (como The Graph) terão de adaptar seus subgraphs para suportar eventos B20, que seguem esquemas distintos. O Reth V2 exige atualização do software do nó, mas mantém a mesma interface JSON-RPC, o impacto é operacional, não de breaking change para aplicações.

Perguntas frequentes

O que é o B20 da Base?

O B20 é o padrão nativo de token da Base, implementado como um precompile em Rust no nível do nó, não como um contrato inteligente na EVM. Ele é compatível com ERC-20 e oferece duas variantes: Asset (para tokens genéricos) e Stablecoin (com precisão de 6 casas decimais e código de moeda). Foi auditado pela Base e pela Spearbit.

Quando o Base Beryl vai ser lançado?

A atualização Base Beryl está prevista para ativação na mainnet em 25 de junho de 2026. Ela já passou por testes na testnet Sepolia desde 19 de junho de 2026. Nenhuma data de lançamento foi adiada ou antecipada conforme as últimas atualizações oficiais.

Quanto tempo leva para sacar da Base para Ethereum após o Beryl?

Após o Beryl, o tempo mínimo de espera para saques da Base para o Ethereum foi reduzido de 7 para 5 dias. Esse prazo se aplica à rota de 'uma prova', que continua sendo a mais utilizada. Caminhos alternativos com multiproof podem permitir saques mais rápidos, mas exigem configuração específica.

O que muda com o Reth V2 na Base?

O Reth V2 é o novo cliente de execução integrado ao Base Stack. Ele reduz o armazenamento necessário em até 50%, aumenta o throughput em 33% e atinge 1,7 Gigagas/s. A pegada de disco cai para cerca de 240 GB, com snapshot de ~170 GB. A API JSON-RPC permanece inalterada para aplicações.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
23 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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