Pesquisadores da Zenity Labs identificaram e reportaram uma vulnerabilidade séria, batizada de 'AgentForger', no ChatGPT Workspace Agent Builder. A falha permitia que parâmetros de URL aceitassem estados de inicialização (como `template_name` e `initial_assistant_prompt`), submetendo automaticamente prompts ao carregar a página. Essa brecha possibilitava que cibercriminosos, através de um simples link de phishing enviado a um usuário logado e com conectores pré-autorizados, criassem silenciosamente um agente malicioso. Este agente poderia se conectar a integrações existentes (Outlook, Gmail, Slack, Drive, SharePoint e Teams) e alterar permissões de escrita de 'Sempre perguntar' para 'Nunca perguntar' sem a necessidade de uma nova tela de consentimento OAuth. O agente implantado, executado a cada cinco minutos, verificaria a caixa de entrada do invasor por mensagens com a tag 'TASK', exfiltrando dados e facilitando ataques de Business Email Compromise (BEC). A OpenAI corrigiu a vulnerabilidade em 8 de junho, e a recomendação é auditar agentes Workspace e desconfiar de deep links.

CEVIU News - CEVIU Segurança da Informação - 28 de julho de 2026
🚨 CEVIU Segurança da Informação
Um banco de dados desprotegido, vinculado ao Tribeca Film Festival, foi descoberto pelo pesquisador Jeremiah Fowler, expondo informações sensíveis de mais de 163.000 usuários e milhares de contatos da indústria cinematográfica. Entre os dados comprometidos, encontravam-se endereços de e-mail, nomes, localizações do Facebook, endereços físicos, IPs e até hashes de senha bcrypt de inúmeras celebridades e figuras importantes, evidenciando a fragilidade na proteção de dados mesmo em eventos de grande visibilidade.
O GitHub concedeu uma recompensa de US$100.000 ao pesquisador @sagitz_, uma das maiores do seu programa de Vulnerability Reward. A quantia foi paga pela descoberta da CVE-2026-3854, uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (RCE) que permitia a exploração sem autenticação através da manipulação de URLs de repositório forjadas. Esta descoberta ressalta a importância de programas de recompensa para a segurança contínua de plataformas críticas como o GitHub, mitigando riscos significativos antes que sejam explorados por atores maliciosos.
Pesquisadores da ReliaQuest revelam uma nova e engenhosa campanha de phishing que tem como alvo usuários corporativos. Cibercriminosos comprometem configurações de DNS em redes Wi-Fi de hotéis, redirecionando as tentativas de login do Microsoft 365 para páginas fraudulentas controladas por eles. A tática emprega um fluxo de código de dispositivo, solicitando aprovação do usuário para a requisição de login e, assim, contornando a proteção de autenticação multifator (MFA). A ação visa o roubo de credenciais e a tomada de controle de contas, representando um risco significativo para a segurança corporativa.
O grupo BlueNoroff implementou uma nova e perigosa tática: links de reunião fraudulentos enviados via contatos sequestrados no Telegram. Ao clicar, vítimas são direcionadas a páginas falsas do Zoom ou Teams que, além de ativar webcams, coletam dados de carteiras de navegador via EIP-6963 e enumeram carteiras Solana. Um falso prompt de atualização de SDK aproveita o sequestro da área de transferência para executar um carregador PowerShell, instalando um VBScript. A JUMPSEC analisou o código, identificando um Trojan.NukeSped para Windows que desabilita o Windows Defender, varre o WMI, enumera extensões como MetaMask e extrai sessões do Telegram. A versão macOS emprega droppers Mach-O com ofuscação LLVM para exfiltrar credenciais via CLI de segurança e bots do Telegram. Recomenda-se vigilância contra exclusões do Defender, uso de PowerShell via clipboard, acesso a IndexedDB e domínios de C2.
As funções de administrador de Gerenciamento de Dispositivos Móveis (MDM) representam um ponto cego perigoso na segurança cibernética, equiparando-se ou superando a criticidade dos Administradores de Domínio. Elas permitem a execução de scripts arbitrários, configuração de perfis, wipes remotos e gerenciamento de certificados, expondo organizações a vulnerabilidades significativas. Infelizmente, a maioria das empresas falha em implementar controles de segurança robustos, como contas dedicadas, elevação de privilégios just-in-time e aprovações multifatoriais, além de conceder acesso excessivo à Graph API. Para mitigar esses riscos, é urgente corrigir as falhas nas políticas de segurança, restringir a implantação de scripts, fortalecer o registro de dispositivos e implementar alertas proativos para atividades de alto risco. A negligência dessas funções pode resultar em comprometimentos graves e perdas irreparáveis para as organizações.
Uma falha grave na plataforma telemática My Eicher da VE Commercial Vehicles, utilizada por frotas de caminhões e ônibus indianas, expôs APIs internas sem autenticação. Essa brecha permitia o acesso a dados sensíveis de centenas de milhares de clientes, usuários, veículos e códigos OTP. Pesquisadores identificaram endpoints abertos que retornavam registros de usuários, senhas criptografadas e o histórico completo de OTPs desde 2021. A vulnerabilidade possibilitava a tomada de controle de contas, correlação de números de celular com OTPs e até redefinição de senhas via API, conferindo controle remoto e rastreamento de frotas inteiras. Cerca de 76.000 documentos de identidade foram expostos antes da correção em novembro de 2025, após múltiplas tentativas de divulgação.
A Tachyon expôs acidentalmente credenciais "canary" para AWS, Anthropic e Postgres em um repositório público do GitHub. Embora o GitHub tenha detectado os segredos em segundos, sem alertas por e-mail, a AWS aplicou rapidamente a política AWSCompromisedKeyQuarantineV3. Contudo, essa política falhou em revogar as chaves ou impedir acessos a segredos. Em apenas sete minutos após a publicação, um atacante, utilizando TruffleHog e Boto3, conseguiu acessar o Secrets Manager. O tráfego posterior incluiu IPs da OVH, Tor e Gigahost, com tentativas de login no Postgres e leitura de tabelas isca. Apesar da rápida intrusão, os segredos coletados não foram utilizados e o propósito do acesso – ataque ou varredura defensiva – permanece inconclusivo, visto que os logs não indicam se alguma IA foi empregada na triagem.
Uma avaliação conjunta do UK AISI e CAISI sobre o modelo Kimi K3 da Moonshot AI, lançado em julho e com previsão de versão open-weight, posicionou-o significativamente atrás dos modelos de ponta dos EUA, mas à frente do GLM-5.2. O Kimi K3 atingiu 32% no ExploitBench da Carnegie Mellon e alcançou a etapa 17 no cyber range "The Last Ones", em contraste com os 76,2% e 28,5 etapas dos líderes americanos. Embora a lacuna diminua em certas métricas, o modelo não conseguiu execução arbitrária de código nas 41 amostras testadas. No entanto, completou o cyber range uma vez em dez tentativas, indicando capacidade autônoma contra redes corporativas mal defendidas. É crucial notar que as salvaguardas do Kimi K3 não impediram tentativas de exploits, e a avaliação mede a capacidade bruta, não a experiência do usuário final, uma distinção importante para a cibersegurança.
Pesquisadores alertam para uma séria falha no ambiente macOS do Claude Cowork, que permite a escalada de privilégios de uma máquina virtual (VM) desprivilegiada para o nível de root, com acesso direto ao sistema de arquivos do host. A cadeia de ataque explora a funcionalidade de user-namespace, um módulo de controle de tráfego do Linux e um bug recente de kernel, culminando na exploração do CVE-2026-46331 no act_pedit para escrita arbitrária. A persistência dessa ameaça é preocupante, dado o surgimento contínuo de vulnerabilidades semelhantes. Para mitigar o risco, é crucial desativar user namespaces não privilegiados, fortalecer o seccomp, bloquear o carregamento automático de módulos e binários auxiliares, além de restringir ou eliminar o compartilhamento de sistema de arquivos do host, protegendo assim dados sensíveis como chaves SSH.
O GitHub e o PyPI anunciaram a implementação de novas defesas temporizadas visando mitigar ataques à cadeia de suprimentos de software. Agora, por padrão, o Dependabot do GitHub reterá as pull requests de atualização de versão por um período de 72 horas. Essa medida estratégica permite que pacotes maliciosos, que porventura sejam sinalizados logo após sua publicação, possam ser removidos antes de serem integrados aos repositórios dos projetos, aumentando a resiliência contra ameaças e protegendo o ecossistema de desenvolvimento.
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