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CEVIU News - CEVIU Segurança da Informação - 4 de junho de 2026

12 notícias4 de junho de 2026CEVIU Segurança da Informação
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🔴 CEVIU Segurança da Informação

Trinta e dois pacotes sob o namespace @redhat-cloud-services no npm foram infectados pelo malware Miasma, variante do Shai-Hulud, somando cerca de 117 mil downloads semanais. O ataque partiu do comprometimento da conta GitHub de um funcionário, que permitiu a publicação de versões maliciosas via token OIDC do GitHub Actions. Um hook de pré-instalação executava payload ofuscado de 4,2 MB capaz de roubar credenciais da AWS, GCP, Azure, Kubernetes, HashiCorp Vault, npm, PyPI, chaves SSH, GPG e arquivos .env. Ao todo, 309 repositórios foram afetados. A Red Hat confirmou que o impacto ficou limitado a ferramentas internas de desenvolvimento. Organizações expostas devem rotacionar imediatamente todos os segredos e tokens comprometidos.

O editor github.dev executa uma versão web do VSCode que recebe um token OAuth com acesso amplo a todos os repositórios do usuário — incluindo os privados. Pesquisadores identificaram uma falha no webview do VSCode que permite a um link malicioso executar código no ambiente e exfiltrar o token do GitHub com apenas um clique. A complexidade da aplicação amplia a superfície de ataque e torna o ambiente um alvo atraente para roubo de credenciais.

A vulnerabilidade CVE-2026-31525 (CVSS 7.8) afeta o interpretador BPF do kernel Linux (versões 7.0-rc1 a 7.0-rc4). Os manipuladores sdiv32 e smod32 invocam a macro abs() sobre o valor S32_MIN, gerando overflow de inteiro com sinal — comportamento indefinido que engana o verificador BPF e abre caminho para acesso fora dos limites em mapas BPF (CWE-787), resultando em corrupção de memória e escalação de privilégios local. A exploração só é possível quando o JIT BPF está desabilitado. Mitigação: aplique os commits upstream com o helper abs_s32(), defina kernel.unprivileged_bpf_disabled=1, ative o JIT via net.core.bpf_jit_enable=1 e restrinja CAP_BPF e CAP_SYS_ADMIN a serviços confiáveis.

A CVE-2024-3094 não foi uma falha de código — foi uma violação de confiança. O atacante Jia Tan levou dois anos conquistando direitos de commit até inserir um backdoor nas macros autotools m4 dos arquivos de release do xz-utils. O repositório git permaneceu íntegro, tornando o ataque invisível para scanners de CVE até que um engenheiro percebesse uma latência de 500ms no SSH. O problema estrutural persiste: análise baseada em CVE apenas confirma se uma versão é conhecida como vulnerável — não se o pacote é seguro, padrão que se repetiu no lottie-player e no Solana web3.js. A defesa recomendada inclui fixar dependências diretas, revisar rigorosamente lockfile-diffs em todo PR, assinar feeds como o OSV e pausar atualizações quando surgirem sinais de mudança de mantenedor — novos e-mails, chaves de assinatura ou lançamentos atípicos.

Pesquisadores detalharam a escalada de ataques de phishing por device code em incidentes de Business Email Compromise. Os criminosos exploram o fluxo de autenticação da Microsoft para capturar tokens enquanto vítimas inserem códigos em domínios legítimos. O estudo aborda a complexidade forense quando atacante e vítima compartilham o mesmo session ID e orienta o uso de logs não interativos do Entra e linkable token IDs para rastreio. O relatório inclui ainda detecções via extensões de navegador, consultas KQL e políticas de Acesso Condicional para bloquear device code sign-ins.

Pesquisadores demonstraram o FROST (Fingerprinting Remotely using OPFS-based SSD Timing), ataque de side-channel em que uma página maliciosa grava um arquivo grande no Origin Private File System e monitora tempos de leitura via performance.now() para inferir quais outras abas estão abertas. Sem câmera, microfone ou extensões — apenas JavaScript —, o site atacante identifica sessões bancárias ativas e sincroniza pop-ups de phishing com precisão cirúrgica, expondo uma lacuna crítica no sandboxing dos navegadores modernos.

Uma investigação do Drey Dossier revelou que a página TrumpRx foi desenvolvida pelo National Design Studio, entidade criada por ordem executiva e formada por ex-funcionários do DOGE. O estúdio centraliza o redesign de sites oficiais como passport.gov e login.gov, retirando o controle das agências responsáveis. Agravando o cenário, a página usava o PostHog para coleta de dados analíticos — em contradição direta com sua própria política de privacidade.

Uma flag de depuração esquecida em seis apps Android da Microsoft — incluindo Word, Excel e Copilot — permitia que qualquer app malicioso no dispositivo solicitasse e recebesse tokens de acesso à conta Microsoft. Com apenas 15 linhas de código, atacantes podiam roubar tokens FOCI silenciosamente e acessar e-mails, arquivos, documentos e calendários. A Microsoft corrigiu a falha em maio via Patch Tuesday e Google Play.

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