A The Robot Report acompanha startups ao longo do ano, e a segunda edição anual do Startup Radar destaca algumas das empresas novas mais interessantes em robótica comercial e tecnologias relacionadas. Da automação industrial e dos drones aos robôs humanoides, 2026 foi, segundo a publicação, um ano de inovação diante da escassez persistente de mão de obra e de desafios geopolíticos. Para entrar, as organizações precisam ter no máximo cinco anos de existência e atuar com tecnologias habilitadoras, sistemas completos inovadores ou abordagens de negócio inéditas. O download gratuito traz a área de aplicação, o número de funcionários e o total de recursos captados por cada uma. Este ano, a publicação recebeu um número expressivo de inscrições ligadas a software, reflexo da recente onda de interesse e investimento em dados, simulação e modelos de IA de próxima geração, que prometem tornar os robôs mais autônomos, combinando a capacidade de perceber, entender, agir e melhorar. O Radar reúne 60 empresas que atendem setores como manufatura, cadeia de suprimentos e armazenagem, agricultura, defesa e saúde. Elas estão sediadas em mais de uma dúzia de países, e várias já captaram milhões de dólares. Segundo o texto, uma startup de robótica, automação e IA bem-sucedida costuma ter base técnica sólida, equipe com visão e experiência, algum tino para negócios e parcerias-chave com agentes da indústria. Nem todas vão escalar ou ter uma saída ou aquisição, mas entender o mercado-alvo é o primeiro passo. A inscrição para os TRR 50 Robotics Innovation Awards, que serão entregues no Robotics Summit & Expo, em Boston, nos dias 2 e 3 de junho de 2027, já está aberta. O relatório é patrocinado por maxon e PTC.

CEVIU News - CEVIU Robótica Humanoide - 5 de novembro de 2026
🤖 CEVIU Robótica Humanoide
À medida que as frotas de robôs crescem, o carregamento se torna um desafio operacional. Segundo o texto, a estratégia adotada pode afetar o uptime da frota, a infraestrutura das instalações, a manutenção e até o tamanho das baterias que os fabricantes precisam embarcar nos robôs. Ben Waters, CEO da WiBotic, discutiu o tema no The Robot Report Podcast: como essas questões mudam com a escala, opportunity charging, os tradeoffs do fast charging, a migração da empresa para sistemas de maior potência e o uso de dados de carregamento para ajudar operadores a identificar problemas de energia. O conteúdo é um trecho da entrevista. Waters afirma que a WiBotic se diversificou para mercados adjacentes, como limpeza de pisos, carrinhos médicos, espaço e defesa, que usam o mesmo produto de carregamento sem fio e autônomo dos clientes de robótica. Segundo ele, os clientes tradicionais de robótica tiveram crescimento significativo de volume neste ano, com forte expansão de AMRs no setor automotivo e da inspeção robótica externa de subestações de energia. Ele cita os humanoides como um fator imprevisível: o carregamento sem fio pode melhorar o uptime e eliminar pontos fracos ligados ao downtime. Sobre opportunity charging, Waters diz que deixar carregadores apenas nas laterais da fábrica e mandar o robô até lá quando a bateria chega a 20% é simples em pequena escala, mas gera muito downtime com frotas maiores. Segundo ele, em frotas de 20 a 40 robôs isso já vira gargalo e o opportunity charging passa a ser necessário, o que, na visão dele, só faz sentido com carregamento sem fio.

Estágio: Demonstração (competição em ambiente real). A primeira edição da China Media Group World Robot Climbing Mount Tai Competition terminou na segunda-feira em Tai'an, província de Shandong. Robôs de mais de 50 empresas de IA incorporada, universidades e equipes de pesquisa da China percorreram 3,9 km de trilha, de Hongmen a Zhongtianmen. O evento foi apresentado como a primeira competição profissional de robótica em área montanhosa Patrimônio Mundial da UNESCO. O percurso tinha mais de 3.100 degraus de pedra e ganho de elevação acumulado de quase 600 metros, com degraus de alturas e larguras variadas, superfícies irregulares e inclinações em mudança, sem pisos lisos de laboratório nem condições controladas. Os organizadores o descreveram como um campo de provas natural para levar sistemas de IA incorporada ao limite. Foram quatro provas: corrida de humanoides, corrida de robôs com pernas, carga em robôs com pernas e assistência por exoesqueleto motorizado, além de um desafio separado de mobilidade e localização de rotas em qualquer terreno. Na corrida de robôs com pernas, um robô da Beijing Lingyi Technology, subsidiária da Unitree Robotics, venceu em 43min41s; a Shanghai Gaoyi Technology, que também competiu com robôs da Unitree, ficou em segundo, e a equipe Lingju, da Linxai Intelligent, em terceiro. Na prova de carga, a equipe Lingshi, da Linxai Intelligence, venceu com 1h51min29s, seguida por equipes da Shanghai Gaoyi Technology e da Shenzhen Technology University. Na corrida de humanoides, o trecho foi ajustado por causa do terreno, indo de Hongmen Square até Doumu Palace, e a equipe Zhishen Lingyue levou o primeiro lugar, com 27min26s. Segundo o texto, a competição expôs limitações técnicas em ambientes reais: os degraus irregulares exigiram percepção de terreno e planejamento de marcha mais precisos, as subidas contínuas testaram equilíbrio dinâmico e controle das juntas, e a operação prolongada em alta intensidade pressionou resfriamento dos motores, bateria e estabilidade do sistema. Os robôs também precisaram desviar de obstáculos de forma autônoma e se recuperar sozinhos após perder o equilíbrio ou cair. Alguns apresentaram superaquecimento de motores, reduções automáticas de potência e desvios laterais de postura, e vários robôs de carga ficaram com marcha instável após trocar o payload nos pontos de abastecimento.
A Tutor Intelligence Inc. anunciou uma rodada Série B de US$ 75 milhões, liderada pela Andreessen Horowitz, que eleva o total captado a US$ 117 milhões. A Union Square Ventures e a Neo, que lideraram as rodadas Série A e seed, respectivamente, também participaram. Sediada em Watertown, Massachusetts, a empresa nasceu do MIT CSAIL em 2021 e diz estar construindo um full stack tecnológico para reduzir a distância entre o que robôs e pessoas conseguem fazer. Estágio: implantação comercial, com operação assistida por teleoperação. Segundo a Tutor, ela já opera frotas de robôs conectados à internet em ambientes de produção, executando trabalho real para clientes com apoio de operadores remotos chamados de tutors, que podem estar no exterior. Os dados do mundo real servem para treinar frontier models melhores, o que torna os robôs mais capazes. Em vez de robots-as-a-service, os clientes pagam por hora ou por pick, sem compra inicial nem contrato de longo prazo; a empresa cuida da implantação, da manutenção e das atualizações de software. Os robôs são fabricados e implantados a partir dos EUA. O Data Factory, aberto neste ano, avalia policies em 100 robôs físicos e inclui o Sonny, robô semi-humanoide de dois braços para picking, e o Cassie, manipulador móvel para case picking e paletização. A empresa afirma ter o dobro de robôs em operação em quase quatro vezes mais instalações do que um ano atrás, e que quase um terço das organizações que receberam robôs nos últimos 12 meses já eram clientes. A meta é ter mais de 1.000 robôs sob contrato até o fim de 2027. Os robôs movimentam itens como cereais, snacks, doces, cosméticos, itens para casa e brinquedos em grandes redes de manufatura e logística dos EUA.
Outubro de 2026 foi intenso para a indústria de robótica. O RoboBusiness completou 20 anos e, no próximo ano, passará a se chamar Robotics Summit & Expo West. Empresas de humanoides como Agility Robotics e Boston Dynamics anunciaram atualizações importantes, e a The Robot Report listou os 10 artigos mais lidos do mês. Na lista, a AGCO e a Agility Robotics assinaram um acordo comercial para implantar o humanoide Digit na fábrica da AGCO em Hesston, no Kansas. Estágio: piloto, nos EUA, com início previsto para 2027. A Agility e a GXO Logistics também planejam expandir o uso do Digit em unidades da GXO na Carolina do Norte e no Tennessee. A Boston Dynamics detalhou a nova mão do Atlas: quatro dedos, 13 graus de liberdade (DoF) e atuação direta, projetada para produção em massa. Segundo a empresa, as versões anteriores tinham sete graus de liberdade e foco em agarrar uma grande variedade de objetos, enquanto a nova mão prioriza a manipulação. A empresa também nomeou Rohit Prasad, ex-executivo da Amazon, como novo CEO, cerca de nove meses após a saída de Robert Playter. Ele assume o lugar da CFO Amanda McMaster, que era CEO interina. Outros destaques: o acordo plurianual da Promise Robotics com a D.R. Horton, que usará a Factory-as-a-Service da empresa para produzir mais de 1.250 casas nos EUA; o lançamento pela AWS de uma Physical AI Toolchain open-source, que reúne serviços da AWS e o stack de software de Physical AI da NVIDIA em um único workflow, da coleta de dados ao deploy dos modelos; e o anúncio da Schneider Electric de que vai adquirir a PTC por cerca de US$ 22,6 bilhões. Um artigo da lista discute se robôs mais simples terão mais sucesso no mundo real, defendendo que a forma do robô siga o fluxo de trabalho. O primeiro lugar é um contrato de US$ 300 milhões da Gecko Robotics.
No Episódio 267 do The Robot Report Podcast, a equipe editorial, Steve Crowe, Eugene Demaitre, Mike Oitzman e Brianna Wessling, faz um balanço da RoboBusiness 2026. O evento aconteceu de 20 a 21 de outubro, em Santa Clara, Califórnia, e reuniu mais de 2.000 participantes. Entre os destaques estiveram os painéis de keynote, o almoço Women in Robotics, diversas sessões e a área da expo. A palestra de abertura teve Steve Crowe como mediador de um painel com Rodney Brooks, Ken Goldberg e Jonathan Hurst. Também foram citados o painel "Beyond the Demo: AI in Production Robotics", sobre como a IA é usada hoje em robótica de produção, e o painel "RaaS Playbook". O episódio inclui ainda um resumo da keynote "State of Humanoids", feita por Mike Oitzman. Esta foi a 20ª edição da RoboBusiness e também o último evento sob essa marca: ele foi renomeado para Robotics Summit West e acontecerá novamente em outubro de 2027. O episódio apresenta ainda o Robot Operations Group (ROG), grupo multissetorial criado por Florian Pestoni e Joe Wieciek para desenvolver e compartilhar boas práticas de operação de robôs autônomos em escala, que realizou a RoboOpsCon26 no dia seguinte à RoboBusiness. Quem participou com passe de conferência receberá em breve detalhes sobre como acessar o áudio das sessões gravadas.
A Agility Robotics e a Churchill Capital Corp XI informaram que a Agility espera levantar cerca de US$ 465 milhões na fusão proposta com a SPAC (special-purpose acquisition company). Segundo a Agility, o valor bruto inclui cerca de US$ 164 milhões da conta fiduciária da Churchill XI, aproximadamente US$ 201 milhões de um PIPE de ações ordinárias a US$ 10 por ação, liderado pela Foxconn com investidores institucionais atuais e novos, e US$ 100 milhões em aportes já recebidos após o anúncio da combinação de negócios. O total fica abaixo dos US$ 620 milhões projetados, com avaliação de US$ 2,5 bilhões, quando a operação foi anunciada em junho. A empresa espera concluir a transação em 4 de novembro, sujeita à aprovação dos acionistas e às condições usuais de fechamento, e afirma que será a primeira fornecedora pure-play de humanoides com implantações comerciais listada em bolsa nos EUA. Todos os acionistas atuais migrarão suas participações para a empresa combinada, com lock-up de 180 dias. Estágio: implantação comercial. No mês passado, a Agility apresentou o Digit 5, com pernas redesenhadas e novas baterias para uso comercial, projetado para trabalhar com segurança ao lado de pessoas. Segundo a empresa, as entregas a clientes de acesso antecipado devem começar no primeiro semestre de 2027, com general availability prevista para o fim de 2027, e há mais de US$ 300 milhões em pedidos plurianuais comprometidos para o Digit 5. A Nyobolt foi escolhida para recarga rápida, o que, segundo a Agility, permitirá operar mais de 20 horas por dia. Em documento S-4 de setembro, a empresa reportou US$ 1,8 milhão em vendas líquidas em 2025, com clientes em nove unidades, entre eles Toyota, Mercado Libre e Schaeffler. A AGCO planeja usar o Digit em sua fábrica de máquinas agrícolas no Kansas, e a parceria com a GXO Logistics foi ampliada, com humanoides na Carolina do Norte e no Tennessee.
Análise de opinião publicada pelo The Robot Report, sem autor identificado, argumenta que physical AI será o próximo mercado de hipercrescimento. O texto parte da apresentação recente do robô Eno, da Genesis AI, voltado a levar physical AI a ambientes comerciais. Segundo o autor, as categorias que mais crescem têm começos modestos, como ChatGPT, cloud computing e fintech, e o ecossistema de startups seria um sistema de inteligência de negócios subutilizado: setores que atraem uma onda repentina de fundadores indicariam, com três a cinco anos de antecedência, onde virá a disrupção nas empresas. Enquanto agentes de IA concentram a atenção da mídia e do venture capital, o fluxo de negócios apontaria para physical AI, que inclui máquinas autônomas e manufatura inteligente, entre outros sistemas com sensores. De acordo com a PitchBook, startups de robótica e physical AI levantaram um recorde de US$ 27,6 bilhões em 1.009 negócios em 2025, mais que o dobro do ano anterior. A Genesis AI, que saiu do modo stealth com uma seed de US$ 105 milhões, demonstrou um robô com rodas que busca levar physical AI a ambientes comercialmente relevantes sem replicar o corpo humano (estágio: demonstração). Esses sistemas percebem o ambiente, entendem o contexto espacial, decidem e agem de forma autônoma em tempo real, indo além da automação estática. O avanço seria impulsionado pela maturação simultânea de sensoriamento multimodal, edge computing, ambientes de simulação, robotics foundation models e world modeling, além da queda de custos de lidar, atuadores, câmeras de profundidade e sensores. O texto cita a Waymo, que afirma que seu Driver de sexta geração reduziu custos e aumentou resolução, alcance e poder computacional. Manufatura, setor automotivo, logística e saúde concentrariam mais capital, com organizações testando robótica em pilotos. A análise também menciona a Figure AI, cujos humanoides montam peças de automóveis em fábricas da BMW e que atingiu avaliação de US$ 39 bilhões em três anos.
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