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CEO da WiBotic diz que carregamento sem fio vira gargalo conforme frotas de robôs crescem

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A entrevista de Ben Waters, CEO da WiBotic, ao The Robot Report Podcast trata de um problema que cresce junto com as frotas: o carregamento. Estágio da informação: implantação comercial em AMRs, inspeção externa e outros segmentos, segundo o executivo, sem número de clientes, unidades ou tempo de operação. Os humanoides aparecem como "wild card", ou seja, ainda um mercado imprevisível para a empresa.

O ponto técnico central é o opportunity charging. Com carregadores só nas laterais da fábrica, o robô que chega a 20% de bateria pode estar do outro lado do galpão e levar cerca de 10 minutos para chegar, ignorado pelo gerenciador de frota. Waters diz que isso é fácil em escala pequena, mas vira gargalo já em frotas de 20 a 40 robôs. A alternativa é posicionar a estação onde o robô naturalmente para, mesmo que seja por 10 segundos. Para ele, isso só faz sentido com carregamento sem fio, já que contatos físicos seriam acionados muitas vezes mais e exigiriam manutenção em todos os carregadores.

Waters também lista três pontos de projeto: infraestrutura elétrica (tomadas e capacidade), tamanho da bateria e manutenção. Ele critica o pedido de carga "o mais rápido possível", que pode encarecer a bateria e afetar a vida útil. No produto, a WiBotic lançou uma versão IP65 da família de 1 kW (antes só havia IP20) e trabalha em sistemas leves e de alta potência para drones e humanoides, além de levar a potência atual a 3 kW.

Por que isso importa

Para quem opera ou projeta frotas de robôs, a leitura é que o carregamento deve entrar no projeto desde o início, junto com bateria e infraestrutura elétrica. As afirmações vêm do CEO de um fornecedor de carregadores sem fio, então vale cruzar com dados de operação próprios. Para humanoides, o interesse pela alta potência em baixo peso conecta o tema ao gargalo de uptime.

Perguntas frequentes

O que é opportunity charging?

É carregar o robô em pequenos intervalos ao longo da operação, com estações posicionadas onde ele naturalmente para. Segundo Waters, mesmo 10 segundos de carga, repetidos com frequência, devolvem energia relevante às baterias da frota. Isso evita viagens longas até um ponto de recarga.

A partir de quantos robôs o carregamento vira gargalo?

Segundo Waters, já em frotas de 20 a 40 robôs. Nessa faixa, mandar cada robô até um carregador lateral com 20% de bateria gera muito downtime. É uma estimativa do executivo, não um estudo.

Por que o carregamento sem fio seria melhor nesse caso?

Porque, na visão de Waters, contatos físicos seriam acionados com muito mais frequência no opportunity charging. Isso exigiria manutenção em todos os carregadores da frota. O sem fio reduz esse desgaste.

O que a WiBotic lançou recentemente?

Uma versão IP65 da família de carregadores de 1 kW, adequada a ambientes externos e a locais com água e poeira, como limpeza de pisos. A empresa também desenvolve sistemas leves de alta potência para drones e humanoides e quer chegar a 3 kW.

Fontes

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Categoria
CEVIU Robótica Humanoide
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Robótica Humanoide

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