
Mesmo com os evidentes prejuízos à saúde mental, o vício em redes sociais persiste. Isso ocorre porque as plataformas digitais exploram a dualidade entre conexão e solidão. Ao apresentar um fluxo contínuo de conteúdo e vidas idealizadas, as redes criam uma ilusão de pertencimento que paradoxalmente acentua o isolamento e a inadequação. O FOMO, o hábito e a incessante busca por validação reforçam o comportamento de rolagem infinita, mesmo quando a experiência culmina em sentimentos de vazio e dependência. Muitos usuários permanecem presos a esse ciclo por breves instantes de conexão e entretenimento, ignorando o alto custo emocional da comparação constante e aprofundando a lacuna entre a vida real e o cenário digital.



