Alex Thorn, da Galaxy Digital, reavaliou drasticamente as chances de aprovação do CLARITY Act em 2026, baixando-as para apenas 10%. A decisão segue a ausência de votação do projeto antes do recesso de agosto, confrontando-se com obstáculos como questões éticas sobre o envolvimento de funcionários públicos com criptoativos, o lobby de bancos comunitários que erodiu o apoio Republicano, e preocupações com as proteções da BRCA a desenvolvedores. Com o Senado retornando em 14 de setembro e um prazo apertado até 2 de outubro para as eleições, o tempo é crucial. Paralelamente, as propostas “Reg Crypto” e “Innovation Exemption” da SEC foram postergadas devido à pressão do setor financeiro tradicional, e a iminente saída da Comissária Peirce em novembro complica ainda mais o cenário regulatório para o mercado cripto.

CEVIU News - CEVIU Cripto - 17 de agosto de 2026
📉 CEVIU Cripto
A liquidação tradicional de cartões exige capital ocioso e janelas bancárias restritas, com programas transfronteiriços dependendo de complexas contas SWIFT. Contudo, a decisão da Visa em 2021 de integrar o USDC para liquidação marcou uma virada, permitindo processamento 365 dias por ano. Essa inovação substituiu ciclos de liquidação de múltiplos dias por transferências diárias de stablecoins, otimizando a eficiência. A Rain, por exemplo, já realizou liquidações Visa em fins de semana e feriados, e agora facilita programas transfronteiriços para empresas como Western Union e neobancos latino-americanos, eliminando a necessidade de múltiplos parceiros bancários em cada mercado. O próximo passo é modernizar o protocolo ISO 8583, abrindo caminho para que agentes de IA utilizem stablecoins, conectando a liquidez on-chain aos trilhos de cartão da economia real.
O mercado de T-bills tokenizados registrou um crescimento expressivo no último mês, impulsionado principalmente por inovações e pelo apetite crescente de investidores institucionais. Dados recentes indicam que a capitalização de mercado desses ativos digitais foi significativamente alavancada pela Superstate, que adicionou US$ 184,2 milhões, e pela Securitize, com um aumento de US$ 182,8 milhões. A Franklin Templeton também contribuiu substancialmente, com US$ 86,2 milhões, consolidando a tendência de tokenização de títulos tradicionais no ecossistema Web3.
A proposta de soft fork BIP-110, que buscava endereçar Ordinals, BRC-20 e Runes na camada de consenso do Bitcoin, teve uma efêmera existência. Apesar de idealizada para otimizar o uso da rede, a iniciativa angariou apenas 2,53% de sinalização dos mineradores, bem aquém do limiar de ativação de 55%. Um erro de configuração no pool Ocean direcionou operadores inadvertidamente para a cadeia minoritária, culminando em um êxodo de 96% do hashrate e a remoção de Luke Dashjr do papel editorial do BIP. O episódio sublinha a necessidade de consenso robusto na rede Bitcoin para qualquer modificação significativa, desafiando proponentes a buscarem alternativas caso queiram implementar mudanças mais profundas.
Após um investimento de oito dígitos ao longo de oito anos, a Ethereum Foundation está substituindo o hash Poseidon por SHA2 e BLAKE2s para suas provas SNARK de camada 1. Essa mudança estratégica é viabilizada por designs SNARK baseados em campos binários, que otimizam a eficiência das funções hash tradicionais, eliminando o overhead da aritmética de campo primo. Testes de benchmark demonstram a capacidade de gerar um milhão de provas de hash por segundo em um laptop, superando em 100x o processamento booleano nativo da CPU. A equipe pós-quântica da EF projeta o lançamento de um leanVM de produção em 2027 e implementações CL/DL/EL em 2028, marcando uma reorientação significativa para os ecossistemas zkrollup e zkVM, que atualmente dependem do Poseidon para proteger bilhões. Ataques recentes a primitivos como HAWK e SQIsign reforçam o SHA2 como a alternativa pós-quântica mais robusta, eliminando o longo período de criptoanálise necessário para validar o Poseidon em grande escala.
A Avici expandiu suas funcionalidades de depósito, passando a aceitar transferências SEPA para conversão direta de EUR para EURC, com uma taxa fixa de apenas 1 euro. Anteriormente, essa opção era restrita ao USDC. No entanto, as transações com cartão ainda são liquidadas em USD, via conversão Visa, e não em EUR nativo, embora a Avici não aplique markup cambial. A plataforma ainda não suporta transferências de terceiros para o IBAN do usuário, apesar de menções em sua documentação, um ponto a ser aprimorado para a experiência do usuário.
No cenário de startups de blockchain, a prática de recompra de criptoativos em estágios iniciais levanta questionamentos. Enquanto empresas maduras como a Apple realizam recompras estratégicas, projetos como Hyperliquid, que direciona mais de 97% das taxas para recompras, e Pump, que queima 50% da receita, contrastam com a abordagem de gigantes como Amazon e Google, que priorizam o reinvestimento e o crescimento. Essa estratégia precoce pode sinalizar uma carência de oportunidades de reinvestimento dentro da equipe ou a necessidade de "subornar" detentores de tokens com a própria receita para manter a competitividade em pools de taxas, apontando para desafios na sustentabilidade de ativos de crescimento.
A Ethereum Virtual Machine (EVM) enfrenta um desafio na contabilidade de gás com a EIP-7999, que busca implementar uma medição multidimensional. Quatro arquiteturas distintas estão em consideração para resolver a discrepância entre o orçamento escalar de gás e a necessidade de precificar recursos como execução, estado e dados de forma independente. As propostas variam desde o 'Gás Agregado da EVM', que mantém a métrica escalar com rastreamento pós-fato e potencial superfinanciamento, até uma 'EVM Atualizada', que opera com vetores de recursos por frame, implicando uma migração de ferramentas complexa. Duas alternativas intermediárias, o 'Mercado de Subtaxas Multidimensional' e o 'Overflow Universal', tentam mitigar o superfinanciamento, cada uma com seus próprios compromissos: custos de opcode voláteis ou garantias enfraquecidas para chamadas aninhadas.
Em 12 de agosto, a rede Solana enfrentou um risco iminente de paralisação de finalidade, com 28,83% do stake de SOL se tornando "delinquent". O incidente, detalhado pela Marinade Finance, afetou 90 validadores e resultou em 333 SOL de recompensas perdidas. A causa foi identificada como uma rota BGP malformada originada na Teraswitch em Miami, que rapidamente se propagou, desativando 94% da AS20326 – uma ASN que abrigava mais de 25% do stake total da Solana. Embora engenheiros tenham resolvido o problema em menos de 10 minutos, o episódio ressalta a vulnerabilidade da rede a pontos de falha centralizados e a necessidade de resiliência aprimorada na infraestrutura de roteamento, dada a proximidade perigosa do limite de 33,34% que deflagraria um colapso completo da finalidade.
A Tempo, destacada no cenário de ativos digitais, acaba de lançar o Tempo Earn, uma ferramenta inovadora que possibilita a plataformas de stablecoins gerar rendimentos a partir de saldos ociosos. Essa iniciativa visa otimizar a utilidade desses ativos, oferecendo aos usuários finais uma nova via para valorização de suas holdings em stablecoins. A novidade representa um passo significativo para a adoção e funcionalidade das moedas digitais atreladas a ativos fiduciários.
A Privy acaba de lançar uma atualização semanal estratégica que integra suporte a pagamentos x402 para carteiras com gás patrocinado, um avanço significativo para a adoção da Web3. Essa funcionalidade permite que desenvolvedores e usuários liquidem APIs e consumam conteúdo sem a necessidade de possuir tokens nativos de gás, removendo uma barreira técnica importante. A plataforma agora gerencia as assinaturas de transação, simplificando drasticamente a experiência do usuário e fomentando uma interação mais fluida com os serviços descentralizados.
O gigante bancário JPMorgan notificou a Polymarket, plataforma de mercados de previsão baseada em blockchain, em outubro de 2025 sobre o encerramento de sua parceria bancária. A decisão, motivada por crescentes preocupações regulatórias no setor de criptoativos, surpreende, visto que o banco, apesar do rompimento, sinaliza interesse em participar de um potencial IPO da Polymarket. Este movimento estratégico do JPMorgan destaca a complexa dança entre as instituições financeiras tradicionais e o ecossistema Web3, onde o receio regulatório coexiste com o desejo de capitalizar em oportunidades de mercado emergentes.
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