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CEVIU News - CEVIU Cripto - 2 de junho de 2026

11 notícias2 de junho de 2026CEVIU Cripto
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A Binance habilitou a negociação de mais de 7.000 ações e ETFs americanos para usuários fora dos EUA. O serviço permite compra fracionada a partir de US$ 5, com taxa zero de comissão e mínimo de US$ 0,35, usando USDC, USDT ou BNB como funding. A execução técnica fica com a Nest Trading; a custódia, dividendos e ações corporativas ficam sob responsabilidade da Alpaca. Versões tokenizadas dos ativos, chamadas bStocks, serão emitidas na BNB Chain nas próximas semanas.

A Coinbase ativou em 1º de junho depósitos e saques em INR via IMPS, eliminando intermediários para traders de varejo indianos. O lançamento inclui trading spot, contratos perpétuos e a suite completa da Coinbase Advanced com TradingView e order books locais, respaldado por registro na FIU-IND. O movimento mira um mercado avaliado em US$ 3 bilhões em 2025, com projeção de US$ 14,21 bilhões até 2034, reforçado por grants de desenvolvedores para a rede Base L2.

O presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara, French Hill, colocou a tokenização no topo da agenda após os projetos de stablecoins e estrutura de mercado. A estratégia é viabilizar mercados de RWA dentro dos marcos regulatórios existentes — sem exigir novas leis. O comitê investiga a tokenização de depósitos bancários para pagamentos diretos sem intermediários, comparando os ganhos à migração para o ciclo T+1. Os maiores obstáculos apontados são interoperabilidade e coordenação de conformidade entre sistemas. Sem legislação imediata prevista, o comitê segue em fase exploratória com apoio bipartidário.

A Utexo está revertendo a migração do USDT para fora do Bitcoin ao combinar três camadas: a base do Bitcoin para segurança, a Lightning Network para escalabilidade e finalidade instantânea, e o protocolo RGB para validação client-side com transações privadas e fora do mempool público. A solução chega via API única voltada a PSPs, exchanges e tesourarias, com taxas fixas em USDT, autocustódia nativa e blindagem contra a volatilidade do gas.

O câmbio onchain permite trocas como BRL→ARS com liquidação imediata 24/7 e custos menores que plataformas tradicionais como a Wise. O modelo elimina a dependência de múltiplas contas e prefunding por corredor, transformando o FX em mercado de liquidez global. O principal desafio ainda é a profundidade dos pools: pares locais sofrem maior slippage em volumes elevados versus pares em USD. Com alta adoção de stablecoins na Argentina e pagamentos fragmentados na América Latina, a região emerge como laboratório central para stablecoins locais com liquidez onchain — indo além da simples dolarização.

Um modelo de valuation baseado no custo de segurança do ETH aponta defasagem significativa: o Ethereum protege cerca de US$ 250 bilhões em ativos — stablecoins, colateral de bridges L2, RWAs tokenizados e BTC —, mas apenas US$ 72 bilhões em ETH estão em staking, tornando o custo de ataque inferior ao valor em risco. Com 30% do ETH em staking, o modelo estima valor justo próximo de US$ 6.900, contra os atuais US$ 2.070. A compressão de taxas pelas L2s — responsáveis por 85% do throughput — reforça a tese do Ethereum como camada de liquidação: se stablecoins e RWAs escalarem, o valor justo pode chegar a dezenas de milhares de dólares.

Cinco grandes CEXes — Coinbase, Kraken, OKX, Upbit e Bitpanda — adotaram o OP Stack nos últimos dois anos. A Base lidera com US$ 4,5 bi em TVL (51% do DeFi em L2) e gera 13x mais taxas que todas as chains não-Ethereum juntas. A Ink (Kraken) atingiu US$ 480 mi em TVL e US$ 17 bi em volume mensal. A OKX recebeu aporte de US$ 200 mi focado em ativos tokenizados na X Layer, e a Bitpanda lançou a Vision Chain — primeira exchange chain compatível com MiCA, usando stablecoin em euro para gas. O sequenciador do OP Stack permite triagem via TRM/Chainalysis antes dos blocos, entregando conformidade regulatória sem desenvolvimento proprietário.

Sam Tabar, CEO da Bit Digital e da WhiteFiber, revelou acumulação de ETH com base em tese de valor fiduciário: a rede como camada de liquidação para stablecoins, tokenização de tesouraria e transações de agentes de IA em escala institucional. A estratégia combina o compute da WhiteFiber com os trilhos do ETH — combinação que ele afirma ser única no mercado. Com margem bruta de 94,7% no staking no Q1, Tabar defende que o ativo negocia com desconto frente à infraestrutura que protege, apostando em reprecificação via adoção institucional, compliance e custódia regulada.

O mercado de ativos digitais caminha para uma transição relevante: depósitos bancários tokenizados devem ganhar protagonismo à medida que o interesse pelas stablecoins arrefece. A tese ganha força com a maturação regulatória do setor e a busca por instrumentos com respaldo institucional mais robusto, combinando a liquidez do dinheiro digital com a credibilidade do sistema bancário tradicional.

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