IA e a Reconfiguração do Mercado de Trabalho: Humanos Mais Baratos que Software?
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
them não é um produto, uma ferramenta ou um repositório, é o nome dado ao projeto contínuo de orquestração entre humanos e agentes de IA, conforme definido por George Sivulka no artigo publicado em a16z.news. Ele representa a prática concreta de gerenciar não só pessoas, mas também tokens como se fossem força de trabalho: com hierarquias implícitas, desperdício, políticas de segurança, avaliação de desempenho e até mesmo resistência organizacional. them funciona na prática quando empresas deixam de tratar a IA como um ‘assistente mágico’ e passam a codificar processos com evals, identificar os 100X tokens (não modelos, mas contextos otimizados), cortar loops como se fossem reuniões improdutivas e encarar a retenção de contexto como um sintoma de falta de governança, não de má vontade.
O que torna them crítico agora é que ele já está em operação, mesmo sem nome. Nas demissões em massa de desenvolvedores em junho de 2026, o que foi cortado não foi código, mas a capacidade de supervisionar a geração de código por IA. Na revisão de código que ficou cara enquanto reescritas viraram baratas, o problema não era a IA gerar mal, era a ausência de evals para validar legibilidade, manutenibilidade e alinhamento com arquitetura. E nas declarações dos CEOs em 11 de julho de 2026, o ajuste de narrativa não foi sobre otimismo ou pessimismo, mas sobre reconhecer que o gargalo deixou de ser escalar IA, e passou a ser escalá-la *com humanos*.
O que mudou
A cobertura CEVIU de 9 de março de 2026 ainda discutia o futuro dos engenheiros de software sob o viés do Paradoxo de Jevons, como a IA expandiria a demanda por programação. Hoje, 15 de julho de 2026, o foco mudou radicalmente: não é mais se a IA vai criar ou eliminar vagas, mas se as empresas sabem distinguir um token útil de um loop disfarçado. A matéria de 17 de junho de 2026 já apontava que reescritas eram mais baratas que revisões, agora sabemos por quê: revisões exigem juízo humano; reescritas são delegáveis a agentes com evals bem definidos. O que era especulação em março virou métrica operacional em julho: 80% dos tokens gastos hoje são ineficazes, assim como 80% dos funcionários em estruturas mal gerenciadas, e ambas as falhas têm a mesma raiz: falta de definição clara do que é ‘bom’.
Por que isso importa
Porque a vantagem competitiva deixou de estar no acesso à IA e passou para a capacidade de gerenciar sua interação com humanos. Uma empresa pode ter o melhor modelo do mundo, mas se não tiver evals próprios para avaliar respostas em contratos jurídicos, vai gastar mais em revisão humana do que economizar com automação. Se seus engenheiros não sabem articular tarefas para agentes, como mostrou a matéria de 14 de julho de 2026 sobre a migração do trabalho para supervisão , , ela vira refém de loops infinitos. them é o nome dessa nova camada de infraestrutura gerencial: invisível, não comercializada, mas decisiva. Sem ela, IA não escala. Com ela, humanos deixam de ser custo fixo e viram alavancas para tokens 100X.
Linha do tempo
CEVIU publica 'A Incógnita Profissional: O Futuro dos Engenheiros de Software na Era da IA', discutindo o Paradoxo de Jevons como hipótese para a criação de empregos.
CEVIU analisa 'O Colarinho Branco Vira Azul', destacando a perda de autonomia como consequência da facilidade de substituição por IA.
CEVIU reporta 'Revisões de código ficaram caras, e reescritas, baratas', identificando o paradoxo operacional antes da teoria de them ser formalizada.
CEVIU cobre 'Como a abundância de software está transformando o desenvolvimento em marketing', antecipando a desvalorização percebida de cargos técnicos.
CEVIU registra mudança de discurso de CEOs sobre IA e empregos, indicando reavaliação da capacidade humana no centro das operações.
CEVIU publica 'A Evolução do Trabalho', destacando o deslocamento do esforço humano para supervisão e avaliação como novo núcleo de valor.
Publicação da notícia atual: 'A IA e a Reconfiguração do Mercado de Trabalho: Humanos Mais Baratos que Software?', consolidando them como paradigma gerencial.
Perguntas frequentes
O que exatamente é 'them'?
them é o projeto contínuo de orquestrar humanos e agentes de IA como forças de trabalho integradas, não um software, mas uma disciplina gerencial. Envolve definir evals, identificar tokens 100X, cortar loops e lidar com a retensão de conhecimento tribal. Foi descrito por George Sivulka em a16z.news, não como um produto, mas como a nova prática central da gestão empresarial.
Por que humanos estão mais baratos que software agora?
Porque o custo de rodar IA em escala, tokens, infraestrutura, manutenção de pipelines e retrabalho humano para corrigir falhas, supera, em muitos casos, o salário de um profissional qualificado. Relatos de executivos da Nvidia, Uber e Microsoft confirmam isso. Além disso, 80% dos tokens gastos hoje são ineficazes, como 80% dos funcionários em estruturas mal gerenciadas, e ambos geram custo sem valor.
O que são 'evals' e por que são mais importantes que prompts?
Evals são critérios objetivos para avaliar se a saída de um agente de IA atende ao padrão esperado, como 'código compila', 'contrato respeita cláusula X' ou 'resposta não expõe dados sensíveis'. São mais importantes que prompts porque permitem escalar confiança. Um bom prompt pode falhar; um bom eval detecta a falha, e é isso que transforma IA de ferramenta experimental em processo produtivo, como ocorreu com a programação assistida em 2026.
O que é um 'token 100X'?
Não é um modelo novo nem um token isolado. É um contexto otimizado, combinação de instruções, exemplos, restrições e evals, que reduz drasticamente o número de chamadas necessárias para resolver uma tarefa específica. Enquanto um humano médio gera loops ao usar IA, o token 100X faz em uma única chamada o que outros levam 100 tentativas. É o equivalente moderno do engenheiro 10X, mas aplicado à gestão de IA.
Fontes
- a16z.newsfonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 15 de julho de 2026
- Editoria
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