Relógios Nucleares Marcam Nova Era de Precisão em Viena e Pequim
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A ativação dos primeiros relógios nucleares, desenvolvidos por equipes independentes em Viena e Pequim, marca um salto considerável na cronometragem. Diferente dos relógios atômicos, que medem transições eletrônicas em átomos como césio ou estrôncio, esses novos dispositivos operam com a compressão e descompressão dos núcleos do tório-229. Esta abordagem nuclear promete uma precisão que, embora ainda não supere os melhores relógios atômicos atuais em estabilidade (perdem um segundo a cada milhões de anos contra 100 bilhões de anos dos atômicos), abre novas avenidas para a física, especialmente na detecção de matéria escura. Um balanço em seu ritmo pode indicar a passagem de partículas dessa matéria misteriosa.
O uso do tório-229 é estratégico. Seu núcleo possui uma transição de energia extraordinariamente baixa, tornando-o ideal para ser manipulado e medido com lasers, o que não é possível com outros núcleos mais energéticos. Essa característica permite que o relógio opere em uma frequência óptica, facilitando a medição precisa. A tecnologia ainda está em fase inicial, mas seu potencial de aplicação vai além da simples medição do tempo, estendendo-se à pesquisa fundamental sobre o universo.
O que mudou
Em junho de 2026, o CEVIU noticiou que
Fontes
- nytimes.comfonte original
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- Publicado
- 08 de outubro de 2026
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