Jay Graber, CEO do Bluesky, deixa o cargo e assume nova função
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A saída de Jay Graber do cargo de CEO da Bluesky não é um recuo, mas uma reorganização estratégica em plena fase de maturação técnica e operacional. Fundada como projeto interno do Twitter em 2019 e independente desde 2021, a plataforma já superou os 43 milhões de usuários, crescimento impulsionado pela abertura ao público em fevereiro de 2024 e pela rodada de US$ 100 milhões liderada pela Bain Capital Crypto em abril de 2025. Com essa liquidez garantida por três anos, a Bluesky agora prioriza execução: Toni Schneider, ex-CEO da Automattic (WordPress.com) e investidor da True Ventures, uma das sócias da Bluesky, assume o comando com foco em escalabilidade, infraestrutura e monetização, enquanto Graber se dedica integralmente à inovação, já com o Attie, sua nova aplicação agentic em testes beta voltada para personalização algorítmica com IA generativa.
O AT Protocol, base tecnológica da plataforma, segue estável e em expansão: mais de mil aplicações foram construídas sobre ele até março de 2026, com 400 mil downloads mensais de SDK. Mas o desafio real não está na arquitetura descentralizada, está na usabilidade em massa. A média de 1,5 a 3 milhões de usuários ativos diários representa apenas 8, 9% do total registrado, e a queda de 40% no engajamento diário entre março e setembro de 2025 mostra que crescer em cadastro não equivale a consolidar hábitos. O roteiro de 2026, com foco em feed 'Discover', vídeos longos, rascunhos e 'Live Now', é uma resposta direta a isso.
Por que isso importa
Essa mudança de liderança marca o momento em que a Bluesky deixa de ser um experimento ético de protocolo aberto e entra na arena competitiva das redes sociais de massa. Schneider traz experiência em escalar produtos com modelo híbrido (freemium + open core), algo crítico para uma plataforma que ainda não tem receita clara, mas precisa sustentar custos de infraestrutura e moderação, que dispararam: 16,49 milhões de etiquetas aplicadas em 2025, um aumento de 200% em relação ao ano anterior. Para os desenvolvedores brasileiros, é também um sinal: o Brasil é um dos mercados de crescimento acelerado, e o ecossistema Atmosphere já permite construir clientes alternativos, ferramentas de moderação ou feeds especializados sem depender da app oficial. A transição não é só corporativa, é o início da fase em que a descentralização precisa provar que escala sem perder propósito.
Perguntas frequentes
Quem é Toni Schneider e por que ele foi escolhido?
Toni Schneider é ex-CEO da Automattic (empresa por trás do WordPress.com) e parceiro da True Ventures, uma das investidoras da Bluesky. Sua experiência em escalar plataformas abertas com modelos de negócios sustentáveis o torna adequado para liderar a fase de execução da Bluesky, especialmente com os US$ 100 milhões levantados em 2025.
O que é o Attie, anunciado por Jay Graber após a transição?
Attie é uma aplicação agentic em testes beta, desenvolvida por Graber, que usa IA generativa para ajudar usuários a personalizar feeds e algoritmos de redes sociais. Diferente de filtros tradicionais, ela atua como um agente autônomo que ajusta preferências em tempo real com base em comportamento e contexto.
Por que a Bluesky bloqueou o acesso no Mississippi?
A plataforma bloqueou o estado em 2025 porque a lei local exigia verificação de idade com documentos oficiais, algo incompatível com os princípios de privacidade e controle de dados do AT Protocol, que evita coleta centralizada de identidades reais.
Como está o engajamento real dos usuários da Bluesky?
Com 43 milhões de contas registradas em março de 2026, a plataforma tem entre 1,5 e 3 milhões de usuários ativos diários, ou seja, menos de 9% do total. Esse gap indica que a maior parte dos cadastros ainda não converteu em uso frequente, um desafio central para o novo time de liderança.
Fontes
- techcrunch.comfonte original
- Categoria
- CEVIU
- Publicado
- 10 de março de 2026
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