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Google na era pós-Jeff Dean e Demis Hassabis: Gigante pode vencer na IA pelo compute
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Google mira na liderança da IA impulsionada pelo poder da computação em nuvem

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Aprofundamento

A Google movimentou o tabuleiro da IA com uma reestruturação significativa na liderança da Google DeepMind e a saída de nomes de peso. Demis Hassabis, o então CEO da DeepMind, agora atua como chairman da unidade e o primeiro chief scientist da Alphabet, sinalizando uma aposta na AGI. Koray Kavukcuoglu assume o dia a dia da DeepMind. Contudo, as saídas de Jeff Dean, Sanjay Ghemawat, Oriol Vinyals e Quoc Le para fundar a Discovery Loop, que terá a Google como investidora e a Google Cloud como provedor de computação, geraram repercussão. Embora a mídia sugira um êxodo de talentos, a avaliação interna aponta para um impacto menor que o esperado, focando na solidez da infraestrutura e dos engenheiros de médio escalão.

Em contraste com a percepção de uma liderança fragilizada, a Google parece realinhar sua estratégia. A notícia aponta que a empresa está mais atrasada na corrida por modelos de IA de ponta do que se imaginava, com o lançamento do Gemini 4 previsto para maio de 2027, e não para 2026 como o mercado esperava. Essa defasagem, que pode chegar a 12 meses em relação à fronteira da IA, solidifica a aposta da companhia em seu setor de nuvem. O Google Cloud, que reportou um crescimento de 82% no último trimestre, surge como o grande trunfo, impulsionado por contratos vultosos como o da Anthropic, que comprometeu US$ 200 bilhões em gastos com a plataforma. É uma estratégia de vencer no poder de computação, não necessariamente no modelo de IA de ponta.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU, em 1 de maio de 2026 e 24 de julho de 2026, já destacava o crescimento robusto do Google Cloud, com aumentos de receita de 63% e subsequente atingimento de US$ 24,8 bilhões. A novidade é a aceleração desse ritmo para 82% no último trimestre, reforçando que a estratégia de alavancar o poder de computação para IA não é apenas um plano, mas uma realidade em expansão e crucial. O artigo de 20 de abril de 2026 já indicava a aposta em IA como camada de execução, mas agora, com o atraso dos modelos de IA de ponta, essa aposta se torna o principal caminho para a liderança da Google na IA, não apenas um complemento.

Outra mudança importante se refere às políticas éticas da DeepMind. Fundada em 2014, a DeepMind tinha condições de venda que incluíam um comitê de ética com controle sobre a AGI e a proibição de uso militar de sua tecnologia. Essas restrições foram gradualmente flexibilizadas. A proibição de uso militar, por exemplo, saiu dos princípios de IA da Google em 2025, e a empresa agora vende IA para militares. Previsões indicam uma alta probabilidade de modelos da família Gemini serem usados em aplicações de armas até o final de 2027, um contraste direto com os compromissos iniciais.

Por que isso importa

Essa reestruturação na Google DeepMind e o realinhamento estratégico da Google são cruciais para o futuro da IA. Mostra que a corrida por modelos de IA de ponta é apenas uma faceta da disputa, e o controle da infraestrutura de computação pode ser o verdadeiro diferencial competitivo. O Google Cloud se posiciona como um fornecedor fundamental para todo o ecossistema de IA, incluindo rivais como a Anthropic, solidificando sua influência e receita. Isso redefine como pensamos sobre liderança em IA.

Além disso, as mudanças nas políticas éticas da DeepMind sobre o uso militar da IA abrem um debate importante. A flexibilização dessas barreiras pode ter grandes implicações sociais e éticas, mudando o papel da Google de uma empresa que evitava essa área para uma que a abraça. É um ponto que pode moldar a percepção pública e as regulamentações futuras sobre o desenvolvimento e aplicação da inteligência artificial.

Linha do tempo

  1. Google Cloud é nomeado Líder no relatório Forrester Wave para Plataformas de Nuvem Soberana.

  2. Google Cloud aprofunda aposta na IA como camada de execução central.

  3. Google apresenta 'Agentic Data Cloud' para fortalecer a IA corporativa.

  4. Google avança na liderança de plataformas de Agentes de IA.

  5. Google Cloud atinge mais de US$ 20 bilhões em receita trimestral, crescendo 63% impulsionado por IA.

  6. Google Cloud registra receita de US$ 24,8 bilhões com demanda corporativa por IA.

  7. Google reestrutura DeepMind, Demis Hassabis vira chairman, Jeff Dean e outros saem; Google Cloud cresce 82%.

Perguntas frequentes

A saída de Jeff Dean e outros pesquisadores de IA enfraquece a Google?

Embora a saída de figuras proeminentes como Jeff Dean tenha gerado preocupação, análises internas sugerem que o impacto será menor que o noticiado. A Google aposta na solidez de sua infraestrutura e no talento de sua equipe mais ampla, com centenas de engenheiros que não são tão visíveis na mídia.

O Google está realmente atrasado na corrida por modelos de IA de ponta?

Sim, a avaliação interna indica que a Google está mais atrasada do que o mercado esperava, talvez em cerca de 12 meses em relação à fronteira da IA. O lançamento do Gemini 4, por exemplo, é agora previsto para maio de 2027, o que representa um atraso significativo em comparação com as expectativas anteriores de 2026.

Qual o papel do Google Cloud na estratégia de IA da Google?

O Google Cloud é a aposta principal da Google para a liderança em IA. Com um crescimento de 82% no último trimestre, ele se torna o provedor essencial de poder de computação para laboratórios de IA, incluindo rivais. Isso sugere que a Google busca vencer no fornecimento da infraestrutura subjacente, mesmo que seus próprios modelos de IA de ponta demorem a chegar.

O que mudou nas políticas de ética e uso militar da DeepMind?

As condições de venda da DeepMind de 2014, que incluíam a proibição de uso militar de sua tecnologia e um comitê de ética independente, foram progressivamente dissolvidas. A Google agora vende IA para militares, e há uma alta probabilidade de que modelos da família Gemini sejam usados em aplicações de armas até o final de 2027, um contraste direto com os compromissos iniciais de não envolvimento militar.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
06 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU

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