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Google apresenta Gemini 4 Carbon, que retoma o topo de benchmarks mais difíceis, mas com acesso limitado

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Aprofundamento

O Gemini 4 Carbon chega com preço introdutório de US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com 95% de desconto para entradas em cache. Os valores são temporários: uma nota de rodapé fala em US$ 4 e US$ 20 depois, sem data para o fim do período. O acesso, por enquanto, é só para defensores de cibersegurança selecionados no programa Fairwind. O Google promete ampliar "o mais rápido possível", após coletar feedback e ajustar os guardrails.

No ranking da Artificial Analysis (Intelligence Index v5.0), o Carbon lidera com 59 pontos, à frente do Claude Opus 5.5 (58), do GPT-6 Astra (57) e do Argon (50). Na tabela do Google, ele vence em 15 de 17 linhas. Os testes independentes mostram contrapartidas: no AA-Omniscience ele acerta 58% das perguntas (o Argon acerta 48%), mas a taxa de alucinação sobe de 4% para 11%. Além disso, o Google diz que as avaliações externas de segurança foram feitas "sem guardrails", então os clientes não têm garantia de obter as mesmas notas. Não há relatório técnico, contagem de parâmetros nem especificação de API para o Carbon.

O que mudou

Em 1 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou o Gemini 4 Argon, também voltado a codificação e cibersegurança. O Carbon segue o mesmo caminho: acesso inicial restrito e ampliação depois. O Argon abriu de forma mais ampla em 13 de outubro, e o Carbon chega 15 dias depois. Em 28 de outubro de 2026, o CEVIU já havia publicado o anúncio do Gemini 4 Carbon com acesso inicial restrito a defensores de cibersegurança. O que muda em relação ao Argon são os resultados reportados, como o ExploitGym (de 42,0% para 54,8%) e o SEC-bench Pro (de 83,4% para 88,2%). Os preços unitários são os mesmos.

Por que isso importa

Para quem opera segurança ou engenharia de software, o Carbon ainda não é uma opção de produção: não há endpoint público. Na prática, o Argon continua sendo o modelo que dá para avaliar hoje. Preço por token igual não significa custo igual por tarefa concluída, e o Google não publicou consumo de tokens nem tempo de execução. A alta na taxa de alucinação também pede cautela em fluxos que dependem de fatos.

Linha do tempo

  1. Google amplia a família Gemini com o Gemini 3.5 Flash Cyber, focado em vulnerabilidades, para governos e parceiros selecionados.

  2. Google apresenta o Gemini 4 Argon, voltado a codificação e cibersegurança.

  3. Google DeepMind anuncia o Gemini 4 Carbon, com acesso inicial restrito a defensores de cibersegurança.

  4. Lançamento oficial do Gemini 4 Carbon, com acesso limitado, liderança em benchmarks e preço introdutório de US$ 2 e US$ 10.

Perguntas frequentes

Quanto custa o Gemini 4 Carbon?

No período introdutório, US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 10 por milhão de saída, com 95% de desconto para entradas em cache. Depois, os preços sobem para US$ 4 e US$ 20. O Google não informou quando o período introdutório termina.

Quem pode usar o Gemini 4 Carbon agora?

Apenas defensores de cibersegurança selecionados no programa Fairwind. A liberação mais ampla virá depois que o Google coletar feedback e ajustar os guardrails, sem data definida.

O Carbon é melhor que o Argon?

Nos testes divulgados, sim: ele supera o Argon nas 17 linhas da tabela do Google e lidera o índice da Artificial Analysis, com 59 pontos contra 50. Em contrapartida, a taxa de alucinação no AA-Omniscience subiu de 4% para 11%.

Os resultados de segurança valem para uso real?

Não necessariamente. O Google afirma que as avaliações externas de cibersegurança foram feitas sem guardrails. Quem usar o modelo com restrições pode ter notas diferentes.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
29 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU

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