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Código da Apple revela que Siri poderá ser substituída por Claude e ChatGPT
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Siri pode dar lugar a Claude ou ChatGPT em surpreendente abertura da Apple

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Aprofundamento

A Apple, conhecida por seu ecossistema fechado, mostra uma guinada estratégica significativa na arquitetura da Siri. A novidade reside em dois mecanismos chave. O primeiro, chamado Model Delegation, permite que assistentes de IA de terceiros, como o Claude, funcionem como extensões da Siri. Nesses casos, o Claude pode interpretar comandos de linguagem natural, mas delega de volta à Siri qualquer tarefa que precise de acesso direto a recursos do sistema Apple, como criar lembretes ou acessar apps nativos.

Já o segundo protocolo, e talvez mais impactante, é o de inference provider dentro do Model Manager Services. Este vai além: um modelo de IA externo, como o GPT-5.6, pode substituir por completo o modelo de IA da Apple que roda nos servidores da Siri. Neste cenário, o modelo de terceiros recebe as instruções e definições de ferramentas nativas da Siri. Isso permite que ele execute ações no sistema e formate respostas, que são então apresentadas pela interface e voz da Siri. É uma integração profunda, mostrando a Siri como uma plataforma para IA, e não apenas um assistente proprietário.

O que mudou

Em março de 2026, o CEVIU noticiou que a Apple "pretendia abrir Siri para assistentes de IA rivais" e, em maio, reportamos que a empresa "explorava IA multi-modelo no iOS 27". Naquele momento, eram planos e rumores. A notícia atual mostra a concretização desses planos com detalhes técnicos. Descobrimos no código os mecanismos específicos, como o Model Delegation e o inference provider, que demonstram como essa abertura de fato funciona. O que era intenção, agora se revela em uma arquitetura implementada, com provas de conceito da integração de Claude e ChatGPT.

Por que isso importa

Esta mudança da Apple é um divisor de águas para o mercado de IA e para o ecossistema da empresa. Para os usuários, significa mais opções e acesso a capacidades de IA mais avançadas e específicas, diretamente pela interface da Siri. Para os desenvolvedores de IA, abre uma porta de integração sem precedentes com milhões de dispositivos Apple, potencialmente expandindo o alcance de seus modelos. Para a própria Apple, permite acelerar sua estratégia de IA, aproveitando a inovação de outras empresas. Além disso, a manobra pode aliviar pressões regulatórias, como as impostas pela Lei de Mercados Digitais da União Europeia, que exige maior abertura em suas plataformas.

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Perguntas frequentes

O que é Model Delegation na Siri?

Model Delegation é um mecanismo que permite a modelos de IA de terceiros funcionarem como extensões da Siri. Eles interpretam comandos de linguagem natural, mas quando uma ação requer acesso a funcionalidades do sistema Apple, a tarefa é delegada de volta à Siri para execução.

O que significa o protocolo de 'inference provider'?

O 'inference provider' é um protocolo de integração mais profunda. Ele permite que um modelo de IA de terceiros substitua o modelo de IA padrão da Apple nos servidores da Siri. Esse modelo externo recebe as definições de ferramentas da Siri e pode fazer chamadas diretamente para as ações do sistema.

Por que a Apple está abrindo a Siri para outras IAs?

A Apple está buscando oferecer mais flexibilidade e recursos avançados de IA aos usuários, mantendo-se competitiva no cenário de IA. A pressão regulatória, como a Lei de Mercados Digitais da União Europeia, que busca acesso de terceiros a funcionalidades da plataforma, também influenciou essa estratégia de abertura.

A Siri deixará de existir com essa abertura?

Não. A Siri evolui para ser uma plataforma mais flexível, capaz de integrar e usar modelos de IA de terceiros. Ela continua como a interface principal e a camada de acesso ao sistema, agindo como um orquestrador, mesmo quando a inteligência por trás da requisição vier de um modelo externo.

Fontes

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Categoria
CEVIU
Publicado
15 de setembro de 2026
Editoria
CEVIU

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