Vercel unifica o Data Cache ao Runtime Cache e simplifica o cache em runtime
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Vercel está consolidando o Data Cache dentro do Runtime Cache. Até agora, o cache de fetch do Next.js e o unstable_cache usavam o Data Cache, enquanto getCache (de @vercel/functions) e 'use cache: remote' usavam o Runtime Cache. Com a migração, as quatro APIs passam a ter um único conjunto de limites de armazenamento e de ferramentas de uso. Quem usa fetch caching ou unstable_cache não precisa mudar o código.
Por baixo, é uma API em Go apoiada por frotas de Redis em cada região, com mais de 440 milhões de leituras e mais de 18 TB movidos por hora. Cada região tem seu cache, e um cache hit custa uma ida e volta ao serviço da região onde o código roda. Em caso de miss, o app ou framework busca o valor e grava na região, sem consultar outras. A invalidação por tag grava um único timestamp, mesmo com um milhão de entradas na mesma tag, e a propagação para outras regiões leva em geral algumas centenas de milissegundos. Os circuit breakers, ativados em todas as regiões em agosto, deixam a leitura usar timestamps de tags em memória quando um shard está lento. O custo: nesse fallback, um dado recém-invalidado pode ser tratado brevemente como atual. Nos maiores picos da maior região, a latência p99 caiu para cerca de um quinto.
Nas cobranças e limites: no plano Pro, cada projeto e ambiente ganha alocação própria, com 8x o espaço do pool que o Data Cache dava ao time inteiro. Projetos Enterprise recebem 10x. Leituras e escritas antes não cobradas seguirão o preço do Runtime Cache, e times existentes receberão detalhes de migração e cobrança com antecedência.
O que mudou
Em 29 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Vercel Flags inicia 7x mais rápido em cold starts e deixa de estender a duração das funções", outra melhoria de performance de runtime na plataforma, publicada um dia antes. Já em 7 de outubro de 2026, em "Next.js 16.4: Cache Components Padrão e Otimizações de Desempenho", o CEVIU cobriu o lado do framework, que agora conversa com essa camada via 'use cache: remote'. A novidade atual é de infraestrutura: o que era dois serviços virou um.
Por que isso importa
Para quem opera apps Next.js na Vercel, a leitura é que o código fica igual, mas a conta muda. Vale olhar o uso de cache antes da migração, porque leituras e escritas que não eram cobradas passam a entrar no preço. O fallback dos circuit breakers também pede atenção: se seu fluxo não tolera dado recém-invalidado por alguns instantes, convém saber que isso pode acontecer sob carga.
Linha do tempo
CEVIU noticia o Next.js 16.4 com Cache Components padrão.
CEVIU noticia a melhoria de cold start do Vercel Flags.
Vercel unifica o Data Cache ao Runtime Cache.
Perguntas frequentes
Preciso alterar meu código com a unificação do Data Cache ao Runtime Cache?
Não, para quem usa o cache de fetch do Next.js ou o unstable_cache. Segundo a Vercel, nada muda no código. A migração só leva essas APIs para o Runtime Cache, junto com getCache e 'use cache: remote'.
O que muda no armazenamento e na cobrança?
No plano Pro, cada projeto e ambiente tem sua alocação, com 8x o espaço do pool anterior do time. Projetos Enterprise recebem 10x o armazenamento do Data Cache. Leituras e escritas antes não cobradas passam a seguir o preço do Runtime Cache.
Posso usar o Runtime Cache sem Next.js?
Sim. A API getCache, de @vercel/functions, permite usar o serviço em outros contextos. A Vercel cita feature flags em Routing Middleware, conteúdo de CMS durante builds e dados em apps SvelteKit e Nuxt.
Como funciona a invalidação por tags?
Cada entrada guarda suas tags e o horário de escrita. Na leitura, o serviço compara com os timestamps de invalidação de um tag store da região. Invalidar uma tag grava um único timestamp, e a propagação para outras regiões leva em geral algumas centenas de milissegundos.
Fontes
- vercel.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Web Dev
- Publicado
- 30 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Web Dev

