Passkeys: Aprimorando a Segurança contra Phishing, sem a Atestação WebAuthn
Aprofundamento CEVIU
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A discussão sobre a segurança das Passkeys, e em particular o papel da atestação WebAuthn, gera dúvidas no mercado. É crucial entender que a maioria das Passkeys em uso hoje, como as sincronizadas em gerenciadores de senhas, não utiliza atestação. Mesmo quando presente, a atestação WebAuthn tem um escopo limitado: ela apenas identifica o modelo do autenticador, por meio de um AAGUID, com uma cadeia de certificados do fabricante. Não há como, por meio dela, verificar o sistema operacional, navegador, extensões ou firmware do dispositivo do usuário. Portanto, a ideia de que a atestação permitiria um controle granular excessivo sobre o ambiente do usuário é uma simplificação que não corresponde à realidade técnica.
O ponto principal, como já abordamos em nossa matéria “Passkeys e WebAuthn: Desafios Críticos de Implementação e Segurança”, é que as Passkeys são intrinsecamente vinculadas ao domínio (RP ID) para o qual foram criadas. Isso as torna extremamente resistentes a ataques de phishing, diferentemente de métodos como TOTP, que são vulneráveis a golpes de engenharia social que levam o usuário a inserir o código em um site falso. Embora as Passkeys resolvam grande parte dos problemas de phishing, é sempre bom lembrar que a segurança da sessão da aplicação ainda requer atenção, conforme detalhado em “Considerações de Segurança ao Utilizar Passkeys em Seu Website”, abordando riscos como XSS e CSRF.
Por que isso importa
Para a comunidade de desenvolvimento, esta clarificação é vital. Ela reforça a confiança na implementação de Passkeys como a melhor defesa contra ataques de phishing, sem os temores infundados sobre privacidade e controle excessivo via atestação. A adoção generalizada das Passkeys, impulsionada por gigantes como a Microsoft, que as elevou a padrão de autenticação no Entra ID a partir de julho e acelera a transição em setembro, ou a Bitwarden, que em março implementou o login por Passkey no Windows 11, demonstra a direção do mercado.
Continuar a investir em Passkeys significa não apenas fortalecer a segurança das aplicações, mas também aprimorar a experiência do desenvolvedor e do usuário. Entender seus mecanismos e limitações reais é fundamental para construir sistemas mais robustos e resilientes, à medida que a indústria avança para um futuro sem senhas tradicionais.
Linha do tempo
Bitwarden implementa login por Passkey no Windows 11
Microsoft Entra ID adota Passkeys como padrão de autenticação
Microsoft acelera transição para autenticação sem senha no Entra ID
Debate sobre segurança de Passkeys e atestação WebAuthn ganha novos contornos
Perguntas frequentes
O que é a atestação WebAuthn?
A atestação WebAuthn é um recurso que permite a um site verificar a autenticidade de um autenticador. Ela informa apenas o fabricante e o modelo do dispositivo usado para criar ou usar uma Passkey, através de um identificador (AAGUID).
As Passkeys mais comuns usam atestação?
Não. A maioria das Passkeys utilizadas por usuários comuns, como as sincronizadas em gerenciadores de senhas como iCloud Keychain ou Google Password Manager, não fornece declarações de atestação aos sites. Os sites geralmente não pedem isso.
Qual a principal vantagem das Passkeys sobre o TOTP?
A principal vantagem das Passkeys é sua forte resistência a ataques de phishing. Diferentemente do TOTP, que pode ser digitado em um site falso, as Passkeys são vinculadas criptograficamente ao domínio do site, impedindo seu uso em páginas fraudulentas.
As Passkeys resolvem todos os problemas de segurança?
Passkeys são excelentes contra phishing, mas não resolvem todos os desafios de segurança de uma aplicação. Vulnerabilidades como XSS (Cross-Site Scripting) e CSRF (Cross-Site Request Forgery) ainda precisam ser mitigadas por desenvolvedores para garantir a segurança completa da sessão.
Fontes
- scotthelme.co.ukfonte original
- Categoria
- CEVIU Web Dev
- Publicado
- 15 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Web Dev

