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Agente de IA da Funnel executou a mesma query SQL bem-sucedida 254 vezes

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A Funnel testa modelos de linguagem na Reef, sua plataforma interna de agentes de dados. A Reef trabalha com três camadas de conhecimento: um modelo de mundo da empresa representado como grafo, dados operacionais estruturados (métricas financeiras, de SaaS e de CRM) e conversas com clientes, das quais saem afirmações estruturadas. É um ambiente complexo para um agente navegar.

O teste foi um A/B randomizado entre o GLM-5.2, modelo de pesos abertos, e o Claude Opus 4.8. Cada tarefa nova ganhava um modelo, mantido nas interações seguintes, inclusive em investigações mais profundas e nas explorations (dashboards interativos). O GLM levou 7,8 segundos por chamada de modelo, contra 18,1 do Opus. Só que fez 66% mais chamadas de ferramenta (19 contra 11, em média) e terminou as tarefas 14% mais devagar.

O caso extremo: em duas execuções, o GLM repetiu a mesma query SQL bem-sucedida 113 e 254 vezes. Numa delas, a ferramenta só expunha um preview de 20 linhas, e o modelo não percebeu o limite. Kimi K2.6 e Qwen3.8 27B mostraram tendências parecidas, com o Qwen duas vezes mais agressivo no uso de ferramentas que o GLM. A Funnel também achou instruções salvas apontando para tabelas e campos do Athena que não existiam, contratos de ferramenta ambíguos e falta de proteção contra chamadas repetidas. O Opus contornou boa parte disso, mas os problemas estavam lá.

O que mudou

O episódio conversa com a cobertura anterior, mas é de outro caso. Em 7 de outubro de 2026, o CEVIU noticiou "Desafios na Avaliação de Agentes Autônomos: Quando o Banco de Dados Contradiz o Agente", sobre a distância entre o que o agente diz e o estado real dos dados. Em 7 de setembro de 2026, "Desafios e Estratégias na Análise de Dados com IA Agentiva: Do Texto Livre ao SQL Governamental" tratou de agentes que geram SQL com metadados inconsistentes. O caso da Funnel mostra o mesmo tipo de falha, com instruções que citavam tabelas inexistentes e chamadas que davam sucesso sem produzir progresso.

Por que isso importa

Para quem integra modelos de pesos abertos em plataformas agentic, a leitura é direta: latência por chamada engana. O que conta é o tempo da tarefa inteira. Trocar o endpoint pode expor premissas de arquitetura que o modelo anterior escondia. Contratos de ferramenta explícitos, detecção de chamadas equivalentes repetidas, orçamento de execução e validação das instruções contra o schema real viram parte do trabalho, não opcional.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia estratégias para agentes que geram SQL com metadados inconsistentes.

  2. CEVIU noticia inconsistências entre a autodeclaração de agentes e o estado real dos bancos de dados.

  3. Funnel relata agente executando a mesma query SQL 254 vezes no teste A/B entre GLM-5.2 e Claude Opus 4.8.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com o agente da Funnel?

Em duas execuções, o GLM-5.2 repetiu a mesma query SQL bem-sucedida 113 e 254 vezes. Num dos casos, a ferramenta só devolvia um preview de 20 linhas, e o modelo não reconheceu o limite. Cada chamada deu certo, mas o agente não avançava.

O GLM foi mais rápido ou mais lento que o Claude Opus 4.8?

Por chamada de modelo, foi mais rápido: 7,8 segundos contra 18,1. Na tarefa completa, foi 14% mais lento, porque fez em média 19 chamadas de ferramenta contra 11 do Opus.

A culpa foi só do modelo?

Não, segundo a Funnel. Havia instruções salvas com tabelas e campos do Athena inexistentes, contratos de ferramenta ambíguos e ausência de proteção contra chamadas repetidas. O Opus lidou melhor com esses problemas, mas eles continuavam existindo.

O que a Funnel recomenda para quem integra modelos de pesos abertos?

Três coisas: tornar explícitos os contratos das ferramentas (preview versus resultado completo, paginação, o que significa sucesso), limitar o comportamento do agente (detectar chamadas repetidas, impor orçamentos, validar instruções contra schemas reais) e avaliar o sistema inteiro, incluindo correção, latência, custo faturado e cache de entrada.

Fontes

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Categoria
CEVIU Web Dev
Publicado
29 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Web Dev

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