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Como a Cloudflare reduziu pela metade o atraso nos builds de DNS e cortou o uso de memória em 85%

Cloudflare reduz pela metade o atraso nos builds de DNS e corta o uso de memória em 85%

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

O ponto de partida é o Zone Builder, que converte o estado do banco em chaves que os servidores DNS autoritativos da Cloudflare entendem e grava só o que mudou no Quicksilver, o key-value store distribuído da empresa. Em 2022, ele recebia cerca de 250 alterações de registro por segundo. Hoje recebe cerca de 700, mais uns 100 eventos de outro tipo, como mudanças de configuração de zona. Algumas zonas já passam de 20 milhões de registros, e a expectativa é chegar a centenas de milhões.

O problema era o tipo de trabalho. Um build completo lê, codifica e compara todos os registros, e mantém a zona inteira em memória. O planner agora escolhe entre cinco tipos de build: só recursos (nomes específicos), recursos e metadados, apex e metadados, purge e zona completa. A regra é que toda chave escrita por um build direcionado seja idêntica, byte a byte, à de um build completo. Sem prova disso, vai de zona completa. Acima de um limite fixo de registros, porém, o Zone Builder nunca escala para build completo, porque ele não terminaria e travaria a partição Kafka. O scheduler unificado funde eventos da mesma zona, preserva as mensagens Kafka pendentes e usa soft commit, então prefere repetir trabalho a perder uma alteração. Testes de equivalência comparam builds completos e direcionados para nameserver, wildcard e apex.

O que mudou

Em 2022, segundo o próprio texto, os builds por registro já eram em média 150 vezes mais rápidos que os completos, e o passo seguinte óbvio era fazer o mesmo para configurações de zona. É isso que chegou agora. Em 2 de novembro de 2026, o CEVIU noticiou "Cloudflare reduz à metade o atraso de build de DNS e corta em 85% o uso de memória", sobre o mesmo anúncio, com os mesmos números de eventos por segundo.

Por que isso importa

Para quem opera sistemas com grande volume de dados derivados, a lição é de design: reconstruir tudo é simples e seguro, mas deixa de escalar. Segundo o texto, a troca só foi viável porque a Cloudflare investiu em provar equivalência e manteve o build completo como fallback. Quem pensa em atualizações incrementais deve ler isso como um aviso de que a maior parte do esforço está na verificação, não na otimização.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia a redução pela metade do atraso de build de DNS e o corte de 85% no uso de memória.

  2. Cloudflare detalha o planner de builds direcionados e o scheduler unificado do Zone Builder.

Perguntas frequentes

O que é o Zone Builder da Cloudflare?

É o componente que lê os dados de uma zona DNS no banco, converte em chaves usadas pelos servidores autoritativos e grava as diferenças no Quicksilver. O Quicksilver propaga essas mudanças pela rede da Cloudflare.

O que o planner decide?

Ele escolhe o menor build que consegue provar ser seguro entre cinco tipos: recursos, recursos e metadados, apex e metadados, purge e zona completa. Se há incerteza, como um evento só com timestamp, ele faz um build completo.

Quanto a mudança melhorou o desempenho?

O pico de memória caiu 85%. Com a folga, a Cloudflare reduziu esperas de resiliência e o tempo entre uma alteração de DNS e a gravação no Quicksilver caiu pela metade.

Isso arrisca perder alterações de clientes?

A Cloudflare diz que não. O scheduler usa soft commit: o Kafka só avança quando todas as mensagens anteriores terminam. Em caso de reinício, as mensagens são reprocessadas, e a empresa prefere repetir trabalho a perder uma mudança.

Fontes

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Categoria
CEVIU Web Dev
Publicado
03 de novembro de 2026
Editoria
CEVIU Web Dev

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