Oracle Cloud ajusta disponibilidade de recursos Always Free
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Aprofundamento
A Oracle reduziu, em 14 de junho de 2026, um dia antes da atualização oficial, os limites de computação Arm no Always Free do OCI: de 3.000 horas de OCPU e 18.000 GB-hora/mês para 1.500 horas de OCPU e 9.000 GB-hora/mês. Isso equivale a cortar pela metade a capacidade disponível para instâncias VM.Standard.A1.Flex, passando de até 4 OCPUs/24 GB para 2 OCPUs/12 GB. A mudança atinge tanto contas gratuitas quanto Pay As You Go, e não foi comunicada por blog, changelog ou aviso no console. Para arquitetos de nuvem, isso significa que ambientes de POC com múltiplos microserviços em Arm agora exigem reavaliação de alocação de recursos, especialmente se usam mais de um OCPU por instância ou boot volumes acima de 50 GB. O risco operacional aumentou: uma instância ociosa por 7 dias (CPU <20%, rede <20%, memória <20%) pode ser desligada sem aviso.
O impacto financeiro é silencioso mas real. Contas PAG que já estavam próximas dos limites anteriores começaram a gerar cobranças inesperadas a partir de 14/06, não por novos serviços, mas porque o mesmo workload agora excede os novos tetos. Em termos de governança, a mudança reforça uma prática crítica: monitorar não só uso ativo, mas também *capacidade contratual residual* em tempo real, via APIs de quota e usage reports. Ignorar isso pode levar a interrupções em ambientes de teste produtivos ou até em aplicações internas hospedadas no Always Free como solução de custo zero.
Por que isso importa
Para equipes de TI corporativa, essa redução não é só técnica, é estratégica. O Always Free do OCI era usado como 'sandbox seguro' para validação de arquiteturas serverless, testes de migração de bancos Oracle para Autonomous AI Database e prototipagem de integrações com Vault e Resource Manager. Com menos poder de processamento Arm, cenários que dependiam de múltiplas instâncias simultâneas (ex: CI/CD leve com build agents em A1) precisam ser reestruturados, ou migrados para AMD Micro (mais limitado em memória) ou para infraestrutura paga. Além disso, a ausência de backups manuais ou restauração em bancos Always Free torna esses ambientes inadequados para qualquer dado crítico, mesmo em fase de teste. A lição: o Always Free deixou de ser apenas um 'cartão de visita' da Oracle e virou um componente com SLA implícito de sustentabilidade, e sua gestão exige disciplina orçamentária desde o primeiro provisionamento.
Perguntas frequentes
Minha instância A1 parou de funcionar após 15/06. Foi por causa dessa mudança?
Possivelmente sim. Se ela ficou ociosa por 7 dias consecutivos com baixa utilização (<20% em CPU, rede e memória), a Oracle pode tê-la desligado. Mas também pode ter sido por exceder os novos limites de 1.500 horas de OCPU/mês, verifique seu usage report no Console, na aba 'Governance & Administration > Usage Reports'.
Posso recuperar uma instância A1 que sumiu do console?
Não, se foi reivindicada por inatividade. Instâncias Always Free não têm backup automático nem snapshot padrão. Você precisa recriá-la manualmente, e confirmar se ainda há capacidade disponível na availability domain escolhida, pois há relatos recorrentes de 'out of capacity' em regiões como Frankfurt e Tóquio.
Vale migrar para uma conta Pay As You Go só para evitar surpresas?
Só se você usa o ambiente para trabalho contínuo. Contas PAG têm acesso prioritário a hardware Arm e maior previsibilidade de quota, mas exigem gestão ativa de limites de serviço. Para POCs esporádicos, ajustar a arquitetura (ex: usar uma única instância A1 com 2 OCPUs em vez de duas com 1 OCPU cada) é mais eficiente que pagar por uma conta completa.
O que muda no armazenamento e rede com essa atualização?
Nada diretamente: os 200 GB de Block Volume, 20 GB de Object Storage e o Flexible Load Balancer de 10 Mbps seguem inalterados. Mas atenção: se você redimensionar uma instância A1 para usar mais OCPUs após a redução, o volume de armazenamento associado pode consumir mais cota, e forçar o uso de recursos pagos, mesmo que o volume esteja dentro dos 200 GB.
Fontes
- docs.oracle.comfonte original
- Categoria
- CEVIU TI
- Publicado
- 15 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU TI
