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Como morar no primeiro andar enquanto constrói o segundo
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Construa a transformação financeira com IA em etapas, e já more no primeiro andar

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Aprofundamento

A adoção de IA na transformação financeira das empresas não é um processo linear, e a perspectiva de construir um "segundo andar" enquanto se "mora no primeiro" ressalta a complexidade e a necessidade de uma abordagem faseada e estratégica. Historicamente, transformações financeiras eram vistas como projetos isolados, focados em melhorias pontuais, como a atualização de um ERP ou o refinamento de relatórios. Com a IA, o cenário muda radicalmente: estamos falando de uma reforma estrutural que exige uma redefinição dos modelos operacionais.

Isso significa que a IA não é apenas uma ferramenta tecnológica, mas um catalisador para uma reengenharia completa das finanças corporativas. A capacidade de redesenhar processos, arquiteturas tecnológicas e a própria base de dados, utilizando IA como motor, oferece uma oportunidade inédita de criar modelos operacionais fundamentalmente diferentes dos que existiam há poucos anos. A questão deixa de ser "como implementar IA" e passa a ser "como reconfigurar a empresa com a IA no centro", um desafio que exige uma visão de arquitetura e uma execução incremental que entregue valor contínuo, não apenas no final do projeto.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU mostrava um foco na dificuldade em escalar pilotos de IA para adoção em toda a empresa, e na importância de CFOs e CIOs trabalharem juntos. A novidade é um roteiro mais detalhado e pragmático para essa colaboração. Antes, a conversa era sobre a necessidade de um "Quad Estratégico" entre CFO, CHRO e CEO para alinhar a IA à operação (CEVIU, 26 mar. 2026). Agora, o artigo atual aprofunda essa colaboração, enfatizando a figura do "arquiteto" da transformação. Esse papel, antes implícito, ganha destaque como o responsável por conectar visão de negócio, dados, processos e tecnologia, garantindo que o retorno sobre investimento (ROI) venha desde as primeiras fases do projeto. Enquanto 83% dos CFOs já planejavam aumentar gastos com IA, a discussão agora evolui para como esses investimentos entregam ROI continuamente, em vez de exigir uma espera de anos.

Por que isso importa

Para líderes de TI e executivos, entender essa abordagem incremental da transformação financeira com IA é crucial. Não se trata de uma aposta de alto risco com retorno distante, mas de uma sequência de vitórias que se acumulam, gerando valor a cada fase. Essa estratégia mitiga riscos, mantém o engajamento das partes interessadas e garante que cada investimento em IA seja validado por resultados tangíveis. Em um ambiente onde a incerteza orçamentária e a fadiga das partes interessadas são reais, a capacidade de gerar ROI contínuo desde as primeiras etapas é o que sustenta o momentum da transformação. Isso reforça a importância de um design arquitetônico sólido que permita expandir capacidades gradualmente, sem comprometer a estrutura ou a capacidade de inovar no futuro.

Linha do tempo

  1. CEVIU aponta que há uma janela curta para empresas se tornarem IA-native e se destacarem.

  2. CEVIU discute a lacuna de execução da IA e a necessidade de um 'Quad Estratégico' para o ROI.

  3. Relatório do Silicon Valley Bank ressalta que 51% dos CFOs de empresas VCs já veem ROI da IA.

  4. CEVIU informa que CFOs aumentam gastos com IA, mas ainda há abismo entre pilotos e adoção em escala.

  5. Gartner alerta CFOs para verem IA como questão de modelo operacional, não só orçamento piloto.

  6. CEVIU destaca a base de benchmarks para a transformação do mercado financeiro pela IA.

  7. Notícia atual foca na abordagem faseada para a transformação financeira com IA, buscando ROI rápido e contínuo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre a abordagem de "renovação" e a de "reconstrução" na transformação financeira com IA?

A "renovação" é como um projeto focado em melhorias pontuais, como atualização de sistemas existentes. A "reconstrução", impulsionada pela IA, permite redesenhar os modelos operacionais do zero, repensando dados, processos e arquitetura tecnológica paraCapabilities que não existiam antes.

Por que a IA conseguiu aproximar CFOs e CIOs de forma mais eficaz do que outras ondas de transformação?

A IA, ao exigir uma reestruturação fundamental dos processos e dados financeiros, tornou a colaboração entre Finanças e TI indispensável. Não é um problema isolado de uma área, mas um desafio que exige alinhamento entre diversas partes interessadas desde o início.

Qual o principal benefício de focar em ROI rápido e incremental na implementação de IA financeira?

Focar em ROI rápido e incremental, validado a cada fase, garante que o programa mantenha o apoio das partes interessadas e o financiamento contínuo. Isso contrasta com projetos longos que só prometem retorno no final, aumentando o risco de corte orçamentário e perda de engajamento.

O que fazer para evitar que os projetos de IA fiquem presos na fase de piloto?

Para evitar que projetos de IA fiquem presos em pilotos, é preciso adotar uma arquitetura de transformação que conecte os projetos à estratégia de negócios de longo prazo. A entrega de valor contínuo e a comunicação clara dos resultados fortalecem a confiança e o investimento nas fases seguintes. [cionews.com](https://www.cionews.com/post/how-to-talk-to-cfo-about-ai)

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
01 de julho de 2026
Editoria
CEVIU TI

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