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Como a Ace Hardware modernizou a gestão de TI com o Jira Service Management

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A Ace Hardware não só trocou e-mails por um sistema de ITSM, mas construiu uma camada operacional unificada para sua infraestrutura distribuída: 5.200 lojas, centenas de sistemas legados e equipes técnicas espalhadas exigiam visibilidade em tempo real, não apenas de incidentes, mas de dependências entre serviços. A integração com SolarWinds, IBM Workload Automation e Azure DevOps transformou o Jira Service Management em um centro de orquestração, não só de chamados, mas de lançamentos, aprovações e correções automáticas. O CMDB alimentado pelo Intune, por exemplo, não é um repositório estático: ele mapeia relações entre dispositivos, aplicações e servidores, permitindo simular impactos antes de qualquer mudança, uma prática que antecipa o modelo de infraestrutura autônoma discutido no artigo de 3 de junho.

O timing da adoção também é estratégico: o JSM agora opera com agentes de IA nativos (Rovo), conectores multi-cloud lançados em janeiro de 2026 e Conditional Branching para fluxos complexos. Isso coloca a Ace Hardware dentro de uma onda que vai além da automação de tickets, é a convergência entre ITSM, observabilidade e governança de nuvem, alinhada ao que o Slack fez com sua arquitetura multi-cloud e à Netflix com seu mapa de topologia em tempo real.

O que mudou

Antes, a Ace Hardware gerenciava TI via e-mail: sem rastreamento estruturado, sem histórico de resolução, sem integração com ativos ou sistemas de segurança. Agora, o JSM é o ponto único de controle para incidentes, mudanças e ativos, com dados fluindo diretamente do Intune (hardware), do Azure DevOps (lançamentos) e do Salesforce (atendimento). Isso representa uma mudança de postura: de reativa (esperar falhas acontecerem) para proativa (simular impactos, automatizar correções, prever gargalos). É a mesma evolução descrita no artigo de 1º de junho sobre infraestrutura autônoma, só que agora com implementação concreta, não teórica.

Por que isso importa

Para líderes de TI, essa migração não é sobre substituir um software por outro. É sobre reduzir o custo oculto da fragmentação: 50, 60 linhas de processo otimizadas não são só eficiência, são menos pontos de falha em auditorias de compliance e menos risco de erro humano em aprovações críticas. A economia de 25 minutos por solicitação no portal JSM se traduz em milhares de horas recuperadas anualmente, tempo que pode ser redirecionado para inovação, não para triagem. E, num mercado onde 66% das empresas já usam service desks com IA, ficar fora dessa curva significa perder competitividade na atração de talentos e na velocidade de resposta a ameaças como ransomware, justamente o tipo de risco que um EDR moderno (como descrito em 3 de junho) precisa coordenar com o ITSM para conter em segundos, não em horas.

Linha do tempo

  1. Publicação do artigo 'Da Operação Reativa à Infraestrutura Autônoma', destacando a necessidade de sistemas auto-orquestrados

  2. Publicação do artigo sobre o mapa de topologia de serviços da Netflix, enfatizando visibilidade em tempo real de dependências

  3. Ace Hardware implementa Jira Service Management como camada unificada de ITSM, com CMDB dinâmico e integração multi-sistema

Perguntas frequentes

Qual é o ROI real da migração para o Jira Service Management?

Estudos indicam ROI médio de 275% em três anos. Na prática, a Ace Hardware reduziu em 25 minutos o tempo médio de solicitação de serviço para usuários finais e otimizou entre 50 e 60 linhas de processo operacional, o que se traduz em economia direta de horas de trabalho e menor risco de erros manuais.

Como o Jira Service Management se diferencia de ferramentas como ServiceNow nesse cenário?

O JSM prioriza integração nativa com stacks de desenvolvimento (Azure DevOps, GitHub) e automação orientada a desenvolvedores, enquanto o ServiceNow tem foco mais forte em processos corporativos maduros (ITIL completo, HR, finanças). A Ace Hardware escolheu o JSM por sua flexibilidade em ambientes híbridos e pela capacidade de orquestrar lançamentos, não só gerenciar incidentes.

A IA no Jira Service Management já está sendo usada na Ace Hardware?

Sim, embora não detalhado publicamente, a plataforma adotada inclui agentes virtuais Rovo que operam em Slack e Teams, além de recursos de sugestão de base de conhecimento e análise de incidentes. Essa IA está integrada à arquitetura, não é um módulo isolado, o que permite, por exemplo, vincular automaticamente um ticket de 'lentidão no sistema' a um alerta do SolarWinds e a um commit recente no Azure DevOps.

Por que integrar o JSM com o Intune e o SolarWinds foi decisivo?

Essa integração alimenta um CMDB dinâmico: dados de localização, versão e status de correção de cada dispositivo entram diretamente no JSM. Isso permite identificar, em segundos, quais lojas estão afetadas por uma falha específica, e quais sistemas dependem delas. É exatamente o tipo de visibilidade em tempo real que a Netflix buscou com seu mapa de topologia, mas aplicado à gestão de ativos físicos e operacionais.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
06 de junho de 2026
Editoria
CEVIU TI

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