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Casa Branca autoriza empresas a realizar 'hack-backs' contra grupos de cibercrime estrangeiros
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EUA autorizam empresas a contra-atacar grupos de cibercrime estrangeiros

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Aprofundamento

A mais recente manobra da Casa Branca, concretizada em 12 de agosto com a assinatura de um memorando presidencial, autoriza empresas privadas a conduzir vigilância e operações ofensivas no ciberespaço contra grupos criminosos estrangeiros. Esse programa permite desmantelar infraestruturas digitais de adversários, um passo significativo na guerra cibernética dos EUA. Duas categorias de atuação são liberadas: as Operações de Vigilância Cibernética, focadas na coleta de inteligência, e as Operações de Efeitos Cibernéticos, que permitem a interrupção ou destruição de sistemas e dados.

A iniciativa, que exige aprovação federal do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna para cada operação, mira principalmente organizações de cibercrime, como as quadrilhas de ransomware que operam com tolerância estatal, um problema recorrente no cenário global. A cobertura do CEVIU de 11 de julho de 2026, sobre o ransomware 'GodDamn' do grupo Hyadina, ilustra bem o tipo de ameaça que o programa visa combater. As empresas participantes também precisam de um depósito caução de US$ 1 milhão, um sinal da seriedade e do risco envolvidos.

O que mudou

O que se vê agora é uma evolução clara de postura. Em março de 2026, a Casa Branca, por meio de Thomas Lind, então conselheiro sênior, afirmou que não havia planos para autorizar operações ofensivas privadas, usando a frase “não estamos interessados em combater piratas com piratas”. Esse posicionamento mudou drasticamente.

A notícia de 14 de agosto de 2026 no CEVIU já adiantava os planos dos EUA para autorizar empresas de segurança privada. Agora, o que era um planejamento ou rumor tornou-se realidade com a assinatura do memorando. A administração Trump formaliza a delegação de parte da defesa cibernética a agentes privados sob estrita supervisão, marcando uma virada na estratégia nacional.

Por que isso importa

Essa autorização é um marco estratégico. Ela transfere parte da responsabilidade da guerra cibernética para o setor privado, trazendo implicações complexas para governança e arquitetura de sistemas. Para as empresas, abre-se um novo e arriscado campo de atuação, potencialmente com grandes custos operacionais e desafios de compliance, como a exigência de um depósito de US$ 1 milhão. A medida levanta discussões sobre a segurança da informação, a soberania digital e a ética nas operações ofensivas, além de questionar o status legal de operadores em território estrangeiro.

A mudança de estratégia se alinha com o que o CEVIU já cobria em 11 de março de 2026, quando a "Estratégia Cibernética da Casa Branca Prioriza Ofensiva". Este programa solidifica a abordagem proativa dos EUA, buscando desestabilizar os adversários antes que ataquem. A iniciativa também complementa esforços mais amplos de proteção de infraestruturas críticas, como a "Infraestrutura Crítica Ganha Nova Coalizão de Cibersegurança" de 13 de maio de 2026 e a iniciativa "Gold Eagle" de 16 de julho de 2026, embora com um foco mais direto no contra-ataque a criminosos, e não a atores estatais diretos como os mencionados no ataque do Irã em 9 de abril de 2026.

Linha do tempo

  1. CEVIU reporta que a Estratégia Cibernética da Casa Branca prioriza ofensiva

  2. CEVIU reporta ataques do Irã a infraestruturas críticas dos EUA

  3. Lançamento da Alliance for Critical Infrastructure, focada na cibersegurança dos EUA

  4. CEVIU detalha o ransomware 'GodDamn' do grupo Hyadina atacando empresas nos EUA

  5. Casa Branca lança a iniciativa 'Gold Eagle' para fortalecer a segurança de infraestruturas críticas com IA

  6. Presidente dos EUA assina memorando autorizando empresas privadas a conduzir ofensivas cibernéticas

  7. CEVIU noticia o plano dos EUA de autorizar empresas de segurança privada em ataques cibernéticos ofensivos

  8. EUA autorizam empresas a contra-atacar grupos de cibercrime estrangeiros

Perguntas frequentes

O que o novo programa dos EUA permite às empresas privadas?

O programa permite que empresas privadas, após aprovação federal, realizem vigilância e operações ofensivas cibernéticas contra grupos criminosos estrangeiros. O objetivo principal é desmantelar suas infraestruturas digitais.

Quais são os tipos de operações cibernéticas autorizadas?

As operações são divididas em duas categorias: Operações de Vigilância Cibernética, para coletar inteligência de sistemas estrangeiros, e Operações de Efeitos Cibernéticos, que visam a interrupção ou destruição de sistemas e dados dos alvos.

Quem são os principais alvos dessas operações?

Os alvos são grupos de cibercrime estrangeiros, como quadrilhas de ransomware que, embora não formalmente controladas por governos, operam com sua tolerância. A autorização exige que não sejam grupos estatais ou que causem perda de vidas.

Quais são os requisitos para as empresas participarem do programa?

As empresas devem postar um depósito caução de US$ 1 milhão, que será perdido caso as regras do programa sejam violadas. Além disso, cada operação individual requer autorização escrita do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna.

Fontes

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Categoria
CEVIU TI
Publicado
17 de agosto de 2026
Editoria
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