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Netflix, Disney e Tubi apostam em criadores e podcasts, e o YouTube reforça recursos para brand deals

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A matéria da The Hollywood Reporter parte do evento Made on YouTube, em 23 de setembro, em Nova York, para mostrar uma disputa por criadores de primeira linha. Netflix, Disney+ e Tubi fecham acordos que vão de programação original a lançamentos simultâneos com o YouTube. Segundo o analista Rich Greenfield, da LightShed, a Netflix teria comprometido mais de US$ 1 bilhão em criadores e podcasts nos próximos três anos, fatia pequena do orçamento anual de conteúdo de US$ 20 bilhões.

O YouTube reage com incentivos e ameaças. Do lado dos incentivos, ampliou os recursos para brand deals, que alguns criadores usam para bancar conteúdo, já que a plataforma não licencia vídeos como a Netflix faz. Do lado das ameaças, criadores que migrarem a lealdade podem perder espaço no palco do Brandcast, apoio a campanhas do Emmy e até elegibilidade ao YouTube Select. Para o marketing, o ponto central é a publicidade: Wescott, da Home Game Studios, diz que 90% da receita do setor vem de endossos de marca e marketing de influência.

O que mudou

A disputa vem sendo acompanhada. Em 20 de agosto de 2026, o CEVIU noticiou "YouTube contra-ataca: Gigante de vídeo oferece milhões para reter criadores e barrar Netflix", e em 24 de agosto de 2026, "YouTube investe pesado em exclusividade e 'pune' criadores infiéis na guerra do conteúdo". Agora a reportagem detalha as táticas: acesso ao Brandcast, apoio ao Emmy e a dúvida sobre o YouTube Select. Em 25 de março de 2026, o CEVIU já havia registrado, em "YouTube transforma BrandConnect em plataforma de parcerias para criadores", a reestruturação da plataforma de marketing de criadores, que ganhou o nome YouTube Creator Partnerships. Em 20 de março de 2026, a matéria "Tubi une forças com TikTokers populares para criar conteúdo de streaming original" mostrou a Tubi já no jogo.

Por que isso importa

Para quem compra mídia com criadores, esta leitura sugere um mercado mais competitivo: os mesmos nomes podem aparecer em streamers com ambiente curado, o que muda a negociação com o YouTube. Para quem planeja campanhas, vale acompanhar se brand deals ficarão mais baratos ou mais atrativos para manter criadores na plataforma. Para criadores e agências, distribuição em mais de um lugar tende a virar parte da estratégia.

Linha do tempo

  1. Tubi lança a Creatorverse Incubator com o TikTok para criadores desenvolverem séries originais.

  2. YouTube rebatiza o BrandConnect como YouTube Creator Partnerships.

  3. Upfronts 2026 colocam creators no centro da programação e da publicidade.

  4. CEVIU noticia o YouTube oferecendo milhões para reter criadores diante da Netflix.

  5. CEVIU noticia a estratégia do YouTube de exclusividade e penalização de criadores infiéis.

  6. Netflix, Disney e Tubi apostam em criadores e podcasts, e o YouTube reforça recursos para brand deals.

Perguntas frequentes

Quais streamers estão disputando criadores com o YouTube?

Netflix, Disney+ e Tubi são os principais citados. Eles fecham acordos por programação original, conteúdo de biblioteca e, em alguns casos, lançamentos simultâneos com o YouTube. A Netflix começou com conteúdo infantil, como CoComelon e Ms. Rachel.

Como o YouTube está reagindo?

Ampliou os recursos para brand deals e usa incentivos e pressão. Criadores que migrarem a lealdade podem perder espaço no Brandcast, apoio a campanhas do Emmy e até a elegibilidade ao YouTube Select.

Por que brand deals importam nessa disputa?

O YouTube não paga licenciamento como a Netflix, então muitos criadores usam acordos com marcas para financiar conteúdo. Segundo Wescott, 90% da receita do setor vem de endossos e marketing de influência. Para o YouTube, os 20 a 50 maiores criadores pesam muito nos compromissos de grandes anunciantes, segundo Greenfield.

Os criadores vão abandonar o YouTube?

Segundo a reportagem, nenhum dos ouvidos pretende sair por completo. Eles podem fechar acordos para desenvolver ideias originais em outras plataformas, mas o YouTube segue sendo onde está a audiência e o controle direto sobre o canal.

Fontes

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Categoria
CEVIU Marketing
Publicado
22 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Marketing

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