Liked Best/Next Time: o framework leve que transforma o onboarding em aprendizado contínuo
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O Liked Best/Next Time não é só mais um ritual de onboarding, é uma tradução prática do ciclo de aprendizado contínuo que já orienta o desenvolvimento de software no CEVIU. Enquanto os artigos de 1º e 3 de junho destacam que construir software exige iterar com base em evidência real, não em suposições prévias, esse framework leva a mesma lógica para dentro da gestão de pessoas: troca de hipóteses por experimentos, feedback explícito por suposição de alinhamento, e adaptação contínua por mera formalidade burocrática. Ele funciona como um 'sprint de integração', onde cada check-in semanal é uma retrospectiva microscópica, e cada reunião mensal, uma revisão de métricas de engajamento e autonomia, não de desempenho avaliativo.
A escolha de focar nos primeiros 90 dias também é estratégica: é o período em que o novo líder ainda tem margem para questionar processos sem ser visto como desafiador, e em que o time ainda está aberto a ajustes estruturais, janela estreita que muitas empresas deixam passar ao priorizar produtividade imediata em vez de capacidade de adaptação sistêmica.
O que mudou
Antes, a cobertura CEVIU tratava o aprendizado contínuo como princípio abstrato, algo que 'deve acontecer' no desenvolvimento (6/6) ou na seleção (1/6). Agora, há um framework operacionalizado, com ritmo definido (check-ins semanais + reuniões mensais), escopo claro (entrega de entregáveis concretos no onboarding de delivery leads) e responsabilidade atribuída (não é autoavaliação solitária, mas diálogo estruturado entre novo líder e seu gestor direto). O que era teoria virou rotina com horário marcado e artefato esperado.
Por que isso importa
Para product managers, isso muda a forma como se pensa em 'time health' como KPI: não basta medir velocidade de entrega ou churn de features, é preciso saber se o time sabe reconhecer o que está funcionando *agora*, e o que merece ajuste *na próxima iteração*. Um onboarding que ensina essa mentalidade desde o dia 1 cria líderes que enxergam processos como experimentos, não como dogmas. E isso impacta diretamente a capacidade de validar hipóteses de produto com agilidade, porque a cultura de aprender rápido já está embutida nas práticas de gestão, não só nas de engenharia.
Linha do tempo
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Perguntas frequentes
O Liked Best/Next Time substitui avaliações de desempenho?
Não. É complementar. Ele foca em aprendizado situacional e ajustes comportamentais no curto prazo, enquanto avaliações formais lidam com competências, metas de médio prazo e decisões de carreira. A ideia é evitar que a primeira avaliação formal seja a primeira conversa sincera sobre o que está funcionando.
Esse framework funciona fora de equipes de engenharia?
Sim, já foi adaptado para PMs, designers e até squads de growth. O que muda é o foco dos itens discutidos: para PMs, por exemplo, 'Liked Best' pode ser uma validação de hipótese com usuários reais; 'Next Time' pode ser testar um novo formato de brief antes de lançar um roadmap.
Como garantir que os 'Next Time' não virem uma lista de tarefas pendentes?
A Atomic Object limita a um item por ciclo, o mais crítico para a autonomia do novo líder nos próximos 7, 14 dias. Se houver mais de um, o time prioriza coletivamente qual gera maior impacto no fluxo de trabalho, não no volume de trabalho.
Precisa de ferramenta específica para rodar?
Não. Funciona com papel, planilha compartilhada ou até em quadros físicos. O valor está na disciplina do ritmo e na qualidade da escuta, não na sofisticação do artefato. A Atomic Object usa apenas um template simples no Notion, com três campos: Liked, Best, Next Time.
Fontes
- spin.atomicobject.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Gestão de Produtos
- Publicado
- 02 de junho de 2026
- Editoria
- CEVIU Gestão de Produtos
