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Como medir a produtividade no desenvolvimento de software de forma eficaz

goals: como medir a produtividade no desenvolvimento de software de forma eficaz

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O projeto goals, desenvolvido por Itamar Gilad, propõe uma reavaliação radical da forma como medimos produtividade em equipes de software. Em vez de focar em métricas de atividade como commits, tokens gastos ou linhas de código, que só mostram output físico, o modelo centraliza a avaliação em resultados reais: impacto no negócio e na experiência do usuário. O sistema funciona como um framework para equipes multifuncionais definirem metas claras baseadas em problemas a resolver, não em features a entregar. Cada equipe opera com autonomia para testar hipóteses, validar suposições e iterar, mas sempre alinhada a KPIs de outcome, como aumento de retenção, redução de churn ou melhoria na taxa de conversão.

Esse abordagem é especialmente relevante no contexto atual de adoção massiva da IA em desenvolvimento. Com ferramentas que geram código rapidamente, o risco de produção acelerada sem valor real aumenta exponencialmente. O goals atua como um contrapeso: ele obriga as equipes a questionar não apenas se algo foi feito, mas se isso realmente moveu uma métrica estratégica. Funciona como um filtro de priorização, impedindo que time gastem energia em soluções que parecem complexas, mas não resolvem problemas reais. A limitação principal está na cultura organizacional: o modelo exige confiança, transparência e capacidade de lidar com incerteza, algo que muitas empresas ainda não dominam.

Por que isso importa

A adoção do goals vai além de um simples ajuste de métricas. Ele representa uma mudança de paradigma em gestão de produtos. Enquanto os métodos tradicionais tratam equipes como fábricas de entrega, o goals as transforma em unidades de descoberta e validação contínua. Isso é crucial em ambientes onde o custo de erro é alto e o mercado muda rápido. Empresas que seguem esse modelo evitam o desperdício de recursos em funcionalidades desnecessárias, reduzem bloat no produto e criam experiências mais centradas no usuário. Além disso, ao desacoplar métricas de produtividade da pressão de entregas rápidas, o sistema promove maior engajamento interno, pois os desenvolvedores passam a ver seu trabalho como parte de um propósito maior, não apenas como execução de tarefas.

Linha do tempo

  1. Publicação da notícia sobre a necessidade de medir produtividade por resultados, não por atividade, destacando o modelo <strong>goals</strong> de Itamar Gilad

Perguntas frequentes

O que é o projeto goals e como ele difere das métricas tradicionais de desenvolvimento?

O goals é um framework que substitui métricas de atividade por metas de resultado real. Enquanto comuns como commits ou tokens medem apenas o volume de trabalho, goals foca em impacto: aumento de conversão, redução de churn, melhora na experiência do usuário. É um sistema de gestão baseado em outcomes, não output.

Como implementar goals em uma equipe já acostumada com sprints e story points?

Comece por definir metas de negócio claras para cada squad. Use os sprints para testar hipóteses e validar suposições, não para entregar features. Redefina o backlog como uma lista de experimentos, não de tarefas. A métrica principal passa a ser o progresso em direção aos objetivos de outcome, não o número de pontos fechados.

Por que medir dev por tokens gastos é perigoso com a IA?

Tokens são uma medida de uso de IA, não de valor gerado. Um desenvolvedor pode usar milhares de tokens para produzir código inútil. Medir por isso incentiva consumo excessivo, não eficiência. O verdadeiro ganho vem da qualidade da solução, não do volume de texto processado.

O projeto goals serve apenas para startups ou também para grandes empresas?

Funciona em qualquer escala. Grandes empresas enfrentam mais risco de burocracia e entrega de valor fraco. goals ajuda a desbloquear autonomia em equipes, reduzir retrabalho e alinhar esforços com objetivos estratégicos reais, mesmo em organizações complexas.

Fontes

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Categoria
CEVIU Gestão de Produtos
Publicado
26 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Gestão de Produtos

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