Você poderia fazer tudo sozinho, mas um cofundador cobre o que fica de fora
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O argumento de Karri Saarinen parte de uma analogia com o programa Alone, em que dez pessoas sobrevivem isoladas na natureza. Os participantes são capazes, mas o problema aparece na soma: todas as tarefas são suas, todos os dias. Enquanto você busca comida, um animal invade o que já estava estocado. Enquanto junta lenha, a fogueira apaga. Ninguém segura uma frente enquanto você cuida da outra.
No caso de startups, o exemplo mais concreto é a captação. Ela tira a atenção da construção da empresa. Por isso, faz sentido que um fundador, o CEO, cuide de investidores enquanto os outros seguem no produto. Saarinen também lembra que um fundador solo ainda tem time para discutir problemas, e que empresas sem ninguém além de uma pessoa seriam um caso ainda mais difícil. Ele ressalva que achar o parceiro certo é difícil, que uma sociedade ruim pode ser pior que trabalhar sozinho e que ninguém deve entrar como cofundador só por medo de começar.
O que mudou
A cobertura anterior mostra um debate em andamento, não uma evolução de um mesmo fato. Em 4 de setembro de 2026, o CEVIU publicou "Empreender Solo: Uma Alternativa Estratégica para Evitar Conflitos de Cofundadores", citando que conflitos entre cofundadores estariam por trás de 65% das falhas de startups. Em 4 de abril de 2026, em "Elad Gil sobre a Falácia do Cofundador", a ideia de que é preciso ter um cofundador já era questionada. O texto de Saarinen, de 23 de outubro de 2026, responde a esse lado: reconhece o risco de uma sociedade ruim, mas defende que a divisão de frentes e a troca de perspectiva compensam.
Por que isso importa
Para quem decide entre começar só ou acompanhado, a leitura prática é separar capacidade de sustentação. Poder fazer tudo não responde quem mantém o produto andando durante uma rodada de captação. Em 24 de março de 2026, o CEVIU publicou "Como avaliar um cofundador", sugerindo trabalhar com a pessoa em um projeto real antes de fechar sociedade. Combinado com o argumento de Saarinen, isso aponta para um critério: escolha com calma, mas não descarte a parceria só porque você dá conta sozinho.
Linha do tempo
CEVIU publica "Como avaliar um cofundador", sobre testar a parceria em projeto real.
CEVIU publica "Elad Gil sobre a Falácia do Cofundador", questionando a necessidade de um cofundador.
CEVIU publica "Empreender Solo: Uma Alternativa Estratégica para Evitar Conflitos de Cofundadores".
Saarinen defende que um cofundador cobre o que fica de fora, como o produto durante a captação.
Perguntas frequentes
Vale a pena ter um cofundador se eu consigo construir tudo sozinho?
Segundo Saarinen, a capacidade de fazer sozinho não torna a parceria menos valiosa. O problema do fundador solo não é uma tarefa específica, e sim ter todas elas ao mesmo tempo, sem ninguém para segurar uma frente enquanto você cuida de outra.
Como um cofundador ajuda na captação de recursos?
Um fundador, normalmente o CEO, concentra as reuniões e o relacionamento com investidores. Os demais seguem construindo a empresa. Assim o produto não para enquanto a atenção do CEO está na rodada.
Fundador solo e empresa solo são a mesma coisa?
Não, para o autor. O fundador solo ainda tem outras pessoas na empresa com quem trabalhar os problemas. Na empresa solo, sem mais ninguém, a dificuldade seria ainda maior.
Quando é melhor não ter cofundador?
Quando a sociedade é ruim ou nasce do medo de começar sozinho. Saarinen afirma que uma parceria ruim pode ser pior que trabalhar só. O ideal é achar alguém em quem você confie, com quem possa discordar e queira crescer junto.
Fontes
- karrisaarinen.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Empreendedores
- Publicado
- 23 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Empreendedores

