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Criar o agente ou fornecer a infraestrutura: a divisão do mercado de software baseado em agentes

Criar o agente ou fornecer a infraestrutura: a divisão do mercado de software baseado em agentes

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O mercado de software impulsionado por IA está em um ponto de inflexão, com uma distinção clara se formando entre empresas que criam agentes autônomos de ponta a ponta e aquelas que fornecem a infraestrutura essencial para esses agentes operarem. Por um lado, os agentes verticais personalizados, como os voltados para o setor jurídico comHarvey, que buscam ser o principal ponto de interação do usuário, capturam valor inicial significativo ao automatizar tarefas que antes exigiam serviços humanos. Eles apostam que a especialização do domínio justifica uma alternativa aos agentes horizontais genéricos. Por outro lado, a defesa a longo prazo reside nas plataformas de infraestrutura. Essas empresas focam em camadas cruciais como orquestração, memória persistente, gateways LLM e sistemas de confiabilidade. Elas oferecem a base defensável sobre a qual múltiplos agentes podem ser construídos, garantindo funcionalidade e escalabilidade consistentes. A estratégia de 'construir o agente' foca em possuir a interface e a experiência do usuário; já 'potencializar o agente' concentra-se em integrar um serviço especializado a agentes já existentes, oferecendo dados, contexto e capacidades específicas.

O que mudou

A principal mudança observada é uma clara dicotomia no desenvolvimento de software baseado em agentes. Antes, o foco era frequentemente em criar agentes horizontais ou extensões para eles. Agora, a análise de Tanay Jaipuria (CEVIU News, 2026-06-26) aponta para duas estratégias distintas: ou se busca ser o agente principal ('construir o agente'), competindo diretamente com plataformas como Claude Code ou Copilot, ou se foca em 'potencializar o agente', oferecendo funcionalidades especializadas para ser integrado nesses agentes horizontais. Essa evolução reflete um amadurecimento do mercado, onde a diferenciação acontece tanto na criação do agente 'core' para nichos específicos quanto na construção da infraestrutura que torna esses agentes confiáveis e eficientes.

Por que isso importa

Para startups e empresas de tecnologia, entender essa divisão é crucial para definir a estratégia de produto e de mercado. Construir um agente vertical pode gerar receita rápida pela substituição de serviços, mas exige competir com gigantes e superar a barreira de adoção. Já investir na infraestrutura de agentes, como orquestração e memória, cria uma base mais sólida e defensável a longo prazo, com potencial para se tornar um componente essencial para diversos agentes. A capacidade de oferecer tanto um agente de nicho quanto uma solução 'headless' para plataformas horizontais pode ser o caminho para maximizar o alcance, atendendo tanto usuários que residem no próprio produto quanto aqueles que preferem interagir por meio de seus agentes preferidos.

Perguntas frequentes

Quais são as duas principais abordagens no mercado de software de agentes?

As duas abordagens são 'construir o agente', onde uma empresa visa ser o agente principal e a interface primária do usuário para um determinado conjunto de tarefas, e 'potencializar o agente', onde a empresa cria funcionalidades especializadas para serem usadas por agentes já existentes, como Claude Code ou Copilot.

Qual a vantagem de 'construir o agente'?

A vantagem é possuir a interface do usuário, controlar o fluxo de trabalho e capturar mais valor do uso. Isso é especialmente eficaz em nichos muito específicos onde um agente horizontal não atende completamente às necessidades do domínio.

Qual a vantagem de 'potencializar o agente'?

A vantagem é atingir um público mais amplo que já utiliza agentes horizontais, integrando suas capacidades ou dados a essas plataformas. Isso reduz a fricção de adoção e permite que o produto seja consumido onde o cliente já está, usando APIs customizadas ou interfaces 'headless'.

Como as empresas podem adotar ambas as estratégias?

Muitas empresas podem implementar ambas as abordagens. Podem oferecer um agente integrado dentro de sua própria interface para usuários avançados e, ao mesmo tempo, expor uma versão 'headless' ou baseada em APIs para que agentes externos possam consumir seus serviços, expandindo o alcance do produto.

Fontes

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Categoria
CEVIU Empreendedores
Publicado
26 de junho de 2026
Editoria
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