Amar os bebês feios: o valor se constrói quando ninguém liga
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O texto de Carl Cortright parte de uma ideia simples: mesmo as empresas e produtos mais bem-sucedidos passam por longos períodos "feios", em que ninguém se interessa, os fundadores ficam um pouco constrangidos e clientes, investidores e funcionários se afastam. Ele usa o gráfico conhecido da montanha-russa emocional das startups (hype inicial, longa fase de baixa energia e desespero, depois subida gradual) e marca nele onde essa fase fica.
Segundo o autor, a maioria das empresas morre nesse intervalo, mas também é ali que se constrói a maior parte do valor, dos aprendizados e da resiliência. A analogia com paternidade serve para listar erros de fundador: controlar demais, ignorar para onde a empresa caminha, agir por interesse próprio ou negligenciar o negócio para não assumir suas imperfeições. Ele diz que, com a experiência, o empreendedor passa a soltar o controle do resultado, principalmente no começo, e que ele próprio parou de colocar a identidade nas empresas.
O que mudou
Não há evolução de um mesmo produto ou evento aqui, mas a tese conversa com textos anteriores do CEVIU. Em 30 de maio de 2026, o CEVIU publicou "A Falácia da “Defensibilidade” no Empreendedorismo de Startups", que dizia que grandes empresas não começam com um moat perfeito e o constroem aprendendo mais rápido e conquistando confiança. Em 29 de junho de 2026, "E se a sua startup ainda não tiver um moat?" tratava da barreira competitiva que leva anos para ser conquistada. Em 23 de março de 2026, "Algumas Coisas Simplesmente Levam Tempo" afirmava que o valor real exige tempo e não pode ser apressado. O texto de agora adiciona o lado emocional do fundador nesse período.
Por que isso importa
Para quem toca uma startup em fase inicial, a leitura prática é que a falta de atenção externa não é, por si só, sinal de fracasso. O risco real está em decisões do fundador nesse intervalo: forçar o produto a ser o que ele quer, ou abandoná-lo por desconforto. Separar a identidade pessoal do resultado da empresa ajuda a ouvir o mercado com menos ruído.
Linha do tempo
CEVIU publica "Algumas Coisas Simplesmente Levam Tempo", sobre valor que exige tempo.
CEVIU publica "A Falácia da “Defensibilidade” no Empreendedorismo de Startups".
CEVIU publica "E se a sua startup ainda não tiver um moat?".
CEVIU noticia o texto sobre amar os bebês feios e o valor construído quando ninguém liga.
Perguntas frequentes
O que é a fase dos "bebês feios" numa startup?
É o período longo em que ninguém se interessa pela empresa, os fundadores ficam meio constrangidos e clientes, investidores e funcionários se afastam. O autor a situa na parte baixa do gráfico da montanha-russa emocional das startups.
Por que a maioria das empresas morre nessa fase?
O texto afirma que a maioria morre nesse período, mas não detalha causas numéricas. A fase combina pouca atenção externa, baixa energia e desespero, o que torna difícil continuar.
Que erros os fundadores cometem, segundo o autor?
Ele cita controlar demais a empresa, não ouvir para onde ela caminha, agir por interesse próprio e negligenciar o negócio para evitar assumir suas imperfeições. Compara isso a erros de pais.
O que o autor sugere fazer?
Soltar o controle do resultado, principalmente no início, e não pôr a identidade na empresa. A ideia é guiar, apoiar e fazer crescer o que a empresa está destinada a ser, sem forçar o que você quer que ela seja.
Fontes
- blog.carlcortright.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Empreendedores
- Publicado
- 27 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Empreendedores

