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7 erros que founders cometem ao buscar os primeiros negócios

7 erros que founders cometem ao buscar os primeiros negócios

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Aprofundamento

Founders que adiam as vendas por medo de não ter um produto perfeito estão trocando aprendizado por ilusão. O mercado não espera por elegância, espera por solução. A primeira venda não é um teste de produto, é um teste de hipótese. Cada conversa com um cliente real desvenda falhas que nenhum protótipo ou deck consegue revelar. E não adianta ter a melhor tecnologia se ninguém entende por que precisa dela. O founder técnico que se recusa a vender está deixando o produto ser moldado por suposições, não por dor real.

Quem cobra pouco não está sendo humilde, está sendo irrealista. Um valor baixo atrai clientes que não valorizam o que você oferece e desmotiva os que poderiam se tornar parceiros estratégicos. Cobrar o preço certo desde o início filtra o público certo. E quem ouve mais do que fala não é tímido, é estratégico. A linguagem do cliente, suas palavras exatas, são o melhor guia para ajustar o produto, o pitch e a jornada de vendas. Vender não é apresentar. É descobrir juntos.

Por que isso importa

Na fase inicial, o founder é o único que tem acesso total à dor do cliente, à motivação por trás da compra e às contradições que surgem na conversa. Se entregar essa missão a um vendedor contratado antes de entender o que realmente move o mercado, você perde a chance de construir o produto certo, e a empresa certa. A venda inicial não é uma tarefa operacional. É a primeira pesquisa de mercado que importa. Quem não a vive, não lidera. E quem não lidera com essa consciência, não constrói escalabilidade. É nesse momento que se define se o negócio vai ser um projeto ou uma empresa.

Linha do tempo

  1. Macy Mills, da a16z speedrun, lista os sete erros mais comuns de founders ao buscar os primeiros negócios, com foco em venda founder-led, precificação e escuta ativa.

Perguntas frequentes

Por que um founder técnico deve vender pessoalmente nos primeiros meses?

Porque só o founder entende profundamente a visão, a motivação e os detalhes técnicos que explicam por que o produto resolve um problema real. Um vendedor contratado não consegue replicar essa autenticidade nem adaptar o discurso com a mesma agilidade. Vender pessoalmente é como fazer a primeira versão do produto: você aprende o que funciona, o que confunde e o que importa para o cliente.

Se eu cobrar muito, não vou assustar os clientes?

Não. Clientes que realmente precisam da sua solução não se assustam com preço, se eles veem valor. O que assusta é quando você cobra pouco e parece inseguro. Cobrar um valor que te deixa desconfortável é um sinal de que você está na faixa certa. Se o cliente recusar, ele te dá um feedback valioso: o que você precisa ajustar. Se aceitar, você tem um case real para construir credibilidade.

Como saber se estou falando com a pessoa certa para fechar a venda?

Pergunte diretamente: 'Quem autoriza o orçamento para isso?' ou 'Quem já fechou decisões parecidas antes?'. Um entusiasta pode te dar feedback, mas só quem tem dinheiro e poder de decisão pode assinar o contrato. Se você não identificar esse papel nas primeiras conversas, pode passar semanas perdendo tempo com quem não pode dizer sim.

É verdade que devo ajustar o pitch a cada conversa?

Sim. O pitch não é um script fixo. É um experimento contínuo. Anote sempre: onde o cliente sorriu? Onde parou para perguntar? Onde pareceu confuso? Esses são os sinais que mostram o que ressoa. Ajustar o pitch com base nisso é como refinar um produto, só que com linguagem. O primeiro pitch nunca é o melhor. O décimo, talvez seja.

Fontes

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Categoria
CEVIU Empreendedores
Publicado
24 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Empreendedores

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