Microsoft projeta chips do Azure no próprio Azure e testa workloads de EDA no Cobalt 200
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A Microsoft diz que todo chip do Azure que ela construiu nasceu em jobs de EDA (electronic design automation), usados para projetar, testar e validar o silício antes da fabricação. São simulações de dias, regressões de verificação espalhadas por milhares de cores durante a noite e execuções de physical signoff que consomem centenas de gigabytes de memória por bloco. No total, centenas de milhões de compute jobs por ano.
Os testes foram feitos com Cadence Xcelium e Spectre, Synopsys VCS e PrimeTime, e Siemens Calibre. As ferramentas já habilitadas no Cobalt 100 rodaram sem modificação no Cobalt 200. Os números variam de 1,30x (Calibre DRC, com cerca de 23% menos tempo de parede) a 4,15x sobre o Cobalt 100. No PrimeTime, o ganho foi de 2x de throughput por logical core. No Spectre, 38% geração sobre geração. Em RTL com Xcelium e VCS, mais de 40% de throughput por logical core sobre qualquer outro sistema testado.
Ressalvas da própria Microsoft: os resultados são preliminares, vêm de casos de teste internos e valem só para as cargas, versões de software, configurações de VM e níveis de concorrência avaliados. As VMs comparadas tinham tamanhos diferentes: Cobalt 100 com 96 cores, Cobalt 200 com 128, hx176rs com 176 e e160adsv7 com 160 logical cores e hyperthreading ligado. Por isso o throughput é normalizado por logical core. A empresa afirma que trabalha com os parceiros de EDA em mais ajustes e que o Cobalt 200 está entrando em disponibilidade geral.
Do lado de plataforma, o texto cita capacidade elástica (provisionar para uma campanha de regressão ou um esforço de signoff e liberar depois), armazenamento de alto desempenho, capacidade global e proximidade com serviços de IA do Azure. A premissa é sair do modelo x86 on-premise dimensionado para o pico, com períodos ociosos.
Por que isso importa
Para quem opera plataforma ou gerencia farms de CI pesado, o caso é um exemplo de como medir: throughput por core sob carga alta, não em VM ociosa. Também mostra o argumento de custo de capacidade elástica contra hardware dimensionado para o pico. É leitura nossa: como os testes são internos e preliminares, vale rodar a sua própria carga antes de migrar, e conferir se suas ferramentas têm build Arm.
Perguntas frequentes
O que a Microsoft testou no Cobalt 200?
Workloads de EDA do próprio ambiente de design de silício da empresa. Entraram simulação RTL e analógica, static timing analysis e verificação física. As ferramentas foram Cadence Xcelium e Spectre, Synopsys VCS e PrimeTime e Siemens Calibre.
Qual foi o ganho sobre o Cobalt 100?
Entre 1,30x e 4,15x, dependendo do cenário. O Calibre DRC levou cerca de 23% menos tempo (1,30x) e o PrimeTime entregou 2x de throughput por logical core. São números internos e preliminares.
As ferramentas de EDA precisaram de alterações para rodar no Cobalt 200?
Segundo a Microsoft, as ferramentas já habilitadas no Cobalt 100 rodaram sem modificações no Cobalt 200. Isso permitiu focar nos testes de desempenho. A empresa ainda afirma que faz ajustes finos com os parceiros.
Por que a Microsoft normaliza o throughput por logical core?
Porque as VMs comparadas têm números diferentes de cores: 96, 128, 160 e 176. A normalização permite comparar de forma mais justa. No Cobalt e na hx176rs, logical core equivale a physical core.
Fontes
- azure.microsoft.comfonte original
- Categoria
- CEVIU DevOps
- Publicado
- 06 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU DevOps

