OpenKruise Agents v0.6.0 chega com controle de rede L4/L7, autoscaling de pools e pause/resume automáticos para Agent Sandboxes
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O OpenKruise Agents é um subprojeto do OpenKruise (CNCF) para gerenciar o ciclo de vida de Agent Sandboxes em escala no Kubernetes. Expõe interfaces Kubernetes e E2B. A v0.6.0 passa de quatro para seis componentes (entram o traffic-control-plane e o traffic-proxy) e dobra os CRDs, de 6 para 12. O egress sai da conta do Pod: é capturado dentro dele, passa por um egress gateway e é decidido por um motor de políticas que enxerga a requisição inteira.
O controle de rede tem dois estágios. O L4 roda no nó, com latência baixa, e o L7 fica centralizado no gateway. Negação L4 é descartada antes do gateway, e o L7 nunca derruba uma negação L4. As credenciais ficam em Kubernetes Secrets e o proxy as injeta por requisição, então não aparecem em Pod spec, variável de ambiente ou metadado do Sandbox, e a rotação de Secret não exige reiniciar nada. Duas ressalvas pesam na operação: regras sem o campo peer são ignoradas e não formam default deny (um erro de digitação enfraquece a política em silêncio), e é preciso liberar o DNS do cluster, senão toda regra por FQDN parece quebrada. O texto também avisa que root ou NET_ADMIN/SYS_ADMIN podem contornar as ACLs dentro do Pod, e recomenda combinar com NetworkPolicy, firewall de host ou security groups.
No custo, o PoolAutoscaler reescreve o replicas do SandboxSet com watermarks e gatilhos cron, com janelas de estabilização assimétricas (sobe rápido, desce devagar). O resize in-place no claim exige Kubernetes 1.33 ou superior. O pause/resume automático usa probes do tipo exec, e o wake-on-traffic exige autenticação (sem credencial, 401 e o Sandbox segue pausado). Uma chamada que acorda o Sandbox pode retornar 503, então vale tratar retry. Probe que falha ou estoura timeout nunca pausa nem acorda.
O que mudou
Em 23 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Executando Agentes no Kubernetes com Agent Sandbox", que tratava de agentes de longa duração com identidade persistente, ambientes isolados e capacidade de suspensão. A v0.6.0 do OpenKruise Agents entrega, em um projeto concreto, peças dessa linha: isolamento via políticas de rede, identidade com credenciais fora do código do Agent e pausa de sandboxes ociosos. Em 26 de outubro de 2026, o CEVIU publicou "Kagent e Agent Substrate: sandboxing de agents com isolamento, segurança e escala no Kubernetes", que apontava a falta de policy enforcement como problema. A TrafficPolicy e o SecurityProfile atacam justamente essa lacuna, mas são projetos distintos.
Por que isso importa
Para quem opera plataforma de agentes, a leitura é que rede, credencial e custo ocioso passam a ser resolvidos por CRDs declarativos, versionáveis em Git, e não por scripts soltos. Isso encaixa bem em GitOps. O cuidado fica com a política: um peer ausente ou DNS bloqueado vira incidente, então vale testar regras em ambiente de homologação e manter NetworkPolicy como segunda camada.
Linha do tempo
CEVIU noticia o projeto Agent Sandbox para rodar agentes no Kubernetes.
CEVIU publica sobre Kagent e Agent Substrate para sandboxing de agents.
OpenKruise Agents v0.6.0 é lançado com controle de rede L4/L7, PoolAutoscaler e pause/resume automáticos.
Perguntas frequentes
O que o OpenKruise Agents v0.6.0 traz de novo?
A versão adiciona controle de rede L4 e L7 com gerenciamento de token, SandboxUpdateOps com CheckpointRestore, o PoolAutoscaler e pause/resume automáticos. Passa de quatro para seis componentes e de 6 para 12 CRDs. Foram 283 pull requests integrados e 27 novos contribuidores desde a v0.3.0.
Como as credenciais ficam protegidas dentro do Sandbox?
Elas ficam em Kubernetes Secrets e o proxy de egress as resolve a cada requisição, reescrevendo a chamada na saída do cluster. O código do Agent só vê um header placeholder. Assim, as chaves não aparecem em Pod spec, variáveis de ambiente nem metadados, e rotacionar o Secret não exige reinício.
Como o pause/resume automático reduz custo?
Uma probe do tipo exec informa a atividade e, passado o thresholdDuration de ociosidade, o Sandbox é pausado e deixa de consumir CPU. O wake pode ser agendado ou disparado pelo primeiro request autenticado. Se a probe falhar ou estourar timeout, nada é pausado nem acordado.
As políticas de rede bastam como única camada de segurança?
Não. O controle cobre só o tráfego roteado pelo gateway, e containers com root ou NET_ADMIN/SYS_ADMIN podem contornar as ACLs dentro do Pod. A recomendação é combinar com NetworkPolicy, firewall de host ou security groups da nuvem.
Fontes
- cncf.iofonte original
- Categoria
- CEVIU DevOps
- Publicado
- 03 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU DevOps
