Amazon ECS ganha métricas de CPU e memória a cada 20 segundos para auto scaling mais rápido
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
O ECS publica por padrão métricas de CPU e memória a cada 60 segundos. Para tráfego com picos bruscos, isso atrasa o target tracking, e muitos times acabam superdimensionando o serviço para compensar. Agora há a opção de 20 segundos, e o ECS também otimizou o caminho que leva a medição da tarefa até o CloudWatch. São duas mudanças que se somam: dados mais frequentes e mais recentes para a política de scaling.
No benchmark da AWS, o tempo para acionar o scale-out caiu 76%, de 363 para 86 segundos, e o tempo entre o acionamento e a colocação das novas tarefas caiu 72%, de 386 para 109 segundos. No teste de carga com perfil de rampa gradual (Rust, 1 vCPU por tarefa, target de 60% de CPU, de 1 a 128 tarefas, em us-west-2), o tempo de violação de SLA no Fargate caiu 69%, de 2.013 para 633 segundos. No ECS Managed Instances a queda foi de 98%, de 1.692 para 30 segundos, porque novas tarefas podem entrar em instâncias já ativas, muitas vezes com a imagem em cache. O scale down também encurtou: de 1.943 e 2.343 segundos para 42 e 37 segundos. Os perfis Java com picos repetidos e Node.js tiveram ganho menor, de 20% a 49%.
Para ativar, são dois passos: habilitar as métricas de 20 segundos no serviço (e esperar o deployment terminar) e anexar uma política de target tracking com ECSServiceAverageCPUUtilizationHighResolution ou ECSServiceAverageMemoryUtilizationHighResolution. Funciona em Fargate, Managed Instances e EC2, sem exigir Container Insights. Não há cobrança pelo recurso, mas métricas a 20 segundos contam como alta resolução no CloudWatch e são cobradas por métrica.
O que mudou
O recurso já havia aparecido antes. Em 18 de junho de 2026, o CEVIU noticiou "Amazon ECS introduz novas métricas de alta resolução para auto scaling de serviços", e em 24 de junho de 2026, "Amazon ECS adiciona métricas de alta resolução para acelerar o auto scaling de serviços", já citando scale-out até 76% mais rápido. O número de 76% é o mesmo de agora. O que entra de novo é o detalhamento do benchmark: perfis de carga, comparação entre Fargate e Managed Instances, resultados de SLA e de scale down, e orientação sobre quando vale ligar o recurso.
Por que isso importa
Para quem opera serviços com picos bruscos, a leitura é que dá para trocar parte da folga de capacidade por reação mais rápida, desde que o custo das métricas de alta resolução seja menor que o buffer que você deixa de manter. Faz sentido ligar só onde o lag de scaling aparece em latência ou disponibilidade. Em carga estável, os 60 segundos padrão tendem a bastar. Vale medir no seu workload antes de reduzir o baseline, já que os números vêm de testes da AWS.
Linha do tempo
CEVIU noticia a introdução das métricas de alta resolução para auto scaling do ECS.
CEVIU noticia o suporte a métricas de 20 segundos do CloudWatch, com scale-out até 76% mais rápido.
AWS detalha benchmarks de CPU e memória a cada 20 segundos: scale-out de 363 para 86 segundos.
Perguntas frequentes
Como ativar as métricas de 20 segundos no Amazon ECS?
Habilite as métricas de CPU e memória de 20 segundos no serviço, pelo console (em Monitoring configuration), CLI, CloudFormation ou SDKs. Em serviço existente, deixe o deployment terminar. Depois, anexe uma política de target tracking com uma das métricas predefinidas de alta resolução.
Quais métricas predefinidas de alta resolução existem?
São duas: ECSServiceAverageCPUUtilizationHighResolution e ECSServiceAverageMemoryUtilizationHighResolution. Ambas trazem a média de utilização com resolução de 20 segundos.
Isso custa mais?
O recurso em si não tem cobrança adicional, assim como as métricas padrão de 60 segundos. Já as métricas publicadas a cada 20 segundos são de alta resolução e o CloudWatch cobra por métrica. A AWS recomenda comparar esse custo com a capacidade de reserva que deixa de ser necessária.
Funciona em Fargate e em EC2?
Sim. O auto scaling de alta resolução vale para todas as opções de compute do ECS: Fargate, ECS Managed Instances e EC2. Nos testes, o Managed Instances teve os maiores ganhos de SLA, pois pode usar instâncias já ativas com a imagem em cache.
Fontes
- aws.amazon.comfonte original
- Categoria
- CEVIU DevOps
- Publicado
- 04 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU DevOps

