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Velvele cria sistema de logotipo com cinco valores para a marca de longevidade Omnui

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A Omnui não vende suplementos. Vende uma proposta de sentido para o tempo que se tem, e o logotipo da Velvele traduz isso com precisão cirúrgica. O sistema de cinco pontos não é só um padrão gráfico: é um mapa visual de como a marca entende a longevidade, não como extensão mecânica da vida, mas como interação entre biologia, comportamento e vínculo humano. Cada ícone foi projetado para funcionar em múltiplas camadas: o 'Conectar' em forma de diamante, por exemplo, evoca tanto resiliência estrutural quanto redes sociais de apoio; o 'Nutrir' em formato de coração não representa apenas saúde física, mas ingredientes sazonais e ciclos naturais, uma rejeição direta ao 'biohacking estéril' que domina o setor. A paleta de amarelo sutil e preto offline não é só uma escolha estética: ela desativa a linguagem visual do 'luxo médico' (branco, azul-claro, grafismos frios) e cria espaço para humanidade sem cair no clichê do 'natural artesanal'.

O nome 'Omnui' já dá o tom: fusão entre 'Om' (som primordial, totalidade) e Rapa Nui (ilha símbolo de energia vulcânica e fonte da juventude). A identidade não ilustra ciência, ela a incorpora na gramática visual. Os pontos convergem como células se dividindo, dados se conectando ou pessoas formando comunidade. É design que pensa em escalabilidade humana, não só técnica: funciona em um app de monitoramento de biomarcadores, em embalagens de suplementos e em espaços físicos de recuperação, tudo com a mesma coerência de ritmo e intenção.

O que mudou

Em menos de uma semana, o CEVIU News acompanhou três rebrandings que rompem com convenções do bem-estar: a Standard Life (2026-05-26), que modernizou uma marca centenária para a Geração Z com otimismo arrojado; a CCAI (2026-05-28), que rejeitou a estética polida da IA em favor de gradientes orgânicos e movimentos de base; e agora a Omnui, que vai além, não só evita o visual clínico do setor, mas constrói um sistema simbólico que opera entre o ancestral e o digital. Enquanto a Standard Life priorizou acessibilidade emocional e a CCAI apostou em legitimidade coletiva, a Omnui introduz um terceiro eixo: a longevidade como prática relacional, não individual. Isso muda o jogo: o foco deixa de ser 'como viver mais' para 'com quem e como viver melhor, agora, aqui, em rede.'

Por que isso importa

Design de marca não é mais sobre reconhecimento imediato. É sobre criar estruturas que suportem significados complexos em tempos de saturação sensorial. A Omnui mostra que, num mercado de US$ 610 bilhões em 2026, a diferenciação real está em como uma identidade lida com ambiguidade produtiva, entre celular e comunitário, entre vulcão e algoritmo, entre diagnóstico e ritual. Isso exige sistemas visuais que respirem, não apenas sejam repetidos. E mostra também que o 'design para longevidade' não é um nicho: é um novo paradigma de projeto, onde a tipografia ABC Favorit não serve só para legibilidade, mas para ancorar o humano numa interface que poderia facilmente escorregar para o abstrato tecnológico.

Linha do tempo

  1. Standard Life lança nova identidade com Conran Design Group para atrair a Geração Z

  2. Decimal apresenta identidade da CCAI, rejeitando estética corporativa da IA

  3. Velvele lança sistema de logotipo para Omnui, unindo simbolismo indígena, gráficos digitais e valores de longevidade

Perguntas frequentes

Por que a Omnui evitou cores como branco, azul ou verde, tão comuns em marcas de bem-estar?

O branco e o azul remetem a clínicas e neutralidade técnica, enquanto o verde ecoa 'natural' de forma genérica. A Omnui optou por amarelo sutil e preto offline para transmitir calor humano sem artificialidade, e para se distanciar da linguagem do 'tratamento médico' ou do 'produto orgânico vendido como cura'. É uma paleta que sugere energia contida, não urgência.

O que torna o sistema de pontos diferente de outros logotipos modulares?

Diferente de sistemas puramente geométricos ou paramétricos, os pontos da Omnui têm raízes simbólicas concretas, de culturas indígenas e da computação gráfica, e cada um carrega um valor operacional (avaliação, movimento etc.). Eles não são elementos intercambiáveis, mas unidades semânticas que ganham sentido em conjunto, como palavras em uma frase.

Como essa identidade dialoga com o público mais velho sem parecer paternalista?

Evitando infantilização ou 'adesivos de vitalidade'. Não há ícones de corações pulsantes nem frases como 'viva sua melhor idade'. Em vez disso, a marca fala de conexão, ritmo e recuperação, temas universais, não etários. O preto offline e a tipografia clara reforçam seriedade sem frieza, e o sistema de pontos permite escalabilidade em interfaces acessíveis, sem simplificação excessiva.

A Velvele já havia feito algo parecido antes?

Sim, no rebranding da Bubilet (novembro/2025), a agência criou um sistema flexível para 80 milhões de usuários, priorizando robustez técnica e clareza funcional. Mas a Omnui é diferente: lá, a flexibilidade era operacional; aqui, é conceitual. O desafio não era escalar uso, mas escalar significado, entre ciência, cultura e experiência subjetiva.

Fontes

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Categoria
CEVIU Design
Publicado
03 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Design

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