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O panorama da tipografia nos design systems

Pesquisa com 94 designers mostra como a tipografia é tratada nos design systems

Aprofundamento CEVIU

Aprofundamento

A pesquisa reuniu 94 respostas de designers de UX e de produto, coletadas no verão pelo LinkedIn e por newsletter, com algumas entrevistas por Zoom para dar contexto. O autor, da Pimp my Type, trata a amostra como indicativa: admite que muitos participantes podem ser freelancers e que algumas perguntas talvez tenham sido mal entendidas. Os 78% que alteram fontes com facilidade, por exemplo, podem refletir facilidade técnica, não aprovação do marketing.

Os números de tokens e acessibilidade ajudam a medir a maturidade. Tamanho, família e peso aparecem em cerca de 60% dos casos. Entre-linha, cor e estilo ficam entre 41% e 47%. Letter spacing é token para 35%, tratamento para fundo claro ou escuro para 25%, e 27% não usam tokens. Em acessibilidade, legibilidade da fonte (93%), tamanho mínimo (78%) e contraste de cor (75%) lideram, enquanto o contraste de traço (27%) fica por último. O autor alerta que um site pode ter contraste AAA e ainda ser ilegível com uma fonte fina e leve. Também lembra que um sistema enxuto precisa de 14 a 20 estilos para cobrir os casos comuns, e que 63% dizem usar menos de 10.

O que mudou

A cobertura anterior do CEVIU trata de temas próximos, mas não de uma evolução do mesmo estudo. Em 31 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Testando Escalonamento de Fontes para Acessibilidade com Variáveis do Figma", sobre o critério AA do WCAG 2.2 de texto redimensionável até 200%. Em 25 de agosto de 2026, saiu "A Arte e a Ciência da Tipografia em UI: Escolhendo a Fonte Certa Além do Inter". A pesquisa atual dá uma base de prática de mercado a esses assuntos: escalar tipografia entre telas foi o maior desafio (54%) e escolher o estilo certo veio em seguida (43%).

Por que isso importa

Para quem opera um design system, a leitura é que tipografia costuma ser tratada como decisão de marca, não como infraestrutura. Como 48% só revisam após grandes redesigns ou rebrands, a reconstrução do sistema vira a janela mais realista para corrigir escala, tokens e acessibilidade. Para o usuário final, o ganho está em peso, espaçamento e contraste bem definidos, não só na escolha da fonte.

Linha do tempo

  1. CEVIU noticia teste de escalonamento de fontes para acessibilidade com variáveis do Figma.

  2. CEVIU publica sobre a escolha da fonte certa para UI além do Inter.

  3. Pesquisa com 94 designers mostra como a tipografia é tratada nos design systems.

Perguntas frequentes

Qual é o principal critério para escolher uma fonte em um design system?

Segundo a pesquisa, o alinhamento com a marca lidera com 44%. Acessibilidade vem em seguida, com 30%, e preferência pessoal fica com 12%. Custo e restrições de desenvolvimento pesaram pouco, mas alguns relataram usar só fontes gratuitas.

Quantos estilos tipográficos um design system deve ter?

Na pesquisa, 63% usam menos de 10 estilos. O autor, porém, diz que mesmo um conjunto enxuto precisa de 14 a 20 para cobrir os casos comuns. Contextos como tamanho de tela e modo claro ou escuro devem ficar em tokens, não em estilos extras.

Quais são os maiores desafios com tipografia em design systems?

Escalar a tipografia entre tamanhos de tela (54%) e saber qual estilo escolher (43%). Depois vêm consistência entre plataformas (28%) e conformidade de acessibilidade (26%). Convencer desenvolvedores (23%) e stakeholders (17%) também pesa.

Com que frequência as decisões de tipografia são revisadas?

Só 8% revisam regularmente, em auditorias programadas do design system. A maioria (48%) revisita ocasionalmente, em grandes redesigns ou rebrands. Outros 31% só agem quando surgem problemas e 13% nunca revisam.

Fontes

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Categoria
CEVIU Design
Publicado
23 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Design

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