Franky Wang sobre Design, IA e o Futuro da UX
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Franky Wang não está falando de futuro distante: em 2026, IA já é infraestrutura de design para 94% dos profissionais brasileiros, e quem a domina ganha, em média, 34% mais. A IA não está substituindo designers, mas redefinindo o que é trabalho criativo: automatizar wireframes com Galileo AI, gerar variações de fluxos em minutos com Figma Make, ou sintetizar milhares de sessões de teste com Maze. O que antes exigia dias de análise agora vira insight em segundos, mas só se o designer souber formular a pergunta certa, interpretar o resultado e manter o foco no humano por trás dos dados.
O desafio do envelhecimento da população não é um tema secundário: com 15,6% dos brasileiros tendo 60 anos ou mais, interfaces que ignoram contraste, tamanho de fonte (mínimo 16px), tempo de resposta ou interação por voz deixam de ser 'ruins', são exclusivas. E a IA ajuda a corrigir isso em tempo real: leitores de tela inteligentes ajustam tom e velocidade conforme perfil cognitivo, ferramentas como Uizard transformam esboços manuais em telas acessíveis, e modelos de ML personalizam navegação para quem tem dificuldade de memória de curto prazo, sem exigir que o usuário configure nada.
Por que isso importa
Designers que ainda veem IA como um plugin opcional estão perdendo duas vantagens concretas: primeiro, a eficiência, 11 dias economizados por funcionalidade equivalem a quase dois meses de produtividade anual em projetos médios; segundo, a relevância, empresas já precificam habilidades com IA como critério de contratação e promoção. Mais do que isso: projetar para idosos não é nicho, é treino de empatia radical. Interfaces que funcionam bem para quem tem 75 anos funcionam melhor para todos, seja em ambientes barulhentos, com má conexão ou sob estresse. Isso não é acessibilidade como compliance. É design que escuta, adapta e respeita o ritmo humano.
Perguntas frequentes
Quais ferramentas de IA são realmente úteis para designers iniciantes em 2026?
Comece com Figma Make (para gerar wireframes a partir de prompts simples) e FigJam AI (para mapear jornadas em tempo real). Para testes, Maze oferece análise automatizada de gravações de usuários. Evite ferramentas que prometem 'design completo': o valor está na colaboração entre humano e IA, não na substituição.
Como aplicar princípios de design inclusivo para idosos sem ter que refazer todo o sistema?
Priorize três ajustes imediatos: aumente o tamanho mínimo da fonte para 16px com tipografia sem serifa (como Inter ou Roboto), garanta contraste 4,5:1 entre texto e fundo, e substitua ícones sem texto por botões com rótulo claro. Essas mudanças beneficiam também usuários com baixa visão, deficiência cognitiva ou uso em dispositivos móveis com brilho reduzido.
A IA pode mesmo ajudar na pesquisa com usuários idosos?
Sim, e de forma ética. Ferramentas como Galileo AI transcrevem e sintetizam entrevistas gravadas, destacando frases-chave sobre frustrações com navegação ou confusão com jargões. Já o Gemini Flash Image gera mockups simplificados para validação visual com grupos etários, evitando que idosos interpretem mal protótipos abstratos. O segredo é usar IA para amplificar a voz do usuário, nunca substituí-la.
Por que 60% dos designers usam IA com contas pessoais?
Falta política clara nas empresas: poucas têm diretrizes sobre segurança de dados, propriedade intelectual ou limites éticos no uso de IA. Isso cria risco jurídico e inconsistência de qualidade. O ideal é que times adotem ferramentas corporativas com SLA, como o Figma Enterprise com IA habilitada, e treinem designers em prompt engineering específico para UX, não só 'como usar', mas 'quando não usar'.
Fontes
- digitaljournal.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Design
- Publicado
- 10 de março de 2026
- Editoria
- CEVIU Design
