Lufthansa Systems usa o Figma Make para prototipar mapas realistas de cockpit
Aprofundamento CEVIU
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A Lufthansa Systems desenha os Lido Pilot Apps, que rodam em iPads fixados no cockpit e acompanham pilotos e copilotos da decolagem ao pouso em mais de 250 aeroportos. Segundo a empresa, mais de 100.000 pilotos usam os apps todos os dias. O mapa dinâmico é o centro da interface: reúne aerovias, waypoints, aeroportos alternativos, camadas de turbulência e o mapa de movimentação em aeroportos (AMM), que guia o piloto da posição de parada até a pista.
O problema era prototipar isso. A equipe passou por Sketch, XD e Framer em busca de um mapa dinâmico, mas o Framer não era simples para todos. Sobrou o protótipo estático, que gera feedback, mas "não parece de verdade", nas palavras do Lead Product Designer Pankaj Juvekar. Durante a Innovation Week do ano passado, ele ligou o Figma Make a uma versão web do mapa feita internamente, com Mapbox como camada base e os mesmos dados do app para iPad. Depois colou no Make a barra superior, a inferior e os ícones de camada direto do Figma. Na sequência, conectou o OpenSky Network para mostrar aeronaves de exemplo num raio de 500 milhas náuticas, com dados como indicativo, tipo, velocidade, altitude relativa, origem e destino. Pilotos pediram marcadores de tamanhos diferentes, e o Make aplicou as classes de peso da FAA (super, heavy, large, small).
Isso permitiu testar o que depende de interação: o nível de zoom em que o tráfego deve aparecer sem poluir o mapa e a troca de cor das aeronaves na decolagem no AMM, exigência regulatória para separar tráfego de solo e de ar. As trajetórias de voo surgiram como subproduto e geraram nova rodada de feedback. Como os apps são feitos em SwiftUI, a exploração acontece antes do código, e os desenvolvedores recebem algo mais pensado. A equipe criou templates com o frame do app e o mapa dinâmico, e alguns projetos já são só em Make.
O que mudou
O Make que a Lufthansa Systems usou começou como experimento, e a ferramenta ganhou contexto desde então. Em 26 de maio de 2026, o CEVIU noticiou, em "Sete Dicas para Usar Créditos Figma Make de Forma Mais Eficiente", a chegada de Make kits e Make attachments, que trazem componentes, dados e constraints reais para o protótipo. Isso conversa com o caso: o ganho da equipe veio justamente de combinar ativos do Figma com fontes de dados externas.
Em 6 de abril de 2026, em "Seis Designs que Reimaginam Como Interagimos com Software", o CEVIU já mostrava ServiceNow, Ticketmaster e Affirm prototipando com o Figma Make. A Lufthansa Systems entra agora como um caso de domínio especializado, com dados em tempo quase real.
Por que isso importa
Para quem desenha interfaces densas em dados, o caso sugere que o gargalo do protótipo estático é o comportamento: zoom, camadas, densidade e estados que só aparecem em movimento. Na leitura editorial, o valor está em testar com usuários especialistas antes de gastar sprint de desenvolvimento. Vale o contraponto: a própria equipe admite "growing pains" na adoção.
Linha do tempo
CEVIU noticia equipes de ServiceNow, Ticketmaster e Affirm prototipando com o Figma Make.
CEVIU cobre Make kits e Make attachments, com componentes, dados e constraints reais.
Lufthansa Systems usa o Figma Make para prototipar mapas realistas de cockpit.
Perguntas frequentes
O que a Lufthansa Systems prototipa com o Figma Make?
Os mapas dinâmicos dos Lido Pilot Apps, usados em iPads no cockpit. Isso inclui camadas de tráfego aéreo, o mapa de movimentação em aeroportos e trajetórias de voo. O objetivo é levar protótipos mais realistas para testes com pilotos.
Por que protótipos estáticos não funcionavam para pilotos?
Porque o mapa do app é dinâmico e o protótipo estático não reproduzia zoom, camadas nem comportamento. Os pilotos davam feedback sobre capturas de tela, mas segundo o designer isso não parecia o produto real. Comportamentos como o nível de zoom ideal para exibir tráfego só aparecem em protótipo interativo.
Quais dados externos entraram no protótipo?
A equipe usou uma versão web do mapa feita com Mapbox como camada base, com os mesmos dados do app para iPad. Também conectou o OpenSky Network para mostrar aeronaves de exemplo em um raio de 500 milhas náuticas. Os ícones seguem as classes de peso da FAA.
Os desenvolvedores deixam de implementar em SwiftUI?
Não. Os apps continuam em SwiftUI. O Make serve para explorar e validar ideias antes, de modo que os desenvolvedores recebam uma solução mais pensada.
Fontes
- figma.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Design
- Publicado
- 26 de outubro de 2026
- Editoria
- CEVIU Design

