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SEC Propõe 'Regulamentação de Ativos Cripto' com Caminhos para Lançamentos de Tokens

SEC Propõe Novo Marco Regulatório para Criptoativos nos EUA: Um Caminho para a Legalização de Lançamentos de Tokens

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Aprofundamento

A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) finalmente apresentou sua proposta de Regulamentação de Ativos Cripto, um marco aguardado para o ecossistema Web3. Esta iniciativa cria um caminho legal para o lançamento de tokens que prometem desenvolvimento futuro, um modelo que historicamente foi alvo de ações regulatórias por se assemelhar a ofertas de valores mobiliários não registradas. Agora, projetos de infraestrutura de camada 1 (L1), finanças descentralizadas (DeFi) e redes de infraestrutura física descentralizada (DePIN) podem buscar capital nos EUA de forma regulamentada, oferecendo um porto seguro que era inexistente desde os primeiros ICOs.

A proposta desenha três trilhas para o registro. Uma isenção para startups permite levantar até US$ 5 milhões em quatro anos, exigindo divulgações claras. Há também uma isenção para captação de recursos maiores, até US$ 75 milhões anuais, com a necessidade de relatórios financeiros contínuos. A cereja do bolo é a certificação de 'saída', que retira o status de contrato de investimento do token assim que o projeto prometido é concluído. Isso significa que, após a entrega, o token deixa de ser tratado como um valor mobiliário, abrindo caminho para sua livre negociação sem as restrições iniciais. É uma tentativa de equilibrar a inovação com a proteção ao investidor, dando previsibilidade ao mercado.

O que mudou

Esta nova proposta da SEC marca uma evolução significativa em relação à postura regulatória anterior. Em março, o CEVIU noticiou que a SEC havia emitido sua taxonomia de tokens, classificando-os em categorias como commodities digitais, colecionáveis digitais, ferramentas digitais e stablecoins. Contudo, essa taxonomia não resolvia o dilema do Howey Test para a venda de tokens que prometiam trabalho futuro, onde um ativo que não era um valor mobiliário poderia se tornar um contrato de investimento em sua oferta. A Regulamentação de Ativos Cripto, proposta em 20 de agosto de 2026, preenche exatamente essa lacuna, oferecendo pela primeira vez um caminho de registro formal para essas ofertas.

A novidade também se conecta com a notícia de abril, quando o CEVIU reportou a iminência de uma proposta de 'safe harbor' para criptoativos. Esta regulamentação é a concretização desse 'safe harbor', fornecendo os mecanismos que permitem às startups levantar capital sem o risco constante de serem processadas. Além disso, a proposta deixa claro que tokens de participação em lucros ou ações tokenizadas ainda não estão cobertos, ecoando a cobertura de maio de 2026, que já adiantava que a SEC estava elaborando uma 'innovation exemption' separada para esses ativos mais complexos, indicando que a regulamentação para essa modalidade ainda está a caminho e não faz parte do pacote atual.

Por que isso importa

Esta proposta da SEC é um divisor de águas para o ecossistema Web3 dos EUA. Ao fornecer um caminho claro e legal para lançamentos de tokens que prometem desenvolvimento, a agência busca trazer de volta para o solo americano a inovação que, por falta de clareza regulatória, migrou para outras jurisdições. Isso pode significar uma injeção de capital e talento no setor, com empresas americanas podendo, finalmente, captar recursos localmente sem medo de litígios retroativos.

A regulamentação, embora ainda em fase de proposta, sinaliza uma postura mais proativa da SEC em vez de apenas reativa. Ao estabelecer regras claras para divulgação e responsabilidade, a agência espera coibir fraudes e 'rug pulls' de forma mais eficaz, uma vez que a não conformidade com as novas diretrizes agora implica em fraude documental. Para o mercado, isso representa um amadurecimento e uma possível legitimação de modelos de financiamento que antes operavam em uma área cinzenta.

Linha do tempo

  1. SEC submete orientação interpretativa de taxonomia de tokens à Casa Branca.

  2. Presidente da SEC, Paul Atkins, envia framework interpretativo de taxonomia para a Casa Branca.

  3. SEC divulga taxonomia oficial de tokens, classificando-os em quatro categorias.

  4. Proposta de 'Safe Harbor' para criptoativos da SEC se aproxima da conclusão e será enviada à Casa Branca.

  5. SEC elabora 'innovation exemption' para ações tokenizadas, com proposta esperada em breve.

  6. SEC prepara framework para negociação de ações tokenizadas em redes blockchain.

  7. SEC propõe 'Regulamentação de Ativos Cripto' para legalizar lançamentos de tokens com promessas futuras.

Perguntas frequentes

O que é a 'Regulamentação de Ativos Cripto' da SEC?

É a primeira proposta de regras da SEC focada em criptoativos, visando legalizar lançamentos de tokens que prometem desenvolvimento futuro. Ela cria caminhos de registro para projetos Web3 nos EUA, oferecendo clareza regulatória para a captação de recursos.

Como a certificação de 'saída' funciona para os tokens?

Uma vez que o trabalho prometido por um projeto de token é concluído ou permanentemente interrompido, o emissor pode certificar isso à SEC. Após essa certificação, o token deixa de ser considerado um contrato de investimento sob as leis de valores mobiliários.

Quais tipos de ativos cripto ainda não são contemplados por esta nova regra?

Ações tokenizadas e tokens que representam participação nos lucros de uma empresa ainda não estão cobertos por esta proposta. A SEC está trabalhando em um framework separado, conhecido como 'innovation exemption', para lidar com esses tipos de ativos mais complexos.

Qual a diferença entre esta regulamentação e a taxonomia de tokens emitida em março?

A taxonomia de março categorizou diferentes tipos de tokens (como commodities, colecionáveis e ferramentas). Esta nova regulamentação vai além, criando um caminho de registro para a *venda* desses tokens, permitindo que as promessas de desenvolvimento futuro, que antes tornavam a venda um contrato de investimento, sejam feitas legalmente.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
20 de agosto de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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