Kamino adota modelo sem equity e testa se captura de valor é a vantagem competitiva final do DeFi
Aprofundamento CEVIU
Aprofundamento
A Kamino Finance desenhou o $KMNO para acabar com a separação entre equity e token, que segundo a fonte drenou valor da maioria dos protocolos de DeFi. Pelo modelo, a Kamino Foundation detém toda a propriedade intelectual e captura 100% da receita, inclusive a de acordos institucionais. O token é a única camada de propriedade: não existe classe separada de equity para fundadores, investidores ou equipe.
O CEO WeiszM comprometeu US$ 20 milhões ao longo de dois anos para levar a Kamino a bancos, corretoras e wallets. A alocação pessoal dele só passa por vesting se o $KMNO atingir e sustentar metas de valuation, em vez de seguir o cronograma padrão por tempo. O texto posiciona isso como resposta à tokenização bancária, citando os depósitos tokenizados do StanChart em Hong Kong. Na leitura da fonte, bancos ganham spread com infraestrutura on-chain, mas não conseguem direcioná-lo estruturalmente aos depositantes. Uma receita pertencente a uma foundation conseguiria. A conclusão é que a captura de valor pelos usuários, e não a ausência de permissões, seria o moat defensável do DeFi. Isso é a tese do texto, não um fato comprovado.
O que mudou
O tema da relação entre token e equity já havia aparecido antes. Em 13 de março de 2026, o CEVIU noticiou "Across Protocol Propõe Conversão Inédita de Token em Participação Acionária", com troca de ACX por ações na proporção de 1:1. A Across caminhava para o equity; a Kamino, segundo a fonte, escolhe o caminho oposto e elimina o equity. Os dois casos são de protocolos diferentes, então a comparação é de abordagem, não de evolução de um mesmo projeto.
Em 27 de fevereiro de 2026, o CEVIU publicou "O Cenário Final da Adoção Institucional", que descrevia a entrada do TradFi como estratégia de extração focada em AUM gerador de taxas. O modelo da Kamino se apresenta como contraponto a essa lógica.
Por que isso importa
Para quem avalia tokens de DeFi, a leitura é que a pergunta deixa de ser só TVL e passa a ser quem fica com a receita. Se a tese da Kamino se sustentar, protocolos com equity separado do token teriam desvantagem ao negociar com instituições. Ainda é cedo: o texto descreve a estrutura e a intenção, não resultados de adoção por bancos.
Linha do tempo
CEVIU noticia O Cenário Final da Adoção Institucional, sobre TradFi focado em AUM gerador de taxas.
Across Protocol propõe converter o token ACX em participação acionária, 1:1.
Kamino adota modelo sem equity, com o $KMNO como única camada de propriedade.
Perguntas frequentes
O que é o modelo sem equity da Kamino?
É uma estrutura em que o $KMNO é a única camada de propriedade. Não há classe separada de equity para fundadores, investidores ou equipe. A Kamino Foundation detém toda a IP e captura 100% da receita.
Como funciona o vesting do CEO da Kamino?
A alocação pessoal de WeiszM só passa por vesting se o $KMNO atingir e sustentar metas de valuation. Não segue o cronograma padrão baseado em tempo. Ele também comprometeu US$ 20 milhões ao longo de dois anos para expansão.
Qual a relação com a tokenização bancária?
Segundo o texto, bancos podem ganhar spread com infraestrutura on-chain, como nos depósitos tokenizados do StanChart em Hong Kong, mas não conseguem direcionar esse ganho aos depositantes. Um modelo de receita pertencente a uma foundation conseguiria fazer isso.
Isso prova que captura de valor é o moat do DeFi?
Não. É a conclusão defendida pelo texto, sem dados de adoção que a comprovem. Funciona como tese a ser testada pelo mercado.
Fontes
- threadreaderapp.comfonte original
- Categoria
- CEVIU Cripto
- Publicado
- 05 de novembro de 2026
- Editoria
- CEVIU Cripto

