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Cofundador do Empire Market Pego em Rede de Ilegalidade Cripto é Condenado a 40 Anos de Prisão

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A condenação de Raheim Hamilton, cofundador do Empire Market, a 40 anos de prisão federal, reforça a crescente capacidade das autoridades em desmantelar operações na dark web e rastrear criptoativos. O Empire Market, ativo entre 2018 e 2020, foi um dos maiores mercados ilícitos, processando mais de 4 milhões de transações que totalizaram 430 milhões de dólares. A plataforma exigia o uso de criptomoedas e até incentivava serviços de ofuscação, como 'tumbling' e 'mixing', para tentar mascarar a origem e o destino dos fundos.

Mesmo com essas táticas, a investigação resultou na apreensão de aproximadamente 1.230 Bitcoin e 24,4 Ether de Hamilton, além de 1.584 Bitcoin de seu parceiro, Thomas Pavey, que aguarda sentença. Esse volume significativo de ativos recuperados, superando 2.800 Bitcoin, sublinha a eficácia aprimorada das ferramentas de análise on-chain. Ferramentas de blockchain forensics permitem que investigadores identifiquem padrões e fluxos de fundos, mesmo após passagens por mixers, desmistificando a ideia de total anonimato das criptomoedas para atividades criminosas.

O que mudou

A trajetória de Raheim Hamilton e o fechamento do Empire Market ilustram uma evolução na resposta legal ao cibercrime. O Empire Market surgiu em fevereiro de 2018, alguns meses após a queda de seu antecessor, o AlphaBay, mostrando como esses mercados ressurgem após desmantelamentos. O que antes eram suposições de 'scams de saída' por parte dos usuários quando o Empire Market saiu do ar em agosto de 2020, agora se concretiza como um cerco legal, culminando na condenação de seus operadores.

Nossa cobertura anterior mostra que ações contra mercados clandestinos não são isoladas. Em maio de 2026, por exemplo, a polícia alemã desmantelou uma versão reaberta do Crimenetwork, um marketplace de cibercrime com 22 mil usuários. Casos como este e a condenação de Hamilton mostram uma resposta global mais coordenada e persistente, com ferramentas de rastreamento de criptoativos cada vez mais afiadas, tornando mais difícil para criminosos operarem com impunidade na dark web.

Por que isso importa

A sentença de 40 anos para o cofundador do Empire Market é um marco importante. Ela envia uma mensagem clara sobre a seriedade com que as autoridades encaram operações ilegais na dark web. A recuperação de milhares de Bitcoin demonstra que a 'pseudo-anonimidade' das criptomoedas não é um escudo absoluto contra a lei, mesmo com o uso de mixers e outras técnicas de ofuscação. Isso deve impactar a confiança de criminosos que operam em ambientes semelhantes.

Para o ecossistema cripto, o caso reforça a necessidade de projetos de privacidade responsáveis e a evolução de ferramentas de conformidade e análise para diferenciar o uso legítimo do ilícito. Este desfecho reafirma a tendência global de aumento na rastreabilidade de ativos digitais, um fator crítico para a segurança e a integridade do mercado.

Linha do tempo

  1. Hacker russo Aleksei Volkov condenado a 81 meses por campanhas de ransomware.

  2. Polícia desmantela versão reaberta do marketplace Crimenetwork.

  3. Hacker Romeno Catalin Dragomir condenado a 56 meses por invasão de rede.

  4. Negociador de ransomware Angelo Martino condenado a seis anos de prisão.

  5. Líder do Ransom Cartel, Maksim Silnikau, condenado a 16 anos de prisão.

  6. Engenheiro Daniel Rhyne condenado por extorsão cibernética.

  7. Cofundador do Empire Market Raheim Hamilton condenado a 40 anos de prisão.

Perguntas frequentes

O que foi o Empire Market?

O Empire Market foi um dos maiores mercados ilícitos da dark web, operando entre 2018 e 2020. A plataforma facilitava a venda de drogas, dados roubados, credenciais e outras mercadorias ilegais, movimentando centenas de milhões de dólares em criptomoedas.

Como as criptomoedas eram usadas no Empire Market?

Todas as transações no Empire Market eram feitas exclusivamente com criptomoedas, como Bitcoin e Ether. Os operadores também incentivavam os usuários a empregar serviços de 'tumbling' ou 'mixing' para tentar dificultar o rastreamento dos fundos pelas autoridades.

O que é 'tumbling' ou 'mixing' em transações de criptomoeda?

Tumbling ou mixing são técnicas usadas para ofuscar o caminho das criptomoedas, misturando fundos de vários usuários para dificultar a identificação da origem e do destino de uma transação específica. Embora alguns serviços de mixing possam ser usados para privacidade legítima, eles também são frequentemente explorados por criminosos.

Qual a importância da apreensão de Bitcoin e Ether neste caso?

A apreensão de mais de 2.800 Bitcoin e outros criptoativos demonstra a crescente eficácia da análise on-chain e das ferramentas de blockchain forensics. Mesmo com o uso de técnicas de ofuscação, as autoridades conseguiram rastrear e recuperar uma quantidade substancial de fundos, sublinhando a capacidade de fiscalização do Estado sobre o crime cripto.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
13 de outubro de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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