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Chainlink lança Project Pangea para liquidação instantânea de câmbio com consórcio de mais de 50 bancos

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O Project Pangea, anunciado em Zurique, marca um passo significativo na integração da infraestrutura blockchain com o sistema financeiro global. Ao unir a Chainlink, um consórcio robusto de bancos europeus (via Qivalis, com 37 instituições) e sul-coreanos (via UniKA, representando mais de 10 bancos), a iniciativa visa revolucionar as transferências cambiais (FX). A promessa central é a liquidação atômica e instantânea (T+0), substituindo o atraso de dois dias (T+2) do sistema tradicional. Isso é viabilizado pela combinação da tecnologia de oráculos e interoperabilidade da Chainlink (CCIP, Data Streams, CRE) com os padrões de mensagens Swift e ISO 20022, e uma blockchain dedicada, a Pangea L1, operada pela FairSquareLab.

A arquitetura de três camadas, que inclui a camada bancária (Swift/ISO 20022), conectividade (Chainlink CCIP/Data Streams) e liquidação (contratos inteligentes AMM na Pangea L1 e outras blockchains), permite que bancos utilizem sua infraestrutura existente. A Pangea L1 atua como um ambiente neutro, onde atualizações de oráculos têm prioridade, garantindo liquidação em tempo real com base nos preços de mercado atuais. Essa abordagem não só reduz o risco de contraparte e liquidação, mas também libera capital imobilizado, prometendo uma eficiência sem precedentes para o mercado de US$ 9,6 trilhões diários.

O que mudou

A notícia atual, com o lançamento do Project Pangea, consolida e expande iniciativas anteriores focadas em pagamentos transfronteiriços. Se antes a Chainlink firmava parcerias com grupos menores de bancos para explorar liquidação em T+0, agora uniu um consórcio massivo de mais de 50 bancos em 16 países. A introdução da Pangea L1 como um blockchain de liquidação dedicado eleva a ambição do projeto, saindo de estudos de viabilidade para a construção de uma infraestrutura real. A integração direta com Swift e ISO 20022, utilizando o CRE da Chainlink, também se mostra mais madura, permitindo que instituições financeiras tradicionais participem sem reestruturar seus sistemas internos.

Por que isso importa

O Project Pangea representa uma mudança paradigmática para o mercado global de câmbio. A capacidade de realizar liquidações atômicas T+0 com stablecoins reguladas, utilizando a infraestrutura existente dos bancos, não apenas diminui o risco e libera capital, mas também abre portas para novos modelos de negócios e maior eficiência. Para o ecossistema cripto, isso sinaliza uma adoção institucional cada vez mais profunda, integrando ativos digitais em um dos pilares do sistema financeiro mundial. A participação de um número tão expressivo de bancos europeus e sul-coreanos sugere uma forte validação da solução e um potencial de escalabilidade global.

Linha do tempo

  1. Lançamento do Project Pangea com consórcio de bancos europeus e sul-coreanos.

  2. Chainlink lança Project Pangea com mais de 50 bancos em 16 países para liquidação instantânea de câmbio.

Perguntas frequentes

O que é o Project Pangea?

O Project Pangea é uma iniciativa liderada pela Chainlink em colaboração com um consórcio de mais de 50 bancos. Seu objetivo é permitir a liquidação atômica e instantânea (T+0) de transações no mercado global de câmbio (FX) utilizando stablecoins reguladas de EUR e KRW, infraestrutura Swift e a tecnologia blockchain da Chainlink.

Como o Project Pangea diferencia do sistema de câmbio atual?

Atualmente, o mercado de câmbio opera em um ciclo de liquidação T+2 (dois dias úteis). O Project Pangea visa reduzir isso para T+0, realizando a liquidação no mesmo dia da execução da transação. Isso elimina o risco de contraparte intradia e libera capital que antes ficava imobilizado nesse período.

Quais tecnologias são utilizadas pela iniciativa?

A iniciativa combina a infraestrutura da Chainlink, como CCIP e Data Streams, com a rede de mensagens Swift e os padrões ISO 20022. A liquidação final ocorre em uma blockchain dedicada, a Pangea L1, desenvolvida pela FairSquareLab, utilizando smart contracts para swaps atômicos de stablecoins.

Os bancos precisam mudar seus sistemas para participar?

Não. Uma característica chave do Project Pangea é que ele atua como uma camada middleware. Os bancos continuam a usar sua infraestrutura e mensagens existentes (Swift), que são traduzidas pela tecnologia Chainlink (CRE) para ações de liquidação on-chain, sem a necessidade de substituir seus sistemas internos.

Fontes

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Categoria
CEVIU Cripto
Publicado
29 de junho de 2026
Editoria
CEVIU Cripto

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